Meio Ambiente e Sustentabilidade
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25 de jun. de 2009

Posted by Pedro Malta on 14:18 in , , , | No comments

Carlos Minc: “é preciso pensar antes de consumir”


Ministro do Meio Ambiente fala ao Instituto Akatu sobre a campanha “Saco é um saco”, que pretende mobilizar o consumidor para reduzir o uso de sacolas plásticas no Brasil.


A campanha “Saco é um saco” é a primeira que o Ministério do Meio Ambiente faz sobre sacolas plásticas?


Carlos Minc: Em 2008, o Ministério fez uma campanha, nessa mesma linha, sobre redução de embalagens de um modo geral. É um exagero a quantidade de embalagens produzidas hoje em dia em todos os setores de produção e consumo. Na maior parte dos países desenvolvidos, há políticas bem estruturadas para a chamada logística reversa, ou seja, a responsabilidade sobre o lixo gerado pós-consumo. Aqui, estamos avançando muito devagar nisso, e essa é uma agenda pela qual tenho apreço. A campanha de 2008 teve alguns apoios importantes, mas não conseguiu engajar a população como se esperava. Foi bacana, aprendemos com nossos erros e acertos e a expectativa agora é engajar os consumidores, o cidadão comum. Vamos entrar com televisão, rádio, internet, cartazes no metrô. A idéia é mobilizar a população.


O que levou à realização da campanha? Quais são os principais objetivos?


Carlos Minc: Começando pelo objetivo, queremos atingir o consumidor. O foco é cada dona de casa, cada jovem, cada pai de família comprando no supermercado, na farmácia, na quitanda, na padaria. A idéia é ajudar o indivíduo, que pega inocentemente a sacolinha - ali tão fácil, tão à vontade - a fazer uma conta que ele não faz. A sacola não é de graça. Quando descartada, gera um custo alto para a população, para o poder público e para o meio ambiente. Cada sacolinha que nós descartamos tem uma pegada ecológica oculta, tem uma conta socioambiental que não está na cabeça do consumidor. A sacolinha plástica é perfeita para os nossos objetivos. Não se trata de um produto simbólico, ela é bem real, é utilizada todos os dias pelos cidadãos brasileiros e gera um impacto acumulativo significativo. Você sabia que cada brasileiro consome 66 sacolas plásticas por mês? E que é de 135 milhões o volume descartado todo mês? Quando eu era Secretário de Meio Ambiente no Rio de Janeiro, antes de me tornar ministro, elaborei um decreto que se transformou em um projeto de lei regulando o uso das sacolinhas. Vários Estados e municípios estão preocupados com o assunto. Acho que é papel do Ministério conscientizar os consumidores e induzir as mudanças de comportamento que levem a população na direção da cidadania ambiental.


Que critério foi utilizado para que o Wal-mart fosse escolhido como parceiro dessa campanha?


Carlos Minc: Há várias grandes redes de supermercados fazendo coisas interessantes, e nosso pessoal técnico está em contato direto com a ABRAS, a Associação Brasileira de Supermercados, que deverá aderir à campanha. Mas o Wal-Mart está bem adiantado nos seus programas de sustentabilidade e nos apresentou uma experiência consistente. Em um projeto-piloto, que foi agora estendido ao sul do Brasil, em apenas três meses eles conseguiram economizar 1,5 milhão de sacolas plásticas em lojas do Nordeste com um mecanismo simples: cada pessoa que recusava a sacola na boca do caixa recebia um bônus em dinheiro. Nessa experiência, eles pagaram aos consumidores R$ 34 mil de bônus. Nós identificamos nessa experiência uma inovação concreta e replicável, porque não se trata só de pedir que os consumidores recusem, mas de oferecer alternativas, inclusive com mecanismos financeiros. Além disso, o Wal-Mart não pediu exclusividade, é nosso parceiro de primeira hora. Mas, todos serão bem-vindos, a campanha está prevista para durar seis meses. Há espaço para todos.


Por quanto tempo a campanha será veiculada e quais os resultados esperados?


Carlos Minc: Queremos reduzir o consumo de sacolas plásticas, monitorando isso com pesquisas e números. Por isso, o engajamento da ABRAS é muito importante. Nosso esforço será de seis meses, com muitas novidades, explorando a mídia da internet e o potencial de parceiros que estão percebendo o mérito desta campanha. Por exemplo, temos a oferta da CPFL, distribuidora de energia, de colocar a nossa mensagem “Saco é um saco, para você, para a cidade, para o planeta e para o futuro” em cada conta de luz de mais de 6 milhões de consumidores só no Estado de São Paulo.


Qual o uso ideal das sacolas plásticas?


Carlos Minc: O ideal é não usar, né? Vários países já baniram a sacola plástica como, por exemplo, a China, e, no Canadá, a cidade de Toronto. Até há pouco tempo, falava-se que o bom era o plástico oxi-biodegradável, que, na verdade, não biodegrada coisa nenhuma, apenas fragmenta a matéria em milhares de pedacinhos, criando um novo resíduo não biodegradável. O bioplástico, feito de amido de milho ou outras fontes, parecia uma solução ótima, mas, com o agravamento do aquecimento global, será mais uma fonte emissora de gases do efeito estufa, quando o que se deseja é diminuir as emissões dos lixões e aterros sanitários. Sendo bem realista, sem diminuir a ternura, o ideal é reduzirmos o uso da sacola plástica e caminharmos com tranqüilidade para banirmos a sacolinha em um futuro próximo. Nossa campanha pretende explorar várias alternativas, e a criatividade da moçada vai aparecer. Você lembra como era antigamente? Um mosaico de soluções: o carrinho de feira, o papel da padaria, o jornal embrulhando o peixe…. O importante é passarmos a mensagem de que é preciso pensar antes de consumir. Quando o problema do aquecimento global se agrava e o meio ambiente se degrada tão dramaticamente, não podemos alegar inocência.


(Instituto Akatu)

3 de jun. de 2009

Posted by Pedro Malta on 12:46 in , | No comments

COMPOSTAGEM

Em todo o planeta, um longo e contínuo processo natural de reciclagem acontece todos os dias. Restos de plantas e animais se decompõem com a ajuda de minhocas, fungos, bactérias e outros microorganismos. O resultado é um rico e nutritivo material chamado de adubo orgânico ou composto. A fabricação da compostagem imita o processo natural, porém com resultados mais rápidos e controlados.

Essa compostagem pode ser feita em grandes usinas ou dentro de um apartamento. Medindo corretamente as escalas, é possível reciclar o lixo orgânico em qualquer lugar. Se for feita em casa, a compostagem pode reduzir até 50% de todo o lixo doméstico, diminuindo a quantidade de lixo recolhido e enviado aos grandes aterros sanitários.

Benefícios da prática

A compostagem cria um material super nutritivo que auxilia as plantas no seu desenvolvimento e crescimento, evita o surgimento de pragas e doenças, além de fornecer nutrientes importantes para o solo. Ela aumenta também a capacidade da terra filtrar mais água, reduzindo erosões; estimula o desenvolvimento das raízes, que se tornam capazes de absorver uma quantidade maior de água e nutrientes; e equilibra a temperatura e o nível de acidez do solo.

A prática dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas) e prolonga a vida do solo, favorecendo a reprodução de microorganismos benéficos às culturas agrícolas. Em terrenos argilosos, a compostagem auxilia a sua drenagem. Já nos arenosos, ela ajuda a reter melhor a umidade. Uma pilha de material composto garante adubo de primeira qualidade para os agricultores e jardineiros.

Antes de qualquer coisa, esqueça a idéia de que fazer um composto é algo difícil e que necessita de muito espaço. Também esqueça que ele é algo sujo e que pode atrair animais indesejados. Feito da forma correta, um composto lhe trará muitos benefícios sem causar nenhuma dor de cabeça.

Comece pela escolha do local. Ele deve ser de fácil acesso; a água deve chegar fácil para molhar as pilhas; e o solo tem que ter uma boa drenagem. Também é preferível que as composteiras sejam montadas em locais com sombra e protegidas de vento intenso, pois resseca o material.

Com o local da pilha escolhido, comece a juntar pequenas folhas, gramas e lixo de cozinha - como cascas de banana, farelo de ovo, restos de verduras, legumes e frutas, borra de café e tudo mais que estiver disponível. Armazene esse material até que a pilha chegue a 15 ou 20 centímetros de altura.

Depois de montar a primeira camada, regue-a (sem encharcar) e cubra com cerca de cinco centímetros de adubo pronto ou terra. Essa material ajudará a manter o equilíbrio interno do composto, impedindo cheiros ruins e garantindo sua qualidade.

Cuidados

Alterne os materiais orgânicos com terra ou adubo pronto até que a pilha fique bem alta, com aproximadamente 1,5 metros. Regue o recipiente de compostagem regularmente para manter o composto umedecido e remexa o material todos os dias ou a cada dois dias, para assegurar o fornecimento adequado de oxigênio.

À medida que você adiciona novas matérias orgânicas e remexe o composto, você estará misturando o lixo intacto com camadas parcialmente decompostas. O material quase acabado assentará no fundo porque as partículas são menores. Dessa forma, é dali que você deverá retirar o composto pronto.

Para avaliar se já está no momento certo, verifique se a temperatura está adequada (ela deve girar em torno de 38ºC) e se ainda é possível visualizar algum material parecido com o lixo que foi depositado (nesse caso, é melhor esperar mais um pouco). O volume do material também deve estar reduzido, a cor dever ser marrom escuro ou preto, a textura macia e o cheiro deve ser de terra.

Usando o composto

Quando seu adubo orgânico estiver pronto, você já pode utilizá-lo. Misture-o com o solo antes de plantar ou aplique sobre a superfície do vegetal. O ideal é que o material seja utilizado assim que recolhido da composteira. Quanto mais rápido, mais nutrientes ele terá.

O que pode ser compostado?

Restos de legumes, verduras, frutas e alimentos, filtros e borra de café, cascas de ovos e saquinhos de chá, galhos de poda, palha, flores de galho e cascas de árvores, papel de cozinha, caixas para ovos e jornal, penas e cabelos, palhas secas e grama (somente em pequenas quantidades).


O que não pode ser compostado?

Materiais não putrescíveis ou de difícil decomposição, e outros por razões de higiene ou por conterem substâncias poluentes como carne, peixe, gordura e queijo (podem atrair roedores), plantas doentes e ervas daninhas (microrganismos doentes e ervas daninhas podem se multiplicar), vidro, metais e plásticos, couro, borracha e tecidos, verniz, restos de tinta, óleos, todo tipo de produtos químicos e restos de produtos de limpeza, cinzas de cigarro, de madeira e de carvão, inclusive de churrasco, saco e conteúdo de aspirador de pó (valores elevados de metais e poluentes orgânicos), fezes de animais domésticos, papel higiênico e fraldas (por razões de higiene).


Texto retirado do site ecodesenvolvimento.

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