Meio Ambiente e Sustentabilidade
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18 de mar. de 2023


 A reciclagem de baterias de notebooks e celulares é extremamente importante por inumeras razões:


Proteção ambiental: Esees tipos de de baterias contêm materiais perigosos, c metais pesados, ácido sulfúrico e outros produtos químicos tóxicos que podem contaminar o solo, o ar e a água se não forem descartados corretamente. A reciclagem ajuda a evitar essa poluição ambiental e ajuda a preservar os recursos naturais.


Economia de recursos: Como dito acima a reciclagem de baterias de notebooks e celulares permite a recuperação de materiais importantes, como o lítio, o cobalto, o níquel e o alumínio, que podem ser reutilizados na fabricação de novas baterias e em outros produtos.


Redução de custos: A reciclagem de baterias de notebooks e celulares pode ser mais barata do que a produção de novas baterias a partir de matérias-primas virgens, pois a recuperação de materiais pode reduzir os custos de sua produção.


Consciência ambiental: A reciclagem de baterias de notebooks e celulares é uma forma de demonstrar consciência ambiental e responsabilidade social, ao contribuir para a preservação do meio ambiente e a redução da pegada ecológica, preservando o ecossistema e tornando nossa forma de vida mais sustentável.


Em resumo, a reciclagem de baterias de notebooks e celulares é uma prática importante que contribui para a proteção ambiental, a economia de recursos, a redução de custos e a consciência ambiental. É importante que as pessoas sejam conscientes sobre o descarte correto desses materiais que podem entrar em combustão espontânea, causar lesões entre outros males, e procurem empresas e instituições que realizam a reciclagem de baterias de notebooks.




As leis sobre reciclagem de baterias variam de acordo com o país ou região em que se encontram, mas existem algumas legislações e regulamentações que podem e devem ser mencionadas:


N a União Europeia: A Diretiva de Baterias da União Europeia exige que todas as baterias portáteis, incluindo as de notebooks e celulares, sejam coletadas e recicladas separadamente, com uma meta de reciclagem de pelo menos 50% das baterias vendidas na UE. As empresas também são responsáveis pela gestão adequada das baterias no final de sua vida útil.


Estados Unidos: A Lei de Gerenciamento de Recursos Eletrônicos (Electronic Resources Recycling Act) exige que as baterias de íon-lítio e níquel-cádmio sejam coletadas e recicladas adequadamente em todos os estados americanos, além de regulamentar a forma como as baterias são transportadas e armazenadas, obrigando consumidores, fabricantes e vendedores a participar e contribuir para destinação correta desses materiais, devido seu alto risco, segundo analise do proprio documento.


Brasil: A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece diretrizes para o gerenciamento de resíduos sólidos, incluindo as baterias. A PNRS exige que as baterias portáteis sejam recicladas e estabelece metas de coleta e reciclagem para os fabricantes e importadores de baterias.


China: A Administração Estatal para Regulamentação do Mercado (State Administration for Market Regulation - SAMR) estabeleceu normas para a reciclagem de baterias de íon-lítio em 2018, incluindo a exigência de que as empresas que fabricam ou importam baterias sejam responsáveis pela gestão adequada das baterias no final de sua vida útil.


Essas são algumas das leis e regulamentações existentes em relação à reciclagem de baterias. É importante estar ciente das leis e regulamentações em sua região para garantir que as baterias sejam descartadas corretamente e recicladas adequadamente.



Nesse vídeo podemos ver o porque de as baterias necessitarem de uma empresa especializada no seu descarte, pois um simples acidente no transporte, armazenamento ou em qualquer outra etapa pode virar uma grande problema


A reciclagem de baterias de notebooks e celilares geralmente envolve as seguintes etapas:


Coleta: As baterias são coletadas em pontos específicos, como lojas de eletrônicos, postos de reciclagem ou diretamente pelas empresas que realizam o serviço de reciclagem.


Desmontagem: As baterias são desmontadas em uma instalação de reciclagem especializada, onde os componentes são separados. Isso envolve a remoção do invólucro externo, placas de circuito e outras peças para exposição das células internas.


Trituração: As células internas são trituradas em pequenos pedaços para facilitar o processamento posterior. 


Separação: Os materiais triturados são submetidos a processos químicos e físicos para separar os metais valiosos, como lítio, cobalto, níquel e alumínio, dos outros materiais não recicláveis.


Purificação: Os metais são purificados com objetivo de produzir materiais refinados e de alta qualidade para reutilização na fabricação de novas baterias.


Reutilização: Os materiais purificados são vendidos para fabricantes de baterias que os utilizam para produzir novas baterias ou outros produtos.



É importante lembrar que a reciclagem de baterias de notebooks deve ser realizada por empresas especializadas e licenciadas, que seguem as leis e regulamentações locais e possuem as tecnologias e equipamentos adequados para realizar o processo de reciclagem com segurança e eficiência. A reciclagem adequada de baterias ajuda a preservar os recursos naturais e proteger o meio ambiente, evitando a contaminação do solo e da água por materiais tóxicos.

27 de fev. de 2022

 


No Brasil, o assunto lixo eletrônico, em geral, ainda não possui grande atenção da sociedade. Apesar de ser um assunto regulamentado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) através da Lei 12305 de 2010, pouco ou quase nada progrediu em relação ao tema. Percebe-se uma falta de interesse pelo poder público, já que ações e penalidades que deveriam ser feitas não existem ou são inócuas.


Existem pessoas que confundem “Spam” com “lixo eletrônico”. Spam é termo utilizado em referência aos e-mails não solicitados que você recebe em seu computador; já o “lixo eletrônico” são os aparelhos elétricos e/ou eletrônicos ou partes destes que deixam de ter utilidade, por defeito ou por estarem obsoletos. Agregam-se a estes também todas as fontes de energia elétrica como pilhas e baterias, bem como todos os tipos de lâmpadas”. Assim, pela definição, desde um pequeno pen drive, uma televisão de porte médio, chegando até um refrigerador, todos fazem parte deste conjunto de aparelhos que um dia serão lixo eletrônico.


Quem, entre nós, entrega um aparelho eletrodoméstico sem uso, um celular obsoleto ou uma lâmpada queimada em um posto de recolhimento? Pesquisa realizada pelo IDEC-Market Analysis, em 2013, mostra que apenas 1% dos descartes dos celulares, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos são feitos em pontos de coleta específicos. Enquanto na Europa a reciclagem destes produtos chega a 35% do total gerado; no Brasil estima-se uma geração de lixo eletrônico na faixa de 1,7 milhão de tonelada, o reaproveitamento fica em torno de 4% deste total.


E o Brasil tem papel de destaque nas estatísticas. Isso porque o País é líder na geração de lixo eletrônico na América Latina e segundo colocado nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. O dado fica ainda mais preocupante quando a ONU divulgou que em 2017 a previsão de geração de lixo eletroeletrônico no mundo atingiria a marca dos 50 milhões de toneladas. Os motivos pelos quais a geração de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) aumenta no Brasil, não diferem dos países em desenvolvimento e são:


Ciclo de vida dos eletroeletrônicos;

Dependência crescente de produtos eletrônicos;

Fluxo de resíduos eletroeletrônicos dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento:

O que acontece com fogões, geladeiras e micro-ondas, onde é comum encontrarmos estes equipamentos como sendo os primeiros a serem comprados nas residências e ainda não substituídos, não acontece com celulares, notebooks e televisores onde em 80% das residências, não são os primeiros aparelhos, já existiram outros antes destes.


Os dados traduzem-se através de uma análise do ciclo de vida do produto: o consumidor dá maior importância à durabilidade para geladeiras, máquinas de lavar, etc. e maior importância de aquisição das novas tecnologias como aparelhos digitais.


Aproximadamente, 50% das trocas efetuadas por aparelhos digitais, celulares e eletroeletrônicos não foram efetuadas por desgaste ou mau funcionamento do aparelho e sim, porque o novo era mais atual, mais moderno, melhor ou com mais funções, ou seja, não havia necessidade de troca e essas ações contribuem significativamente para o aumento do lixo eletrônico.


Para agravar o problema de geração deste tipo de lixo, além das trocas de equipamentos motivadas pela propaganda e novas tecnologias e, assim como já acontece nos países desenvolvidos como EUA, Japão e outros países, aqui no Brasil inicia-se o descarte de equipamentos em perfeito estado.


Como consequência, temos o mais grave dos problemas da geração de lixo eletroeletrônico. O “catador” sai da captação de plástico, papelão e latas de alumínio, para desmontar os equipamentos eletroeletrônicos em busca principalmente de cobre, porém sem conhecimento dos perigos inerentes a estes desmontes e sem os equipamentos de proteção individual adequados. Sendo assim, tem contato direto ou indiretamente com substâncias nocivas à sua saúde.


É normal encontrar em um celular ou computador mais de 40 elementos químicos diferentes e alguns destes apresentam-se como vetores de dermatites e outros mais nocivos à saúde, provocando cânceres, enfisemas (infecções nos pulmões) e alterações neurológicas e cromossômicas.


Como exemplos: o chumbo está presente em circuitos impressos e baterias; o cádmio em tubos catódicos, circuitos de refrigeração e circuitos impressos; o mercúrio em algumas lâmpadas e baterias; o antimônio nos circuitos impressos e tubos de raios catódicos, entre outros.


O chumbo acumula-se no organismo e mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático, causando intoxicações crônicas. Níveis elevados de chumbo podem causar vômito, diarreia, convulsão, coma ou até mesmo a morte.


O cádmio é absorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões, tem efeitos teratogênicos e cancerígenos.


O mercúrio é considerado como altamente tóxico. Tem efeito acumulativo no corpo humano e pequenas quantidades, entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem. Provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica – má formação de fetos durante a gravidez.


No caso do antimônio temos as contaminações por contato, ocasionando dermatites, já por inalação temos irritação do trato respiratório, sendo uma substância potencialmente cancerígena.

A PNRS tinha prazo inicial estipulado para implantação em 2014. Como os municípios não conseguiram cumprir o prazo foi aprovado na Câmara de Deputados mais quatro anos, através da Medida Provisória 651/14. Assim, este prazo venceu em 2018. Como quase nenhum órgão municipal avançou muito neste assunto, ainda vemos poucas medidas sendo aplicadas nesse quesito.


Resta ao corpo técnico-científico divulgar informações para a população sobre os riscos de manuseio destes resíduos eletroeletrônicos, orientando sobre os descartes corretos, na esperança que as informações se multipliquem e cheguem à população e as empresas. Especialmente, para aqueles que fazem da reciclagem destes produtos o seu sustento.



Fonte: Centro Universitário FEI


21 de set. de 2020

Posted by Pedro Malta on 14:17 in , , , | No comments
O nível de produção de lixo eletrônico global deverá alcançar 120 milhões de toneladas ao ano em 2050 se as tendências atuais permanecerem, de acordo com relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e da Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico, divulgado em Davos, Suíça, na quinta-feira (24).






No relatório, membros da PACE e da Coalizão da ONU sobre Lixo Eletrônico, incluindo a ONU Meio Ambiente, pedem uma inspeção do sistema atual de eletrônicos, enfatizando a necessidade de uma economia circular na qual recursos não sejam extraídos, usados e descartados, mas avaliados e reutilizados de maneira que minimize impactos ambientais e crie empregos decentes e sustentáveis.




O nível de produção de lixo eletrônico global deverá alcançar 120 milhões de toneladas ao ano em 2050 se as tendências atuais permanecerem, de acordo com relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e da Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico, divulgado em Davos, Suíça, na quinta-feira (24).

O relatório revela o valor anual de lixo eletrônico global como superior a 62,5 bilhões de dólares, mais que o PIB de muitos países. Mais de 44 milhões de toneladas de lixo eletrônico e elétrico foram produzidas globalmente em 2017 – equivalente a mais de 6 quilos para cada habitante do planeta. Isto é o equivalente ao peso de todos os aviões comerciais já produzidos.

Menos de 20% do lixo eletrônico é formalmente reciclado, com os 80% restantes indo para aterros ou sendo informalmente reciclados – em grande parte manualmente em países em desenvolvimento, expondo trabalhadores a substâncias perigosas e cancerígenas como mercúrio, chumbo e cádmio. A presença de lixo eletrônico em aterros contamina o solo e os lençóis freáticos, colocando em risco sistemas de fornecimento de alimentos e recursos hídricos.

De acordo com o relatório, além de impactos à saúde e poluição, gestão imprópria de lixo eletrônico está resultando em uma perda significativa de materiais brutos escassos e valiosos, como ouro, platina, cobalto e elementos terrestres raros. Até 7% do ouro do mundo podem estar atualmente em lixo eletrônico, com 100 vezes mais ouro em uma tonelada de lixo eletrônico do que em uma tonelada de minério de ouro.
No relatório, membros da PACE e da Coalizão da ONU sobre Lixo Eletrônico, incluindo a ONU Meio Ambiente, o Fundo Mundial para o Ambiente, o Fórum Econômico Mundial e o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável pedem uma inspeção do sistema atual de eletrônicos, enfatizando a necessidade de uma economia circular na qual recursos não sejam extraídos, usados e descartados, mas avaliados e reutilizados de maneira que minimize impactos ambientais e crie empregos decentes e sustentáveis.

Soluções incluem design de produtos duráveis, sistemas de compra e retorno de eletrônicos usados, “mineração urbana” para extrair metais e minérios de lixo eletrônico e a “desmaterialização” de eletrônicos ao substituir propriedade direta de aparelhos por modelos de empréstimo e aluguel para maximizar reutilização de produtos e oportunidades de reciclagem.

Para ajudar a responder ao desafio do lixo eletrônico global e alcançar a oportunidade de economia circular, o governo da Nigéria, o Fundo Mundial para o Ambiente e a ONU Meio Ambiente anunciaram na quinta-feira um investimento de 2 milhões de dólares para dar início a uma indústria formal de reciclagem de lixo eletrônico na Nigéria. O novo investimento deve alavancar mais de 13 milhões de dólares em financiamentos adicionais do setor privado.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), até 100 mil pessoas trabalham no setor informal de lixo eletrônico na Nigéria. O investimento irá ajudar a criar um sistema que formaliza estes trabalhadores, dando a eles empregos seguros e decentes, enquanto ao mesmo tempo captura o valor latente nas 500 mil toneladas de lixo eletrônico despejadas na Nigéria todos os anos.

“Uma economia circular gera benefícios econômicos e ambientais tremendos para todos nós”, disse a diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, Joyce Msuya.

“A ONU Meio Ambiente está orgulhosa em apoiar esta parceria inovadora com o governo da Nigéria e com o Fundo Mundial para o Ambiente e apoiar os esforços do país para dar início a um sistema circular de eletrônicos. A sobrevivência de nosso planeta irá depender de como retemos o valor de produtos dentro do sistema ao aumentar suas vidas úteis”.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).

8 de ago. de 2018

No Brasil, o assunto lixo eletrônico, em geral, ainda não possui grande atenção da sociedade. Apesar de ser um assunto regulamentado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) através da Lei 12305 de 2010, quase nada progrediu em relação ao tema, continuamos sem um trabalho forte envolvendo empresas e a comunidade como um todo.



Poucas são as pessoas que se preocupam em entregar um aparelho eletrodoméstico sem uso, um celular obsoleto ou uma lâmpada queimada em um posto de recolhimento, garantindo assim um destino correto para seu resíduo.

Uma pesquisa realizada pelo IDEC-Market Analysis, mostrou que apenas 1% dos descartes dos celulares, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos são feitos em pontos de coleta específicos, levando em conta que somos o País é líder na geração de lixo eletrônico na América Latina e segundo colocado nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, isso significa que muito lixo eletronico esta sendo descartado de maneira errada pela população.

Os motivos pelos quais a geração de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) aumenta no Brasil, não diferem muito das dos países em desenvolvimento e são:


  • Ciclo de vida dos eletroeletrônicos;
  • Dependência crescente de produtos eletrônicos;
  • Fluxo de resíduos eletroeletrônicos dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento




O que acontece com fogões, geladeiras e micro-ondas, eletrodomésticos que costumam ser utilizados por muitos anos, é bem diferente do que com os celulares, notebooks e televisores.,estes itens em 80% das residências são trocados com muita frequência, os dados traduzem-se através de uma análise do ciclo de vida do produto: o consumidor dá maior importância à durabilidade para geladeiras, máquinas de lavar, etc. e maior importância de aquisição das novas tecnologias como aparelhos digitais.

Aproximadamente, 50% das trocas de aparelhos digitais, celulares e eletroeletrônicos não foram efetuadas por desgaste ou mau funcionamento do aparelho e sim, porque o novo era mais atual, mais moderno, melhor ou com mais funções, ou seja, a troca não era obrigatória, esse tipo de ação contribui significativamente para o aumento do lixo eletrônico.

Para agravar o problema de geração deste tipo de lixo, além das trocas de equipamentos motivadas pela propaganda e novas tecnologias e, assim como já acontece nos países desenvolvidos como EUA, Japão e outros países, aqui no Brasil inicia-se o descarte de equipamentos em bom estado ou com condições de uso aceitaveis.

Como consequência, temos um grave dos problemas da geração de lixo eletroeletrônico. O “catador” sai da captação de plástico, papelão e latas de alumínio, para desmontar os equipamentos eletroeletrônicos em busca principalmente de cobre, porém sem conhecimento dos perigos inerentes a estes desmontes e sem os equipamentos de proteção individual adequados. Sendo assim, tem contato direto ou indiretamente com substâncias nocivas colocando em risco à sua saúde e a do meio ambiente.

Em um celular ou computador encontramos mais de 40 elementos químicos diferentes e alguns destes apresentam-se como vetores de dermatites e outros mais nocivos à saúde, provocando cânceres, enfisemas (infecções nos pulmões) e alterações neurológicas e cromossômicas.
Como exemplos: o chumbo está presente em circuitos impressos e baterias; o cádmio em tubos catódicos, circuitos de refrigeração e circuitos impressos; o mercúrio em algumas lâmpadas e baterias; o antimônio nos circuitos impressos e tubos de raios catódicos, entre outros.

O chumbo acumula-se no organismo e mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático, causando intoxicações crônicas. Níveis elevados de chumbo podem causar vômito, diarreia, convulsão, coma ou até mesmo a morte.

O cádmio é absorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões, tem efeitos teratogênicos e cancerígenos.

O mercúrio é considerado como altamente tóxico. Tem efeito acumulativo no corpo humano e pequenas quantidades, entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem. Provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica – má formação de fetos durante a gravidez.

No caso do antimônio temos as contaminações por contato, ocasionando dermatites. Por inalação temos irritação do trato respiratório, sendo uma substância potencialmente cancerígena.

Além dos malefícios à saúde, há também a contaminação do solo e das águas fluviais, que atingem diretamente e indiretamente o ser humano, através da cadeia alimentar. A solução, ou minimização, dos efeitos do lixo eletrônico vem com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), de 2010, que traz o reconhecimento do trabalho dos catadores e exige das cidades e empresas privadas, a parceira com associações e cooperativas de catadores.

Assim, surge a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e sociedade, visando o retorno dos produtos após o consumo. Um dos pontos relevantes da PNRS é a inclusão dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis no processo de logística reversa.

Como ficaria este assunto no Brasil após implantação da Lei 12.305?

  •  Através da Logística Reversa as empresas devem coletar seus produtos. Mais produtos retornarão às indústrias após seu uso pelo consumidor. As empresas devem divulgar aos consumidores onde descartar o lixo eletrônico.
  •  Através da reciclagem dos resíduos, haverá uma diminuição da extração mineral.
  •  O consumidor exercerá seus direitos junto aos governantes. Através de campanhas educativas, os consumidores farão a separação mais criteriosa nas residências.

A PNRS tinha prazo inicial estipulado para implantação em 2014 como os municípios não conseguiram cumprir o prazo foi aprovado na Câmara de Deputados mais quatro anos, através da Medida Provisória 651/14. Assim, este prazo vence em 2018. Como nenhum órgão municipal avançou neste assunto, provavelmente, nada estará implantado este ano.

Resta então a opção de divulgar informações para a população sobre os riscos de manuseio destes resíduos eletroeletrônicos, orientando sobre os descartes corretos, na esperança que as informações se multipliquem e cheguem à maior parte da população.

Fonte: Envolverde

5 de abr. de 2018




Atualmente estamos enfrentando muitas questões relacionadas ao meio ambiente, como mudanças climáticas, poluição, desmatamento, etc. À medida que a população aumenta, o mesmo acontece com os resíduos. E nas últimas duas décadas, a tecnologia vem crescendo rapidamente mudando o estilo de vida das pessoas. Muitos gadgets não são mais considerados como um luxo, por isso podemos comprá-los e acabamos facilmente substituindo um dispositivo por um novo. Todos os anos, os fornecedores lançam seus novos produtos. Por exemplo, as grandes empresas como Apple, Samsung, Microsoft e muitas outras têm seus eventos anuais para lançar seus novos produtos, como smartphones, computadores e televisores.




O Que É Lixo Eletrônico?

Muitas pessoas vão substituir seu smartphone por um novo ainda esse ano. O que acontece com os smartphones antigos? Algumas pessoas podem vender o telefone ou entregá-lo a alguém, mas nem todas farão isso. Toda vez que o novo produto chega, o mais antigo se torna um resíduo. Esse tipo de resíduo é chamado de lixo eletrônico. Mas, o lixo eletrônico é mais do que apenas um telefone celular velho, inclui todo o lixo eletrônico que não precisamos mais, não tem mais serventia e nem queremos guardar.

Alguns fatos sobre O Lixo Eletrônico

O lixo eletrônico é mais perigoso do que muitos outros resíduos, pois contém resíduos físicos e químicos tóxicos ao meio ambiente. Aqui estão alguns dados interessantes sobre o lixo eletrônico.

  • Segundo as Nações Unidas, 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são descartadas a cada ano
  • Segundo a EPA, apenas 12,5% do lixo eletrônico é reciclado.
  • Os Estados Unidos geram cerca de 9,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano (mais do que qualquer outro país).
  • Os países em desenvolvimento tornaram-se o aterro para o lixo eletrônico. Conforme os dados de 2014, cerca de 418 milhões de toneladas de lixo eletrônico são descartadas para os países em desenvolvimento.
  • Guiyu, China tornou-se a aldeia de lixo eletrônico. O lixo na maior parte veio dos EUA e de outras nações europeias.
  • A partir dos dados da EPA em 2010, 350.000 telefones celulares são despejados por dia, o que corresponde a 150 milhões de telefones por ano.
  • Na América, o lixo eletrônico contribui com apenas 2% do lixo no aterro, mas equivale a 70% do total de lixo tóxico.
  • Aparelhos de televisão antigos, bem como monitores CRT (tubo de raios catódicos) contêm aproximadamente 1-3 kilogramas de chumbo, uma neurotoxina. Descarte inadequado significa que essa substância tóxica pode se infiltrar no solo.
  • São necessários 240 litros de combustível fóssil, 21 Kilogramas de produtos químicos e 1,5 toneladas de água para fabricar um computador e monitor, de acordo com a Electronics TakeBack Coalition.
  • Reciclar um milhão de laptops economiza a energia equivalente à eletricidade usada por 3.657 residências em um ano, segundo a EPA .
  • Estima-se que 40% dos metais pesados ​​nos aterros vêm de eletrônicos descartados, de acordo com Jonas Allen, diretor de marketing da EPEAT, um sistema de classificação eletrônica verde.
  • A Universidade das Nações Unidas estima que os volumes globais de lixo eletrônico poderão aumentar em até 33% nos próximos 5 anos.




O Que Podemos Fazer Para Resolver O Problema?

Resolver completamente a questão do lixo eletrônico ainda está longe demais. Mas você pode contribuir para reduzir o problema com alguns pequenos passos e inspirar mais pessoas, quem sabe poderemos alcançar uma solução real. Aqui estão as coisas que você pode fazer para amenizar o problema do lixo eletrônico.

Doe Seus Dispositivos Não Utilizados

Quantos dispositivos você tem em casa? Quantos deles não são mais usados ​​ou desejados? Talvez você ainda mantenha seu antigo desktop ou laptop. Você não usa mais eles porque precisa de mais desempenho ou de tecnologia mais recente, mas isso não significa que esses dispositivos não possam ser mais usados. Se você não precisa, não significa que alguém não vai achar útil. Você pode entregá-lo a uma ONG, Centro Social ou Associação que possa fazer uso desse equipamento. Dessa forma, você não precisa jogá-lo fora como um desperdício, não gera mais resíduo e ainda ajuda na inclusão digital e tecnológica de mais pessoas.


Programa de Reciclagem


Você pode e deve encaminhar seus equipamentos que não serão mais utilizados para empresas de reciclagem, a Lei 12.305/2010 que instituí a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê como responsabilidade também do consumidor a destinação correta de seus lixos eletrônicos. Para tal é importante se certificar que a empresa que você escolheu possui todas a licenças para operar e oferecer o serviço de reciclagem de resíduos eletrônicos, até mesmo para garantir que seu material não vai ser descartado de forma errada causando mais danos ao meio ambiente. Nós aqui da Futura Soluções Ambientais trabalhamos para oferecer o melhor serviço na destinação correta do materiais eletrônicos que recebemos e possuímos todas a licenças necessárias para realizar tal serviço.

20 de fev. de 2018

O artista plástico e designer Giovane Malta, participa de um projeto de reaproveitamento do lixo eletrônico onde montam diversos tipos de produtos hoje vou trazer para vocês as miniaturas de motocicletas.

Esse é um trabalho de artesanato associado a Logística Reversa e não se trata simplesmente de miniaturas de motos, mas de réplicas de modelos com linha de produção. As motos são confeccionadas a partir diversos componentes de eletrônicos descartados pela população.

Observando atentamente é possível identificar peças de HDs de computadores, mouses viram tanques de gasolina, fones de ouvido nas lanternas e diversos outros materiais que poderiam ter virado lixo mas que nas mão de Giovane acabaram virando lindas miniaturas.












Para saber mais sobre o trabalho do artista entre em sua pagina no Facebook.

15 de set. de 2016

Posted by Pedro Malta on 08:36 in , , | No comments


Os Resíduos de Equipamentos Elétricos Eletrônicos (REEE) também chamados popularmente no Brasil de “lixo eletrônico”,  “lixo tecnológico” ou e-lixo e que no exterior são chamados de WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment), ou e-Waste.

Esses materiais oriundos de diversos tipos de aparelhos e equipamentos eletroeletrônicos contem muitos componentes considerados tóxicos e não biodegradáveis, que quando não são descartados corretamente acabam oferecendo risco às pessoas e ao meio ambiente como um todo.

Existem diversas classificações para os REEE a mais comum é a que engloba todos os componentes e equipamentos que precisam de energia para seu funcionamento ou que geram/armazenam energia, esses materiais ao termino de sua vida útil precisam ser destinados de maneira diferente do popular lixo comum, precisam passar por um tratamento especializado evitando danos aos seres humanos e ao meio ambiente.
Diversas empresas e organizações surgiram com o intuito de dar a correta destinação para esses materiais, atendendo assim a Política Nacional de Resíduos Sólidos que obriga fabricantes, comerciantes e inclusive usuários a dar uma destinação correta para esse tipo de material.

O rápido avanço da tecnologia, a diminuição do custo de aquisição, a obsolescência programada entre outros fatores levam anualmente à substituição de milhões de aparelhos, resultando em um crescimento deste problema em todo o mundo.

Diferente do que se divulga nem todo REEE pode ser reciclado e muitos componentes precisam passar por tratamentos específicos para evitar danos ao meio ambiente, atualmente no Brasil muito se fala sobre a reciclagem das “sucatas eletrônicas” pessoas, lojas e industrias tem cada vez mais se interessado pelo assunto, seja para atender a legislação, seja para assumir uma postura mais consciente ou para gerar renda.

Neste contexto a logística reversa de REEE é a única alternativa viável, devido ao custo de todo o processo, que inclui o tratamento de diversos materiais que não poderão ser reciclados, a tendência é que haja a cobrança pela coleta e retirada do lixo eletrônico, realidade que ainda não é comum uma vez que sucateiros e ferros velhos que não fazem o tratamento de todo o material e retiram apenas o que tem valor e seguem descartando o restante em terrenos e vias ainda são encontrados trabalhando livremente pelos grandes centros.

Serão necessários ainda alguns anos para que nossa sociedade venha a adquirir uma forma mais consciente de descartar os seus resíduos como um todo, entretanto estamos melhorando a cada dia.

Para saber mais acesse na integra a Lei 12.305, de agosto de 2010.

6 de jan. de 2012

Posted by Pedro Malta on 13:07 in , | No comments

Como já falamos anteriormente aqui no blog o lixo eletrônico é um dos grandes problemas ambientais da nossa sociedade moderna, pois alem do alto poder de contaminação tem também um volume exagerado que aumenta mais rápido do que conseguimos tratar e destinar, a falta de apoio dos governos e da sociedade como um todo também contribuem para agravar este problema.

Mesmo assim continuamos na luta, e agora contamos com mais um aliado, dessa vez são os postos Ipiranga aqui do Rio de Janeiro que iniciaram um projeto piloto que transformaram seus postos da rede JetOil em pontos de coleta para pilhas, baterias e celulares.

O trabalho do usuário é muito simples na hora que for descartar um desses resíduos é só se dirigir a um dos postos da rede e depositar o seu resíduo em uma caixa coletora que esta instalada no local.



É sempre valido lembrar que este tipo de resíduo é super poluente, altamente tóxico e bem difícil de degradar, devendo ser tratado por empresas especializadas para minimizar os riscos de acidentes e contaminações. 

1 de dez. de 2010

Posted by Pedro Malta on 08:00 in , | No comments
Mais um excelente video produzido pelo pessoal da The Story of stuff project dessa vez eles estão falando sobre o consumo de eleetrônicos.




Esse tema é muito atual afinal de contas o consumo de eletrônicos só aumenta, os preços diminuiram as ofertas aumentaram, e as modas passam rapido, hoje em dia até os livros estão ficando digitais, devemos repensar esse sistema de consumo para que não acordemos sobre uma "pilha" de lixo.










16 de set. de 2010

Posted by Pedro Malta on 16:03 in , , , | No comments
Pilhas, baterias, lâmpadas, eletroeletrônicos, pneus, termômetros de mercúrio, embalagens de tintas e de solvente tem duas coisas em comum.

1° Todos podem ( e são) gerados por pessoas comuns no seu dia a dia.

2° Todos esses materiais são perigosos à saúde e ao meio ambiente quando descartados incorretamente.

Esses materiais contaminam o solo, a água, os animais e as plantas se destinados sem um tratamento especifico.

O Mercúrio de uma lâmpada fluorescente pode contaminar até 20 mil litros de água e se acumula no organismo humano.



 A lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2 de agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece que as fabricantes e lojas recebam de volta os itens e providenciem o destino correto.

Portanto antes de colocar seu lixo no "lixo" procure saber se existe uma opção mais viavel para este residuo.

28 de jan. de 2009

Posted by Pedro Malta on 06:36 in | No comments

Todos os anos a equação “desenvolvimento tecnológico” e “consumo inconsciente” agrava a questão do lixo eletrônico no mundo. O destino do que chamamos lixo eletrônico, além de não ser ambientalmente adequado, se soma ao crescimento desenfreado da venda de computadores pessoais (PCs) e outros equipamentos eletrônicos, agravando os problemas ambientais e sociais ligados a produção e descarte tecnológico. Algumas das saídas para equilibrar a equação entre desenvolvimento tecnológico e meio ambiente foram apresentadas na terça-feira (20/1), no Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP de São Paulo.

Com objetivo de compartilhar as experiências realizadas na área do desenvolvimento tecnológico sustentável, pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) - oriundos de diferentes países -, representantes da indústria da informática e especialistas em gestão ambiental, além da professora Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE e do Laboratório de Arquitetura de Redes e Computadores (Larc) da Escola Politécnica (Poli) da USP, falaram sobre a gestão ambiental da tecnologia.

Consumo consciente

Em todo o mundo, estima-se que sejam produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, sendo que apenas 1% deste total é encaminhado para a reciclagem.

Apesar do aumento das vendas de eletrônicos, não há no Brasil uma legislação que estabeleça o destino correto para a sucata digital. Não há também legislações ou normas que responsabilizem os fabricantes pelo seu descarte.

Para Adnan Shahid, pesquisador do MIT (Paquistão), os consumidores são a maior força para promover uma mudança frente à falta de regulamentação. “Como é feito hoje, o consumo e o descarte de lixo eletrônico não é bom para mim, nem para vocês, muito menos para nossas crianças, seja no Brasil ou Paquistão”, afirma.

Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE-USP, acredita que ter responsabilidade no ato da compra é o primeiro passo para debater o que estamos descartando. “Ampliando o debate sobre os riscos do lixo eletrônico, você aumenta a responsabilidade das ações na cadeia toda - desde a produção até o descarte”, afirma Tereza.

A coordenadora dá a dica para quem quer começar a fazer a diferença. “Peça por computadores verdes, ou seja, computadores livres de chumbo, econômicos no consumo de energia e cujos componentes são totalmente recicláveis. Além disso, veja com o fabricante, a política de descarte antes de comprar. Na ausência de legislação adequada, precisamos começar a agir enquanto indivíduos.”

Os 3Rs como oportunidade de negócio

A quantidade de sucada tecnológica que poderia se tornar matéria prima esbarra, além de tudo, na falta de uma gestão logistica para um programa nacional de reciclagem.

Antonio de Castro Bruni, gerente do Setor de Suporte Tecnológico da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), acredita que o problema do lixo eletrônico é uma oportunidade de negócios e disse que já estão negociando parcerias entre recicladoras e os Correios.

Segundo Bruni, os Correios receberiam os equipamentos (micros, notebooks, telefones, televisores, entre outros) e cederiam um espaço para acomodação até a retirada pela empresa recicladora, que deverá arcar com os custos do transporte. “Ainda se trata de uma proposta, tudo está sendo analisado com muita calma e ainda não temos uma resposta final. Mas acreditamos que é um gande negócio e que interessa a todos.”
Para ele, os principais eixos do debate sobre as soluções do lixo eletônico devem abordar a promoção da indústria de reciclagem, redução da poluição causada pela disposição inadequada desse tipo de resíduo, promoção de parcerias para coleta de micros domésticos, inclusão digital, por meio do reúso de computadores, educação ambiental e criação de um índice de reciclagem. Segundo o gerente do Setor de Suporte Tecnológico da CETESB, o gerenciamento do lixo eletrônico vai permitir, ainda, reduzir a pressão sobre o meio ambiente, uma vez que metais como prata, níquel, ferro, alumínio, cobre, entre outros, poderão ser reutizados pela indústria nacional. “Com a tecnologia disponível você consegue separar todos os metais e produtos existentes em placas e outros itens dos equipamentos eletrônicos. Paralelamente é possível ajudar a fortalecer um nicho de mercado que vai gerar inúmeros empregos”, afirma.

Lixo eletrônico e seus riscos

Pilhas, baterias e celulares não são os únicos tipos de lixo eletrônico. Computadores, televisores, rádios, DVDs, CDs e lâmpadas fluorescentes também possuem substâncias tóxicas como chumbo e mercúrio.
Sem descarte apropriado, estes materiais altamente tóxicos para a saúde humana freqüentemente vão parar em aterros sanitários comuns ou são queimados a céu aberto, sem os cuidados apropriados, quando não acabam literalmente sendo enviados para países em desenvolvimento.

“Só em 2006, foram vendidos 7 milhões de computadores. Se descartados sem controle num horizonte de até dez anos, essas máquinas podem implicar numa montanha de resíduos da ordem de 70 mil toneladas. Se houver contaminações, os custos para a sociedade brasileira podem ser incalculáveis”, conclui a diretora do CCE.

Saiba mais sobre quem ajuda e como você pode ajudar

Dell

A fabricante de computadores possui dois programas: um de inclusão digital, que recebe micros usados e os doa a centros comunitários (www.pensamentodigital.org.br) e outro de recolhimento de PCs antigos da marca (www.dell.com.br).

CDI

Organização não governamental que visa à inclusão digital. As máquinas a serem doadas devem ter processador Pentium II ou superior, HD de no mínimo 2 GB e memória RAM de no mínimo 64 MB. Caixas de som, hubs, impressoras, kits multimídia, modems, mouses, no-break, scanners e teclados são recebidos somente em bom estado (www.cdi.org.br)

CCE - Centro de Computação Eletrônica da USP

Tecnologia de informação com selo verde (www.cce.usp.br)

CETESB/ Mutirão Verde

Informações sobre como e onde descartar lixo eletrônico no estado de São Paulo. www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico/destino_lixo.htm

Fonte: Envolverde / *Mercado Ético.

Posted by Pedro Malta on 06:29 in , | No comments

PONTOS DE COLETA

Pilhas e baterias usadas/ lixo eletrônico

Estas informações indicam os pontos de coleta para auxiliar sobre o correto descarte de pilhas, baterias e materiais eletrônicos.

Conheça sobre a reciclagem de pilhas e baterias acessando o site: http://www.valvolandia.com.br/OBJ/openExtra.asp?extra=10

COLETA NACIONAL

Banco Real - Pontos de Atendimento mais Próximos - Nacional
http://webservices.maplink2.com.br/bancoreal/buscaEndereco.aspx

Drogaria São Paulo - Nacional
http://www.drogariasaopaulo.com.br/lojas.asp

Sony
http://www.sony.com.br/electronicos/inst_meioamb-sp_recolhimento.crp

Siemens
http://www.selecoes.com.br/revista_leia_aqui_artigo.asp?id=2441#topo

Nokia
http://www.nokia.com.br/A4523049

Motorola
http://www.motorola-rm.com/ecomoto/br/Oque.aspx

TIM
http://www.tim.com.br

Claro
http://www.claro.com.br

Vivo
http://www.vivo.com.br

Mundo Verde
http://www.mundoverde.com.br/2008/Loja.asp

SÃO PAULO

USP Recicla
http://www.poli.usp.br/recicla/midia/Coleta_de_Pilhas_e_Baterias2.pdf

ZF Sachs do Brasil
http://www.sachs.com.br/PO/Default.asp?pagina=0000000000.asp

Ecolmeia
http://www.ecolmeia.com/contato.htm

Instituto Triângulo
Link

Sucatas.com – Bairro da Lapa
http://www.sucatas.com/noticia378.shtml

Prefeitura Municipal de Caçapava
http://www.cacapava.com.br/final/noticias.aspx?id=2270

Fundação Bradesco Marília
http://www.tim.com.br

LOCAIS QUE ACEITAM A DOAÇÃO DE COMPUTADORES E PERIFÉRICOS USADOS PARA A MONTAGEM DE CENTROS DE INFORMÁTICA:

Oxigênio – http://www.oxigenio.org.br
A Oxigênio Desenvolvimento de Políticas Públicas e Sociais é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, constituída em 1988. Implantou o Centro de Recondicionamento de Computadores , localizado no Espaço Social Oxigênio em Guarulhos/SP. Tel: (11) 3051-3420.

CDI – http://www.cdisaopaulo.org.br
O Comitê para Democratização da Informática é uma organização não-governamental sem fins lucrativos que, desde 1995, desenvolve o trabalho pioneiro de promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e o exercício da cidadania. Tel: (11) 3822-0970.

Meta Projeto - Acessa São Paulo
http://www.acessasp.sp.gov.br/html/modules/xt_conteudo/index.php?id=42
O MetaProjeto é uma inovação do Programa Acessa São Paulo, com o objetivo de servir como um espaço de oficinas para o público do Parque da Juventude na área de manutenção e montagem de computadores, experimentação e desenvolvimento de tecnologia, a partir de computadores reciclados. Tel: (11) 2221-1826.

ABRE – Associação Brasileira de Distribuição de Excedentes
http://www.abre-excedente.org.br
Recebe doações de diversos tipos de eletrônicos, como computadores e televisores e os distribui a entidades sociais. Tel: (11) 5052-0736.

INSTITUIÇÕES QUE POSSUEM BAZARES E ACEITAM DOAÇÕES DE OBJETOS ELETROELETRÔNICOS:

Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz - http://www.andreluiz.org.br
A instituição aceita todo o tipo de usados, desde televisores, computadores, videocassetes e celulares até cartuchos vazios de impressora e placas de computador, mesmo com defeito e produtos quebrados. Agenda com o doador a entrega. Válido para a Grande São Paulo. Tel: (11) 6459-7000.

Hospital Albert Einstein http://www.einstein.br
O Hospital recebe cartuchos ou toners usados. Tel: (11) 3747-3580.

AACD http://www.aacd.org.br
Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5576-0811.

Associação PRÓ-HOPE - Apoio a Criança com Câncerhttp://www.hope.org.br
Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5087-7999

Fundação Dorina Nowill Para Cegos - http://www.fundacaodorina.org.br
Recebe eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5087-0977.

Exército da Salvaçãohttp://www.exercitodesalvacao.org.br
Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. (11) 5562-2282

Museu do Computadorhttp://www.museudocomputador.com.br
Recebe doações de todos os equipamentos relacionados ao computador, além de telefones, máquinas de calcular, máquinas de escrever, video games, impressoras de todos os tipos e peças de computadores: teclado, monitores, mouse e fontes (mesmo sem funcionar). Tel: (11) 4666-7545

ESPÍRITO SANTO:

Shopping Vitória
http://www.shoppingvitoria.com.br/site/comercializacao.asp

SANTA CATARINA:

Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
http://www.acaojr.com.br/open.php?pk=35&fk=2&id_ses=8

Prefeitura de Passos Maia
Link

PARANÁ:

Prefeitura de Guaratuba
Link

RIO GRANDE DO SUL:

Banrisul
http://www.mp.rs.gov.br/imprensa/clipping/id74934.htm

RIO DE JANEIRO:

Prefeitura de Petrópolis
http://www.itaipavanews.com.br/?item=NTbfCJf514422

MINAS GERAIS:

Prefeitura de Inconfidentes
http://www.inconfidentes.mg.gov.br/noticiacp.php?codigo=14

Colégio dos Jesuítas
Link

TV Alterosa
Link

DISTRITO FEDERAL:

Fecomércio
http://portal.fecomerciodf.com.br/portal/noticias/article.php?storyid=1318

ACRE:

Comércio de Rio Branco
http://www.pagina20.com.br/09052004/c_0409052004.htm

Colabore com a lista enviando mais endereços de pontos de coleta que conhece para o e-mail: contato@ecolmeia.com

Fonte: Ecolméia.

18 de nov. de 2008

Posted by Pedro Malta on 16:52 in | No comments
Lixo eletronico, embora muitas pessoas não saibam esse pode se tornar um dos grandes problemas do mundo moderno, pois quando alguém descarta um equipamento eletrônico que para ele não tem mais utilidade, ele esta gerando lixo eletrônico também conhecido por e-lixo.

Os materiais como baterias, pilhas, celulares, computadores e seus periféricos, TV´s, DVD´s, entre outros são materiais que se não tiverem uma destinação correta vão contaminar o solo e as águas trazendo graves danos ao meio ambiente e a saúde humana.

Para piorar ainda mais esse quadro o tempo que se leva para substituir um aparelho eletrônico esta diminuindo cada vez mais, os rápidos avanços tecnológicos tornam os equipamentos eletrônicos em equipamentos ultrapassados em um piscar de olhos.

Hoje a estimativa é de que tenhamos cerca de 130 milhoes de celulares no Brasil e se levarmos em conta que quase todos serão trocados nos próximos 2 anos, e os computadores com seus 50 milhoes de unidades que iram ser trocados nos próximos 5 anos.

Segundo estudo realizado pelo Greenpeace foram produzidos cerca de 50 milhoes de toneladas de lixo eletrônico no ultimo ano e esse numero vai com certeza crescer no próximo

Alguns dados

  • Em 2007, no Brasil, foram comercializados 10,5 milhões de computadores. Estima-se um crescimento das vendas em 28%, para este ano;
  • A previsão é a de que o Brasil vai duplicar o número de computadores até 2012, chegando à marca dos 100 milhões;
  • Em 2007, pela primeira vez, o mercado brasileiro comercializou mais computadores do que televisores;
  • O número de usuários de internet no país chegou a 41,5 milhões em março deste ano;
  • Daqui a quatro anos, cerca de 1,8 bilhão de pessoas, ou 25% da população mundial, vão estar conectadas à rede mundial de computadores;
  • Os Estados Unidos é o país com o maior número de internautas, mas o crescimento vai ser dar, principalmente, nos países emergentes, entre eles Brasil, Rússia, Índia e China;
  • Em 2006, foram comercializados, no Brasil, 10,8 milhões de televisores novos;
  • Com essa expansão, nove entre dez casas possuem aparelhos de televisão atualmente.
  • No lixo eletrônico é possível encontrar substâncias tóxicas, como chumbo, cádmio, arsênio e mercúrio
  • Anualmente, são gerados 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos no planeta
  • Um celular tem em média vida útil de 18 meses
  • O Brasil possui 138 milhões de celulares – 72 aparelhos para cada 100 habitantes
  • A cada segundo, 23 celulares são fabricados no mundo
  • Um chip eletrônico exige 72 g de substâncias químicas e 32 litros de água para ser produzido
  • A cada quatro anos, as empresas substituem os seus computadores; nos domicílios, a troca é feita a cada cinco anos

    (Fontes: Abinee, Anatel, CDI, Motorola, SBPC, Vivo,Greenpeace)

No lixo eletrônico é possível encontrar substancias altamente tóxicas

Veja o que cada um desses elementos químicos pode causar no organismo humano:

  • Chumbo – provavelmente, o elemento químico mais perigoso; acumula-se nos ossos, cabelos, unhas, cérebro, fígado e rins; causa dores de cabeça e anemia, mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático.
  • Cobre – causa intoxicações; afeta o fígado.
  • Mercúrio – altamente tóxico, concentrações entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem; é de fácil absorção por via cutânea e pulmonar; tem efeito cumulativo; provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica - malformação de fetos durante a gravidez.
  • Cádmio – acumula-se nos rins, fígado, pulmões, pâncreas, testículos e coração; causa intoxicação crônica; provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões; tem efeito teratogênico e cancerígenos.
  • Bário – tem efeito vasoconstritor, eleva a pressão arterial e age no sistema nervoso central; causa problemas cardíacos.
  • Alumínio – favorece a ocorrência do mal de Alzheimer e tem efeito tóxico sobre as plantas.
  • Arsênio – acumula-se nos rins, fígado, sistema gastrointestinal, baço, pulmões, ossos e unhas; pode provocar câncer da pele e dos pulmões, anormalidades cromossômicas; tem efeito teratogênicos.
  • Cromo – acumula-se nos pulmões, pele, músculo e tecido adiposo; pode causar anemia, afeta o fígado e os rins; favorece a ocorrência de câncer pulmonar.
  • Níquel – tem efeito cancerígeno.
  • Zinco – entra na cadeira alimentar afetando principalmente os peixes e as algas.
  • Prata – tem efeito cumulativo; 10 g de nitrato de prata é letal ao homem.

Além disso, para se produzir os aparelhos também são utilizados compostos químicos retardantes de chamas e PVC, que demoram séculos para se decompor no meio ambiente

Apesar de tudo, não existe ainda, no Brasil, uma legislação efetiva que regulamente as atividades de produção, comercialização, uso e descarte destes equipamentos, como computadores, telefones celulares, televisores, rádios, lâmpadas, pilhas, baterias e outros. Nenhum dispositivo legal estabelece responsabilidades, definindo a destinação adequada de sucatas eletrônicas.

A única exceção é a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, de número 257, que estabelece limites para o uso de substâncias químicas tóxicas em pilhas e baterias, obrigando os fabricantes a manter sistemas de recolhimento desses produtos, encaminhando-os para reciclagem. Já é um começo, pois, para atender a essa determinação, os fabricantes de aparelhos celulares criaram em sua rede de assistência técnica um serviço de coleta de baterias usadas, para posterior encaminhamento aos fabricantes. As operadoras de telefonia celular aderiram a essa causa, e também prestam este tipo de serviço.

Empresas que ainda não são obrigadas a proceder dessa forma, mas têm preocupação social ou desenvolvem estratégias de “marketing” para criar uma imagem positiva no mercado, também fazem o recolhimento de equipamentos eletrônicos usados.
Nos Estados Unidos já é comum empresas varejistas, principalmente as grandes cadeias de supermercados, oferecerem gratuitamente um serviço de coleta de sucatas eletrônicas, tal como ocorre no Brasil com materiais recicláveis como latas de alumínio, garrafas, papel e outros.

Não devolva para a natureza o que ela não criou.

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