Video sobre o Earth Hour 2009 vale a pena assistir
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29 de jan. de 2009
28 de jan. de 2009

Hora do Planeta
Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a aderir ao movimento
Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2009. O WWF-Brasil e a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciaram hoje o lançamento da Hora do Planeta e a participação da cidade no evento, marcando a entrada do Brasil no movimento mundial para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global.
Conhecido mundialmente como Earth Hour, o movimento é promovido no País pela primeira vez pelo WWF-Brasil e conta com a adesão e apoio do Rio de Janeiro, a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa. Durante o lançamento, Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, anunciou que irá apagar as luzes de ícones cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes. A comunidade do Morro Dona Marta e o Jockey Club também confirmaram sua participação.
"A mobilização da comunidade Dona Marta, por exemplo, é um sinal claro que todos podem participar no combate ao aquecimento global. A participação do Rio de Janeiro na Hora do Planeta será show de bola!", garante o prefeito Eduardo Paes, citando que o evento será o primeiro ato de uma série de movimentos que a cidade irá realizar para reassumir o protagonismo em questões ambientais.
Além da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Ministério do Meio Ambiente, a Hora do Planeta recebeu a adesão de autoridades e representantes de diversos segmentos sociais, que estiveram presentes ao lançamento. Entre eles os atores Camila Pitanga, Victor Fasano e Cynthia Howlett.
"O governo brasileiro começou a fazer a sua parte com a nova agenda sobre mudanças climáticas, mas não podemos discutir esse assunto sem pensar na mudança de comportamento da nossa sociedade, e para isso o movimento Hora do Planeta é muito importante", afirma Izabella Teixeira, Secretária Executiva do Ministério do Meio Ambiente, que representou o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc no lançamento da Hora do Planeta, que também apóia o movimento.
Um ato simbólico pelo futuro do planeta
A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas, O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.
Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Hoje, além do Rio de Janeiro foi anunciada a participação de outras grandes cidades mundiais, como Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque. Até o momento, mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.
Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008 o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.
"A Hora do Planeta não é um ato de economia de energia, mas um gesto de engajamento social, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor. Será uma demonstração da nossa paixão pelas pessoas, pela união, pela solução, pela conservação do planeta, e principalmente, pelo futuro e pela vida", afirma Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.
Para mobilizar a população pela Hora do Planeta, o WWF-Brasil lançará a campanha publicitária criada pela DM9DDB e espera contar com a adesão de empresas, entidades, ONGs, associações de bairro e demais movimentos da sociedade civil. Os cidadãos serão convidados a se cadastrar no site www.horadoplaneta.org.br.
Cenário Ambiental
O ano de 2009 é crucial para o futuro do planeta, pois os países precisam assinar um acordo internacional com medidas para que se mantenha o aquecimento global abaixo dos 2º C. Será um ano de mobilização para que os países finalmente assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, na Dinamarca, um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa
No Brasil, o desmatamento das nossas florestas - principalmente Amazônia e Cerrado -, é responsável por 75% das emissões de CO2, o principal causador do aquecimento global. No entanto, as emissões de outras fontes, como agricultura, energia elétrica, entre outras, não devem ser menosprezadas dentro de um caminho de desenvolvimento limpo.
Informações Adicionais
Cadastre-se e saiba como participar na Hora do Planeta:
Site oficial: www.horadoplaneta.org.br
Atendimento: 0300 789 5652
Informações para Imprensa
Sala de Imprensa: www.wwf.org.br/hp2009
Estão disponíveis fotos e vídeos de edições passadas da Hora do Planeta.
CDN Comunicação Corporativa:
Luiz Pedrosa: 21-3535-8330 - luiz.pedrosa@cdn.com.br
Ana Maria Machado: 21-3535-8363 - anamaria.machado@cdn.com.br
Carolina Wayand: 21-35358357 - Carolina.wayand@cdn.com.br
WWF-Brasil:
João Gonçalves: 11.3073.0733 /11.7029.8211 - joao@wwf.org.br
Maristela Pessoa: 61.3364.7464 - maristela@wwf.org.br
Denise Oliveira: 61.3364.7497 / 61.8175.2695 - doliveira@wwf.org.br
Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas. No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, a Hora do Planeta pretende atingir 1 bilhão de pessoas em mil cidades.
fonte: www.wwf.org.br

Tenho falado muito sobre a zona costeira (ZC) em minhas colunas no site O Eco e quanto aos impactos humanos associados a sua ocupação desordenada. E ainda sobre a degradação de seus habitats e a perda irreparável e crônica de sua biodiversidade tropical. Um ambiente dinâmico, com alterações topográficas constantes devido a circulação da maré e às ações do vento, das ondas e do Homem. Sobre o transporte de sedimentos que provoca mudanças naturais na linha de costa. A ZC é uma fronteira geográfica formada por vários biomas, cujos recursos físicos, energéticos, biológicos e paisagísticos sustentam centenas de atividades industriais e comerciais. E que, mal e porcamente, mantém milhares de famílias que exploram seus recursos pesqueiros cada vez menos abundantes e, pior ainda, cada vez mais…contaminados!
Existem vários tipos de contaminação ambiental: química; sonora; estética e luminosa. A poluição química na ZC tem sido divulgada e discutida em diversas instâncias da sociedade, principalmente porque afeta a maioria da população brasileira que ocupa as bacias litorâneas. Infelizmente, é a regra da pimenta no “fiofó” dos outros. A contaminação no meio do oceano, lá na Latitude dos Cavalos, ou em Mar del Plata, fica longe da minha porta. Eu não tenho nada a ver com isso. Pensar assim não ajuda a resolver a contaminação marinha em escala global e de longo prazo. Vai nos afetar cedo ou tarde.
Acidentes com vazamentos de óleo e a contaminação crônica com pesticidas, nutrientes, detergentes e metais pesados oriundos de atividades industriais, agrícolas e urbanas ao longo de bacias de drenagem costeira parecem ser os mais comuns. Parecem, mas não são! O elenco de compostos químicos orgânicos usados na indústria farmacêutica e cosmética é tão prejudicial para nós quanto para a biodiversidade marinha.
Existe um coquetel de moléculas orgânicas com fórmulas complicadas, criadas e reproduzidas em laboratório, com nomes estranhos e complexos, que são tão ou mais diversos do que os compostos naturais que a bioquímica da natureza conseguiu evoluir. Esses POPs (Poluentes Orgânicos Persistentes) formam um exército com mais de 10 mil substâncias patenteadas e usadas só na indústria cosmética. Na indústria médica e farmacêutica, o número deve ser muito maior. A maioria delas nunca foi testada pela vigilância sanitária de qualquer país e os poucos testes são resultado de políticas voluntárias das próprias empresas cujos resultados em seus laboratórios privados nunca foram contestados por órgãos reguladores do governo. Os POPs que não se degradam facilmente e acumulam-se na teia alimentar do ambiente contaminado.
O problema todo começa nas privadas e nos ralos das casas. Acontece, sobretudo, nos ambientes urbanos, com muita gente excretando moléculas orgânicas sintéticas. Tudo vai pro esgoto. Uma ligação oculta, subterrânea, mas muito eficiente entre as cidades e os lençóis freáticos adjacentes. Dependendo da declividade, após alguns anos as moléculas chegam no mar através da bacia de drenagem, que nada mais é do que a dimensão geográfica de um processo natural de escoamento da água dos continentes para suas margens costeiras, devido à ação constante da gravidade terrestre.
O sistema de abastecimento é um desvio artificial do ciclo hidrológico, feito para atender a demanda do uso doméstico, público e industrial. O passo seguinte é o sistema de esgotos, originalmente criado como uma tentativa de diluir o que não deve e que não pode ficar concentrado, por uma questão de saúde e mau cheiro.
Entretanto, nosso potencial de contaminação marinha vai mais longe do que isso. Elevados teores de cafeína foram detectados na água do mar em fiordes da Noruega, com certeza como resultado do consumo de café e chás por populações costeiras do norte da Europa. Do mesmo modo, a contaminação crônica com remédios e cosméticos do nosso quotidiano é cada vez mais preocupante uma vez que urinamos anualmente toneladas desses excessos de moléculas orgânicas não-metabolizadas.
Medicamentos
Os remédios mais consumidos nos grandes centros urbanos são antibióticos, antiinflamatórios, anticoncepcionais e antidepressivos. Essas são as principais fontes de princípios ativos não metabolizados e que são expelidos pela urina e fezes. Espalham-se pelo sistema de esgoto, podendo retornar para o consumo humano. A contaminação de lagos e de rios com princípios ativos da indústria farmacêutica tem sido avaliada nas últimas décadas. Mas mesmo as tecnologias mais modernas de tratamento de efluentes municipais não são capazes de livrar a água da contaminação com coquetéis de POPs industriais. Os resultados são alarmantes.
Um artigo da revista Discover Magazine, publicado em dezembro de 2003 denunciou os altos níveis de fluoxetina, o princípio ativo do antidepressivo Prozac, em bagres e outros peixes de rios afetados por afluentes municipais próximos a cidade de Dallas, Texas (Estados Unidos).
No início desse ano, saiu um artigo no jornal americano Los Angeles Times mencionando pesquisas nos Estados Unidos e Canadá sobre o alto nível de concentração de hormônios femininos (estrógeno), oriundos de anticoncepcionais, em tecidos de peixes. Mais de 90% dos machos de uma espécie de lingüado começaram a ovular (coisa de fêmea, certo?!). A “feminilização” dos machos é grave do ponto de vista ambiental e sócio-econômico, pois a população pára de se reproduzir com quantidades mínimas do princípio ativo. O artigo menciona a impossibilidade de tratamentos de esgoto em nível primário eliminar a maior parte desses compostos.
Quase todo mundo toma ou já tomou alguma dessas categorias de remédios. Como o tratamento de esgoto em nível primário é o principal (pra não dizer o único) nível de tratamento de efluentes municipais no Brasil, me pergunto como será que está o grau de contaminação da costa brasileira com POPs? Pense bem, cerca de 60% de nossa população, algo em torno de 100 milhões de pessoas, vive na zona costeira com enorme potencial de contaminação crônica pelo consumo e eliminação diária de resíduos desses produtos através da urina.
Cosméticos e higiene pessoal
Você já ouviu falar em Tetradibutyl Pentaerythrityl Hydroxyhydrocinnammate? É um composto orgânico usado no sabonete que você usa todos os dias. De acordo com a base de dados do Grupo de Trabalho Ambiental americano SkinDeep, é uma substância de baixo risco para a saúde humana. No entanto, de acordo com a mesma base de dados essa aparente baixa periculosidade esta mais associada à falta de pesquisa sobre o produto.
E o Dióxido de Titânio? Esse pode causar câncer, provocar alergias e deficiência imunológica, além de prejudicar o metabolismo digestivo, respiratório e cardiovascular. Diariamente, milhões de pessoas consomem toneladas de pasta de dente, sabonetes e xampus cuja composição, normalmente escrita com letrinhas pequenas e em inglês, sempre tem um produto com propriedades cancerígenas e persistência ambiental, com capacidade de acumular na teia alimentar. São substâncias com ação cancerígena.
A tabela abaixo revela o efeito tóxico de ingredientes mais comuns encontrados em marcas famosas de sabonetes, xampus e pastas de dentes:
Composto
Efeitos
Usado na fabricação de...
Sodium Palmitate
Cancerigeno
Sabonetes, desodorantes, creme de barbear
Sodium Oleate
97% ausência de teste
Sabonetes, cremes para tratamento de espinhas e adstringente facial
Sodium Laurate
Cancerígeno, irritação da pele, olhos e pulmão
Sabonetes, desodorantes, cremes para tratamento de pele, rejuvenescedor
Titanium Dioxide
Cancerígeno, alergias, irritação da pele, olhos e pulmão
Sabonetes, protetor solar, protetor labial
Citric Acid
Neurotóxico, doenças crônicas degenerativas do sistema nervoso
Sabonetes, shampoos, tintura de cabelo, etc
Bentonite
Cancerigeno, tóxico, causa danos no sistema digestivo, respiratório e cardiovascular
Sabonetes, creme rejuvenecedor, protetor sola, etc
Pentasodium Pentetate
Não testado
Sabonetes, shampoos, esfoliantes, creme de barbear, etc
Etidronic Acid
Infertilidade, cancer em órgãos reprodutores, má formação de fetos
sabonetes
Yellow 10
Cancerigeno, reações alérgicas e problems no sistema imunológico
Sabonetes, colonias, loções pós-barba, tinturas de cabelo, desodorantes
Red 4 (CI 14700)
Cancerígeno
Sabonetes, água de colônia feminina, shampoos e condicionadores
Green5 (CI 61570
Disfunções hormonais, danos no sistema digestivo, respiratório e cardiovascular
O crescimento populacional demanda muitas coisas além de energia, comida e habitação. Somos seduzidos por uma infinidade de produtos cosméticos dispostos nas prateleiras dos supermercados. Nos lavamos, nos perfumamos e nos lambuzamos diariamente com sabonetes e xampus (que nada mais são do que sabão perfumado), pasta de dentes e cremes hidratantes com abrasivos microscópicos, alvejantes químicos e essências cuja origem natural do produto é duvidosa, para não dizer caluniosa.
Eu não confiaria em nada que diga “manter fora do alcance das crianças”. Os produtos de limpeza alertam pra isso. Mas os cosméticos e produtos de higiene pessoal também. Nas embalagens sempre está escrito que o produto vem de essências naturais, que vai deixar sua pele macia e hidratada etc. Mas no fim está sempre escrito em letras bem miudinhas que é pra “manter fora do alcance das crianças”. Ora, que hipocrisia é essa?! Se é essa maravilha toda, porque manter fora do alcance das crianças? Se é perigoso para as crianças é perigoso para qualquer um, certo? Sem falar do potencial de contaminação ambiental. Ou seja, compre e leve pra sua casa. Daí em diante, o problema é seu. Todos somos responsáveis por aceitar essas regras, do mundo civilizado e contaminado.
Sim, individualmente somos responsáveis por todo essa contaminação com princípios ativos testados apenas parcialmente em ratinhos de laboratório, sem saber seus reais efeitos na natureza ao nosso redor. Coletivamente, o resultado é preocupante. Tudo está se contaminando à nossa volta e o ponto final desses resíduos orgânicos artificiais é o mar.
Diariamente, chega na ZC o maior elenco de substâncias derivadas da presença humana no planeta. Todo resquício de substâncias dissolvidas na água doce, que a força da gravidade pode levar em direção à costa. Uma solução paliativa e perigosa quando se pensa em escalas ambientais de tempo e espaço (veja o artigo Diluição não é solução). A drenagem envolve milhões de metros cúbicos de água que passam pelas cidades anualmente. Esse volume, assim como o dos oceanos, nos dão a falsa sensação de nos livrarmos do problema. Isso até poderia ser verdade, não fosse pelas propriedades persistentes e reativas desses compostos, aumentando as chances de serem adsorvidos em partículas orgânicas e em micro-organismos da base da pirâmide alimentar. Pouco a pouco vão subindo de nível, estacionando em animais no topo da pirâmide alimentar, dissolvendo-se em suas gorduras, alterando seus hormônios, seu metabolismo e sua capacidade reprodutiva. Sem falar nas inúmeras possibilidades de doenças imunológicas, câncer e má formação congênita de seus descendentes.
A tabela acima é apenas um amostra irrisória de todos os POPs usados em cosmética e higiene pessoal. Sem querer preocupá-lo (a), eu sugiro que após ler esse artigo você perca um pouco do seu tempo e acesse o banco de dados do SkinDeep. Vá até o banheiro e selecione qualquer produto de higiene pessoal. Faça uma lista com o nome dos compostos químicos descritos na “composição” do seu sabonete, xampu ou pasta de dente preferidos. Veja a capacidade que cada um tem de produzir algum mal à saúde e seu potencial de acúmulo no meio ambiente.
São todos produtos que eu, você e todos nós usamos indiscriminadamente todos os dias desde a Revolução Química Industrial, após a Segunda Guerra. São décadas de uso constante. Talvez os POPs não sejam as causas diretas de muitos problemas de saúde que nós e os animais marinhos sofrem, ou que ainda sofrerão. Mas com certeza são mais uma herança que deixaremos para o banco de contaminantes da biodiversidade marinha. Corremos o risco de nos tornar uma sociedade intoxicada por nosso próprio veneno em frascos fálicos e potes cheirosos, marcando diariamente nossos territórios com urina contaminada.
Frederico Brandini ( O Eco )
20/11/2008, 12:30

As montadoras de veículos do Brasil – seja de carros de passeio ou caminhões e máquinas agrícolas – poderão ser obrigadas a plantar árvores em número proporcional à quantidade de veículos que produzem, caso o projeto de Lei 4380/08, de autoria do deputado José Chaves, do PTB de Pernambuco, e tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados, seja aprovado.
A proposta prevê que seja plantada uma árvore para cada veículo produzido de até mil cilindradas; duas para os de potência acima de mil cilindradas e não superior a duas mil cilindradas; e três para os de mais de duas mil cilindradas e as montadoras poderão optar em repassar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o valor correspondente ao custo desse plantio.
Para Chaves os veículos são responsáveis por 97% das emissões de monóxido de carbono, 97% de hidrocarbonetos, 96% de óxidos de nitrogênio, 40% de material particulado e 32% de óxidos de enxofre na grande São Paulo. “Se não se pode evitar que milhares de novos veículos ganhem as ruas a cada ano é preciso, ao menos, compensar os danos ambientais e à saúde pública que ocasionam”, afirma.fonte: O carreteiro

Todos os anos a equação “desenvolvimento tecnológico” e “consumo inconsciente” agrava a questão do lixo eletrônico no mundo. O destino do que chamamos lixo eletrônico, além de não ser ambientalmente adequado, se soma ao crescimento desenfreado da venda de computadores pessoais (PCs) e outros equipamentos eletrônicos, agravando os problemas ambientais e sociais ligados a produção e descarte tecnológico. Algumas das saídas para equilibrar a equação entre desenvolvimento tecnológico e meio ambiente foram apresentadas na terça-feira (20/1), no Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP de São Paulo.
Com objetivo de compartilhar as experiências realizadas na área do desenvolvimento tecnológico sustentável, pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) - oriundos de diferentes países -, representantes da indústria da informática e especialistas em gestão ambiental, além da professora Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE e do Laboratório de Arquitetura de Redes e Computadores (Larc) da Escola Politécnica (Poli) da USP, falaram sobre a gestão ambiental da tecnologia.
Consumo consciente
Em todo o mundo, estima-se que sejam produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, sendo que apenas 1% deste total é encaminhado para a reciclagem.
Apesar do aumento das vendas de eletrônicos, não há no Brasil uma legislação que estabeleça o destino correto para a sucata digital. Não há também legislações ou normas que responsabilizem os fabricantes pelo seu descarte.
Para Adnan Shahid, pesquisador do MIT (Paquistão), os consumidores são a maior força para promover uma mudança frente à falta de regulamentação. “Como é feito hoje, o consumo e o descarte de lixo eletrônico não é bom para mim, nem para vocês, muito menos para nossas crianças, seja no Brasil ou Paquistão”, afirma.
Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE-USP, acredita que ter responsabilidade no ato da compra é o primeiro passo para debater o que estamos descartando. “Ampliando o debate sobre os riscos do lixo eletrônico, você aumenta a responsabilidade das ações na cadeia toda - desde a produção até o descarte”, afirma Tereza.
A coordenadora dá a dica para quem quer começar a fazer a diferença. “Peça por computadores verdes, ou seja, computadores livres de chumbo, econômicos no consumo de energia e cujos componentes são totalmente recicláveis. Além disso, veja com o fabricante, a política de descarte antes de comprar. Na ausência de legislação adequada, precisamos começar a agir enquanto indivíduos.”
Os 3Rs como oportunidade de negócio
A quantidade de sucada tecnológica que poderia se tornar matéria prima esbarra, além de tudo, na falta de uma gestão logistica para um programa nacional de reciclagem.
Antonio de Castro Bruni, gerente do Setor de Suporte Tecnológico da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), acredita que o problema do lixo eletrônico é uma oportunidade de negócios e disse que já estão negociando parcerias entre recicladoras e os Correios.
Segundo Bruni, os Correios receberiam os equipamentos (micros, notebooks, telefones, televisores, entre outros) e cederiam um espaço para acomodação até a retirada pela empresa recicladora, que deverá arcar com os custos do transporte. “Ainda se trata de uma proposta, tudo está sendo analisado com muita calma e ainda não temos uma resposta final. Mas acreditamos que é um gande negócio e que interessa a todos.”
Para ele, os principais eixos do debate sobre as soluções do lixo eletônico devem abordar a promoção da indústria de reciclagem, redução da poluição causada pela disposição inadequada desse tipo de resíduo, promoção de parcerias para coleta de micros domésticos, inclusão digital, por meio do reúso de computadores, educação ambiental e criação de um índice de reciclagem. Segundo o gerente do Setor de Suporte Tecnológico da CETESB, o gerenciamento do lixo eletrônico vai permitir, ainda, reduzir a pressão sobre o meio ambiente, uma vez que metais como prata, níquel, ferro, alumínio, cobre, entre outros, poderão ser reutizados pela indústria nacional. “Com a tecnologia disponível você consegue separar todos os metais e produtos existentes em placas e outros itens dos equipamentos eletrônicos. Paralelamente é possível ajudar a fortalecer um nicho de mercado que vai gerar inúmeros empregos”, afirma.
Lixo eletrônico e seus riscos
Pilhas, baterias e celulares não são os únicos tipos de lixo eletrônico. Computadores, televisores, rádios, DVDs, CDs e lâmpadas fluorescentes também possuem substâncias tóxicas como chumbo e mercúrio.
Sem descarte apropriado, estes materiais altamente tóxicos para a saúde humana freqüentemente vão parar em aterros sanitários comuns ou são queimados a céu aberto, sem os cuidados apropriados, quando não acabam literalmente sendo enviados para países em desenvolvimento.
“Só em 2006, foram vendidos 7 milhões de computadores. Se descartados sem controle num horizonte de até dez anos, essas máquinas podem implicar numa montanha de resíduos da ordem de 70 mil toneladas. Se houver contaminações, os custos para a sociedade brasileira podem ser incalculáveis”, conclui a diretora do CCE.
Saiba mais sobre quem ajuda e como você pode ajudar
Dell
A fabricante de computadores possui dois programas: um de inclusão digital, que recebe micros usados e os doa a centros comunitários (www.pensamentodigital.org.br) e outro de recolhimento de PCs antigos da marca (www.dell.com.br).
CDI
Organização não governamental que visa à inclusão digital. As máquinas a serem doadas devem ter processador Pentium II ou superior, HD de no mínimo 2 GB e memória RAM de no mínimo 64 MB. Caixas de som, hubs, impressoras, kits multimídia, modems, mouses, no-break, scanners e teclados são recebidos somente em bom estado (www.cdi.org.br)
CCE - Centro de Computação Eletrônica da USP
Tecnologia de informação com selo verde (www.cce.usp.br)
CETESB/ Mutirão Verde
Informações sobre como e onde descartar lixo eletrônico no estado de São Paulo. www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico/destino_lixo.htm
Fonte: Envolverde / *Mercado Ético.
PONTOS DE COLETA
Pilhas e baterias usadas/ lixo eletrônico
Estas informações indicam os pontos de coleta para auxiliar sobre o correto descarte de pilhas, baterias e materiais eletrônicos.
Conheça sobre a reciclagem de pilhas e baterias acessando o site: http://www.valvolandia.com.br/OBJ/openExtra.asp?extra=10
COLETA NACIONAL
Banco Real - Pontos de Atendimento mais Próximos - Nacional
http://webservices.maplink2.com.br/bancoreal/buscaEndereco.aspx
Drogaria São Paulo - Nacional
http://www.drogariasaopaulo.com.br/lojas.asp
Sony
http://www.sony.com.br/electronicos/inst_meioamb-sp_recolhimento.crp
Siemens
http://www.selecoes.com.br/revista_leia_aqui_artigo.asp?id=2441#topo
Nokia
http://www.nokia.com.br/A4523049
Motorola
http://www.motorola-rm.com/ecomoto/br/Oque.aspx
Claro
http://www.claro.com.br
Mundo Verde
http://www.mundoverde.com.br/2008/Loja.asp
SÃO PAULO
USP Recicla
http://www.poli.usp.br/recicla/midia/Coleta_de_Pilhas_e_Baterias2.pdf
ZF Sachs do Brasil
http://www.sachs.com.br/PO/Default.asp?pagina=0000000000.asp
Ecolmeia
http://www.ecolmeia.com/contato.htm
Instituto Triângulo
Link
Sucatas.com – Bairro da Lapa
http://www.sucatas.com/noticia378.shtml
Prefeitura Municipal de Caçapava
http://www.cacapava.com.br/final/noticias.aspx?id=2270
Fundação Bradesco Marília
http://www.tim.com.br
LOCAIS QUE ACEITAM A DOAÇÃO DE COMPUTADORES E PERIFÉRICOS USADOS PARA A MONTAGEM DE CENTROS DE INFORMÁTICA:
Oxigênio – http://www.oxigenio.org.br
A Oxigênio Desenvolvimento de Políticas Públicas e Sociais é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, constituída em 1988. Implantou o Centro de Recondicionamento de Computadores , localizado no Espaço Social Oxigênio em Guarulhos/SP. Tel: (11) 3051-3420.
CDI – http://www.cdisaopaulo.org.br
O Comitê para Democratização da Informática é uma organização não-governamental sem fins lucrativos que, desde 1995, desenvolve o trabalho pioneiro de promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e o exercício da cidadania. Tel: (11) 3822-0970.
Meta Projeto - Acessa São Paulo
http://www.acessasp.sp.gov.br/html/modules/xt_conteudo/index.php?id=42
O MetaProjeto é uma inovação do Programa Acessa São Paulo, com o objetivo de servir como um espaço de oficinas para o público do Parque da Juventude na área de manutenção e montagem de computadores, experimentação e desenvolvimento de tecnologia, a partir de computadores reciclados. Tel: (11) 2221-1826.
ABRE – Associação Brasileira de Distribuição de Excedentes
http://www.abre-excedente.org.br
Recebe doações de diversos tipos de eletrônicos, como computadores e televisores e os distribui a entidades sociais. Tel: (11) 5052-0736.
INSTITUIÇÕES QUE POSSUEM BAZARES E ACEITAM DOAÇÕES DE OBJETOS ELETROELETRÔNICOS:
Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz - http://www.andreluiz.org.br
A instituição aceita todo o tipo de usados, desde televisores, computadores, videocassetes e celulares até cartuchos vazios de impressora e placas de computador, mesmo com defeito e produtos quebrados. Agenda com o doador a entrega. Válido para a Grande São Paulo. Tel: (11) 6459-7000.
Hospital Albert Einstein – http://www.einstein.br
O Hospital recebe cartuchos ou toners usados. Tel: (11) 3747-3580.
AACD – http://www.aacd.org.br
Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5576-0811.
Associação PRÓ-HOPE - Apoio a Criança com Câncer – http://www.hope.org.br
Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5087-7999
Fundação Dorina Nowill Para Cegos - http://www.fundacaodorina.org.br
Recebe eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5087-0977.
Exército da Salvação – http://www.exercitodesalvacao.org.br
Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. (11) 5562-2282
Museu do Computador – http://www.museudocomputador.com.br
Recebe doações de todos os equipamentos relacionados ao computador, além de telefones, máquinas de calcular, máquinas de escrever, video games, impressoras de todos os tipos e peças de computadores: teclado, monitores, mouse e fontes (mesmo sem funcionar). Tel: (11) 4666-7545
ESPÍRITO SANTO:
Shopping Vitória
http://www.shoppingvitoria.com.br/site/comercializacao.asp
SANTA CATARINA:
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
http://www.acaojr.com.br/open.php?pk=35&fk=2&id_ses=8
Prefeitura de Passos Maia
Link
PARANÁ:
Prefeitura de Guaratuba
Link
RIO GRANDE DO SUL:
Banrisul
http://www.mp.rs.gov.br/imprensa/clipping/id74934.htm
RIO DE JANEIRO:
Prefeitura de Petrópolis
http://www.itaipavanews.com.br/?item=NTbfCJf514422
MINAS GERAIS:
Prefeitura de Inconfidentes
http://www.inconfidentes.mg.gov.br/noticiacp.php?codigo=14
Colégio dos Jesuítas
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TV Alterosa
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DISTRITO FEDERAL:
Fecomércio
http://portal.fecomerciodf.com.br/portal/noticias/article.php?storyid=1318
ACRE:
Comércio de Rio Branco
http://www.pagina20.com.br/09052004/c_0409052004.htm
Colabore com a lista enviando mais endereços de pontos de coleta que conhece para o e-mail: contato@ecolmeia.com
Fonte: Ecolméia.
5 de jan. de 2009
1 - “Eu preciso deste produto?” - Esta é a principal pergunta que devemos fazer para um consumo consciente. Afinal, quantas vezes compramos coisas que não precisamos? Um livro que não iremos ler, uma calça igual às outras tantas, um gadget novo ou um penduricalho em promoção. Muitas vezes compramos por comprar e às vezes só precisamos pensar um pouquinho para desistir. Afinal, comprar um notebook novo quando o antigo ainda serve muito bem não combina com um mundo mais sustentável.
2 - “Como este produto é feito?” - usa-se muita energia, água, matéria-prima, gera-se resíduos tóxicos ou desperdiça-se? Vem de países que usam mão-de-obra infantil ou escrava, que não permitem a liberdade de expressão? É produzido localmente? Explora produtores locais pagando-se preços irrisórios para aumentar a margem dos lucros? Muitas vezes a resposta de uma dessas perguntas é o suficiente para deixar de comprar o produto. Outras vezes o consumo é inevitável mas pelo menos sabe-se exatamente o custo ambiental e social de sua escolha.
3 - “Eu preciso de tantos?” - Muitas vezes exageramos na dose e compramos mais do que precisamos. Um pacote gigante de pão, mais bananas que podemos comer, canetas que nunca serão usadas ou roupas que ficarão encostadas.
4- “Existem alternativas?” - Procurar soluções alternativas pode evitar o consumo exagerado de produtos. Será que é possível usar fraldas reutilizáveis? Usar baterias recarregáveis é melhor que comprar baterias novas. Canecas de plástico substituem plásticos descartáveis. Livros e roupas usadas podem ser tão bons quantos novos. Se queremos viver em um mundo diferente, precisamos começar a procurar soluções diferentes para velhos problemas.
5- “Quanto vai durar este produto?” - checar a validade dos produtos para evitar ter que jogá-los fora sem consumí-los. Comprar roupas de tecidos melhores para evitar ter que comprar roupas novas. Pagar por um computador mais robusto e com configurações melhores para não ter que trocar no ano que vem. Ao se consumir, deve-se pensar no longo prazo e não somente nas necessidades imediatas.
6- “Como este produto é eliminado?” - como irei jogar fora este produto? Ele é reciclável, precisa de alguma providência especial? Se estou substituindo um produto, onde irei jogar o produto antigo? Esta pergunta que nos faz optar por papel no lugar de plástico, evitar comprar produtos embalados ou mesmo baterias novas.
No final das contas, o consumo consciente é o consumo mínimo. Não prego que não se deva comprar mas que se deve comprar somente o necessário. Pense nos últimos bens que vc comprou e se pergunte se eles eram realmente necessários ou foi só um ato impensado. O segredo é se acostumar tanto com estes questionamentos que eles se tornem automáticos. Passa-se a comprar irracionalmente de novo mas desta vez, um pouco mais conscientes.
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Este texto faz parte da Blogagem Coletiva sobre Consumo Consciente, organizada pela Sam Shiraishi.

"CAMPANHA DO INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL"
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