Meio Ambiente e Sustentabilidade
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26 de jul. de 2023

 A preocupação com as mudanças climáticas tem impulsionado a busca por soluções sustentáveis em diversos setores da sociedade. Uma dessas soluções é a compensação de carbono, uma estratégia importante para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e minimizar o impacto negativo no meio ambiente. Neste artigo, vamos explorar o conceito de compensação de carbono, como ela funciona e qual é o seu papel na proteção do nosso planeta.



O que é compensação de carbono?


A compensação de carbono é um mecanismo que busca equilibrar as emissões de gases de efeito estufa liberados na atmosfera através da redução ou remoção desses gases em outro lugar. Isso é feito por meio de projetos e atividades que promovem a captura ou a redução de CO2 equivalente, como o plantio de árvores, o uso de energias renováveis, a eficiência energética, entre outros.


Como funciona a compensação de carbono?


O processo de compensação de carbono geralmente segue os seguintes passos:


Medição das Emissões: O primeiro passo é medir a quantidade de emissões de gases de efeito estufa produzidas por uma determinada atividade, empresa ou evento. Isso pode incluir emissões provenientes de transporte, energia, produção industrial e outras fontes.


Definição da Meta de Redução: Com base nos dados de emissões, estabelece-se uma meta para reduzir ou neutralizar essas emissões.


Investimento em Projetos Sustentáveis: Para atingir a meta de redução, a empresa ou indivíduo pode investir em projetos sustentáveis, que contribuam para a captura ou a redução de carbono. Exemplos incluem projetos de reflorestamento, geração de energia limpa ou eficiência energética.


Certificação e Verificação: A efetividade desses projetos é certificada e verificada por entidades especializadas para garantir que a redução de carbono seja real e mensurável.


Compensação de Carbono: Após a certificação, a quantidade de carbono compensada é quantificada e pode ser transformada em créditos de carbono. Esses créditos podem ser comercializados e usados para compensar as emissões de outras atividades.


Qual o papel da compensação de carbono na luta contra as mudanças climáticas?


A compensação de carbono desempenha um papel crucial na luta contra as mudanças climáticas por várias razões:


Redução das Emissões Globais: Através da compensação, é possível reduzir as emissões de gases de efeito estufa em diversas partes do mundo, independentemente de onde as ações de redução ocorram.


Estímulo a Projetos Sustentáveis: A demanda por compensação de carbono estimula o desenvolvimento de projetos e iniciativas que promovem a sustentabilidade e a conservação ambiental.


Conscientização e Responsabilidade: A compensação de carbono encoraja empresas e indivíduos a assumirem a responsabilidade pelas suas emissões e a tomarem medidas concretas para reduzi-las.


Inovação Tecnológica: A busca por projetos de compensação de carbono leva ao desenvolvimento de tecnologias mais avançadas e eficientes para lidar com as emissões de gases de efeito estufa.


A compensação de carbono é uma estratégia valiosa para mitigar os impactos das mudanças climáticas e caminhar em direção a uma economia mais sustentável. Ao investir em projetos que reduzem ou capturam gases de efeito estufa, estamos contribuindo para a preservação do meio ambiente e garantindo um futuro mais seguro para as próximas gerações. No entanto, é importante lembrar que a compensação de carbono não é uma solução definitiva, e devemos continuar buscando formas de reduzir nossas emissões em todas as esferas da sociedade para enfrentar efetivamente os desafios climáticos que enfrentamos.

18 de mar. de 2023


 A reciclagem de baterias de notebooks e celulares é extremamente importante por inumeras razões:


Proteção ambiental: Esees tipos de de baterias contêm materiais perigosos, c metais pesados, ácido sulfúrico e outros produtos químicos tóxicos que podem contaminar o solo, o ar e a água se não forem descartados corretamente. A reciclagem ajuda a evitar essa poluição ambiental e ajuda a preservar os recursos naturais.


Economia de recursos: Como dito acima a reciclagem de baterias de notebooks e celulares permite a recuperação de materiais importantes, como o lítio, o cobalto, o níquel e o alumínio, que podem ser reutilizados na fabricação de novas baterias e em outros produtos.


Redução de custos: A reciclagem de baterias de notebooks e celulares pode ser mais barata do que a produção de novas baterias a partir de matérias-primas virgens, pois a recuperação de materiais pode reduzir os custos de sua produção.


Consciência ambiental: A reciclagem de baterias de notebooks e celulares é uma forma de demonstrar consciência ambiental e responsabilidade social, ao contribuir para a preservação do meio ambiente e a redução da pegada ecológica, preservando o ecossistema e tornando nossa forma de vida mais sustentável.


Em resumo, a reciclagem de baterias de notebooks e celulares é uma prática importante que contribui para a proteção ambiental, a economia de recursos, a redução de custos e a consciência ambiental. É importante que as pessoas sejam conscientes sobre o descarte correto desses materiais que podem entrar em combustão espontânea, causar lesões entre outros males, e procurem empresas e instituições que realizam a reciclagem de baterias de notebooks.




As leis sobre reciclagem de baterias variam de acordo com o país ou região em que se encontram, mas existem algumas legislações e regulamentações que podem e devem ser mencionadas:


N a União Europeia: A Diretiva de Baterias da União Europeia exige que todas as baterias portáteis, incluindo as de notebooks e celulares, sejam coletadas e recicladas separadamente, com uma meta de reciclagem de pelo menos 50% das baterias vendidas na UE. As empresas também são responsáveis pela gestão adequada das baterias no final de sua vida útil.


Estados Unidos: A Lei de Gerenciamento de Recursos Eletrônicos (Electronic Resources Recycling Act) exige que as baterias de íon-lítio e níquel-cádmio sejam coletadas e recicladas adequadamente em todos os estados americanos, além de regulamentar a forma como as baterias são transportadas e armazenadas, obrigando consumidores, fabricantes e vendedores a participar e contribuir para destinação correta desses materiais, devido seu alto risco, segundo analise do proprio documento.


Brasil: A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece diretrizes para o gerenciamento de resíduos sólidos, incluindo as baterias. A PNRS exige que as baterias portáteis sejam recicladas e estabelece metas de coleta e reciclagem para os fabricantes e importadores de baterias.


China: A Administração Estatal para Regulamentação do Mercado (State Administration for Market Regulation - SAMR) estabeleceu normas para a reciclagem de baterias de íon-lítio em 2018, incluindo a exigência de que as empresas que fabricam ou importam baterias sejam responsáveis pela gestão adequada das baterias no final de sua vida útil.


Essas são algumas das leis e regulamentações existentes em relação à reciclagem de baterias. É importante estar ciente das leis e regulamentações em sua região para garantir que as baterias sejam descartadas corretamente e recicladas adequadamente.



Nesse vídeo podemos ver o porque de as baterias necessitarem de uma empresa especializada no seu descarte, pois um simples acidente no transporte, armazenamento ou em qualquer outra etapa pode virar uma grande problema


A reciclagem de baterias de notebooks e celilares geralmente envolve as seguintes etapas:


Coleta: As baterias são coletadas em pontos específicos, como lojas de eletrônicos, postos de reciclagem ou diretamente pelas empresas que realizam o serviço de reciclagem.


Desmontagem: As baterias são desmontadas em uma instalação de reciclagem especializada, onde os componentes são separados. Isso envolve a remoção do invólucro externo, placas de circuito e outras peças para exposição das células internas.


Trituração: As células internas são trituradas em pequenos pedaços para facilitar o processamento posterior. 


Separação: Os materiais triturados são submetidos a processos químicos e físicos para separar os metais valiosos, como lítio, cobalto, níquel e alumínio, dos outros materiais não recicláveis.


Purificação: Os metais são purificados com objetivo de produzir materiais refinados e de alta qualidade para reutilização na fabricação de novas baterias.


Reutilização: Os materiais purificados são vendidos para fabricantes de baterias que os utilizam para produzir novas baterias ou outros produtos.



É importante lembrar que a reciclagem de baterias de notebooks deve ser realizada por empresas especializadas e licenciadas, que seguem as leis e regulamentações locais e possuem as tecnologias e equipamentos adequados para realizar o processo de reciclagem com segurança e eficiência. A reciclagem adequada de baterias ajuda a preservar os recursos naturais e proteger o meio ambiente, evitando a contaminação do solo e da água por materiais tóxicos.

27 de fev. de 2022

 


No Brasil, o assunto lixo eletrônico, em geral, ainda não possui grande atenção da sociedade. Apesar de ser um assunto regulamentado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) através da Lei 12305 de 2010, pouco ou quase nada progrediu em relação ao tema. Percebe-se uma falta de interesse pelo poder público, já que ações e penalidades que deveriam ser feitas não existem ou são inócuas.


Existem pessoas que confundem “Spam” com “lixo eletrônico”. Spam é termo utilizado em referência aos e-mails não solicitados que você recebe em seu computador; já o “lixo eletrônico” são os aparelhos elétricos e/ou eletrônicos ou partes destes que deixam de ter utilidade, por defeito ou por estarem obsoletos. Agregam-se a estes também todas as fontes de energia elétrica como pilhas e baterias, bem como todos os tipos de lâmpadas”. Assim, pela definição, desde um pequeno pen drive, uma televisão de porte médio, chegando até um refrigerador, todos fazem parte deste conjunto de aparelhos que um dia serão lixo eletrônico.


Quem, entre nós, entrega um aparelho eletrodoméstico sem uso, um celular obsoleto ou uma lâmpada queimada em um posto de recolhimento? Pesquisa realizada pelo IDEC-Market Analysis, em 2013, mostra que apenas 1% dos descartes dos celulares, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos são feitos em pontos de coleta específicos. Enquanto na Europa a reciclagem destes produtos chega a 35% do total gerado; no Brasil estima-se uma geração de lixo eletrônico na faixa de 1,7 milhão de tonelada, o reaproveitamento fica em torno de 4% deste total.


E o Brasil tem papel de destaque nas estatísticas. Isso porque o País é líder na geração de lixo eletrônico na América Latina e segundo colocado nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. O dado fica ainda mais preocupante quando a ONU divulgou que em 2017 a previsão de geração de lixo eletroeletrônico no mundo atingiria a marca dos 50 milhões de toneladas. Os motivos pelos quais a geração de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) aumenta no Brasil, não diferem dos países em desenvolvimento e são:


Ciclo de vida dos eletroeletrônicos;

Dependência crescente de produtos eletrônicos;

Fluxo de resíduos eletroeletrônicos dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento:

O que acontece com fogões, geladeiras e micro-ondas, onde é comum encontrarmos estes equipamentos como sendo os primeiros a serem comprados nas residências e ainda não substituídos, não acontece com celulares, notebooks e televisores onde em 80% das residências, não são os primeiros aparelhos, já existiram outros antes destes.


Os dados traduzem-se através de uma análise do ciclo de vida do produto: o consumidor dá maior importância à durabilidade para geladeiras, máquinas de lavar, etc. e maior importância de aquisição das novas tecnologias como aparelhos digitais.


Aproximadamente, 50% das trocas efetuadas por aparelhos digitais, celulares e eletroeletrônicos não foram efetuadas por desgaste ou mau funcionamento do aparelho e sim, porque o novo era mais atual, mais moderno, melhor ou com mais funções, ou seja, não havia necessidade de troca e essas ações contribuem significativamente para o aumento do lixo eletrônico.


Para agravar o problema de geração deste tipo de lixo, além das trocas de equipamentos motivadas pela propaganda e novas tecnologias e, assim como já acontece nos países desenvolvidos como EUA, Japão e outros países, aqui no Brasil inicia-se o descarte de equipamentos em perfeito estado.


Como consequência, temos o mais grave dos problemas da geração de lixo eletroeletrônico. O “catador” sai da captação de plástico, papelão e latas de alumínio, para desmontar os equipamentos eletroeletrônicos em busca principalmente de cobre, porém sem conhecimento dos perigos inerentes a estes desmontes e sem os equipamentos de proteção individual adequados. Sendo assim, tem contato direto ou indiretamente com substâncias nocivas à sua saúde.


É normal encontrar em um celular ou computador mais de 40 elementos químicos diferentes e alguns destes apresentam-se como vetores de dermatites e outros mais nocivos à saúde, provocando cânceres, enfisemas (infecções nos pulmões) e alterações neurológicas e cromossômicas.


Como exemplos: o chumbo está presente em circuitos impressos e baterias; o cádmio em tubos catódicos, circuitos de refrigeração e circuitos impressos; o mercúrio em algumas lâmpadas e baterias; o antimônio nos circuitos impressos e tubos de raios catódicos, entre outros.


O chumbo acumula-se no organismo e mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático, causando intoxicações crônicas. Níveis elevados de chumbo podem causar vômito, diarreia, convulsão, coma ou até mesmo a morte.


O cádmio é absorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões, tem efeitos teratogênicos e cancerígenos.


O mercúrio é considerado como altamente tóxico. Tem efeito acumulativo no corpo humano e pequenas quantidades, entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem. Provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica – má formação de fetos durante a gravidez.


No caso do antimônio temos as contaminações por contato, ocasionando dermatites, já por inalação temos irritação do trato respiratório, sendo uma substância potencialmente cancerígena.

A PNRS tinha prazo inicial estipulado para implantação em 2014. Como os municípios não conseguiram cumprir o prazo foi aprovado na Câmara de Deputados mais quatro anos, através da Medida Provisória 651/14. Assim, este prazo venceu em 2018. Como quase nenhum órgão municipal avançou muito neste assunto, ainda vemos poucas medidas sendo aplicadas nesse quesito.


Resta ao corpo técnico-científico divulgar informações para a população sobre os riscos de manuseio destes resíduos eletroeletrônicos, orientando sobre os descartes corretos, na esperança que as informações se multipliquem e cheguem à população e as empresas. Especialmente, para aqueles que fazem da reciclagem destes produtos o seu sustento.



Fonte: Centro Universitário FEI


8 de ago. de 2018

No Brasil, o assunto lixo eletrônico, em geral, ainda não possui grande atenção da sociedade. Apesar de ser um assunto regulamentado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) através da Lei 12305 de 2010, quase nada progrediu em relação ao tema, continuamos sem um trabalho forte envolvendo empresas e a comunidade como um todo.



Poucas são as pessoas que se preocupam em entregar um aparelho eletrodoméstico sem uso, um celular obsoleto ou uma lâmpada queimada em um posto de recolhimento, garantindo assim um destino correto para seu resíduo.

Uma pesquisa realizada pelo IDEC-Market Analysis, mostrou que apenas 1% dos descartes dos celulares, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos são feitos em pontos de coleta específicos, levando em conta que somos o País é líder na geração de lixo eletrônico na América Latina e segundo colocado nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, isso significa que muito lixo eletronico esta sendo descartado de maneira errada pela população.

Os motivos pelos quais a geração de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) aumenta no Brasil, não diferem muito das dos países em desenvolvimento e são:


  • Ciclo de vida dos eletroeletrônicos;
  • Dependência crescente de produtos eletrônicos;
  • Fluxo de resíduos eletroeletrônicos dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento




O que acontece com fogões, geladeiras e micro-ondas, eletrodomésticos que costumam ser utilizados por muitos anos, é bem diferente do que com os celulares, notebooks e televisores.,estes itens em 80% das residências são trocados com muita frequência, os dados traduzem-se através de uma análise do ciclo de vida do produto: o consumidor dá maior importância à durabilidade para geladeiras, máquinas de lavar, etc. e maior importância de aquisição das novas tecnologias como aparelhos digitais.

Aproximadamente, 50% das trocas de aparelhos digitais, celulares e eletroeletrônicos não foram efetuadas por desgaste ou mau funcionamento do aparelho e sim, porque o novo era mais atual, mais moderno, melhor ou com mais funções, ou seja, a troca não era obrigatória, esse tipo de ação contribui significativamente para o aumento do lixo eletrônico.

Para agravar o problema de geração deste tipo de lixo, além das trocas de equipamentos motivadas pela propaganda e novas tecnologias e, assim como já acontece nos países desenvolvidos como EUA, Japão e outros países, aqui no Brasil inicia-se o descarte de equipamentos em bom estado ou com condições de uso aceitaveis.

Como consequência, temos um grave dos problemas da geração de lixo eletroeletrônico. O “catador” sai da captação de plástico, papelão e latas de alumínio, para desmontar os equipamentos eletroeletrônicos em busca principalmente de cobre, porém sem conhecimento dos perigos inerentes a estes desmontes e sem os equipamentos de proteção individual adequados. Sendo assim, tem contato direto ou indiretamente com substâncias nocivas colocando em risco à sua saúde e a do meio ambiente.

Em um celular ou computador encontramos mais de 40 elementos químicos diferentes e alguns destes apresentam-se como vetores de dermatites e outros mais nocivos à saúde, provocando cânceres, enfisemas (infecções nos pulmões) e alterações neurológicas e cromossômicas.
Como exemplos: o chumbo está presente em circuitos impressos e baterias; o cádmio em tubos catódicos, circuitos de refrigeração e circuitos impressos; o mercúrio em algumas lâmpadas e baterias; o antimônio nos circuitos impressos e tubos de raios catódicos, entre outros.

O chumbo acumula-se no organismo e mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático, causando intoxicações crônicas. Níveis elevados de chumbo podem causar vômito, diarreia, convulsão, coma ou até mesmo a morte.

O cádmio é absorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões, tem efeitos teratogênicos e cancerígenos.

O mercúrio é considerado como altamente tóxico. Tem efeito acumulativo no corpo humano e pequenas quantidades, entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem. Provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica – má formação de fetos durante a gravidez.

No caso do antimônio temos as contaminações por contato, ocasionando dermatites. Por inalação temos irritação do trato respiratório, sendo uma substância potencialmente cancerígena.

Além dos malefícios à saúde, há também a contaminação do solo e das águas fluviais, que atingem diretamente e indiretamente o ser humano, através da cadeia alimentar. A solução, ou minimização, dos efeitos do lixo eletrônico vem com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), de 2010, que traz o reconhecimento do trabalho dos catadores e exige das cidades e empresas privadas, a parceira com associações e cooperativas de catadores.

Assim, surge a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e sociedade, visando o retorno dos produtos após o consumo. Um dos pontos relevantes da PNRS é a inclusão dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis no processo de logística reversa.

Como ficaria este assunto no Brasil após implantação da Lei 12.305?

  •  Através da Logística Reversa as empresas devem coletar seus produtos. Mais produtos retornarão às indústrias após seu uso pelo consumidor. As empresas devem divulgar aos consumidores onde descartar o lixo eletrônico.
  •  Através da reciclagem dos resíduos, haverá uma diminuição da extração mineral.
  •  O consumidor exercerá seus direitos junto aos governantes. Através de campanhas educativas, os consumidores farão a separação mais criteriosa nas residências.

A PNRS tinha prazo inicial estipulado para implantação em 2014 como os municípios não conseguiram cumprir o prazo foi aprovado na Câmara de Deputados mais quatro anos, através da Medida Provisória 651/14. Assim, este prazo vence em 2018. Como nenhum órgão municipal avançou neste assunto, provavelmente, nada estará implantado este ano.

Resta então a opção de divulgar informações para a população sobre os riscos de manuseio destes resíduos eletroeletrônicos, orientando sobre os descartes corretos, na esperança que as informações se multipliquem e cheguem à maior parte da população.

Fonte: Envolverde

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