Meio Ambiente e Sustentabilidade
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16 de jul. de 2009

Posted by Pedro Malta on 16:01 in , , | No comments

Bundanoon, cidade rural da Australia, seus moradores agora são um exemplo para o mundo, motivo se mobilizaram a favor da proibição da venda de água engarrafada devido ao impacto causado ao meio ambiente, apos uma esmagadora vitoria em uma votação sobre assunto, agora é proibido comercializar água engarrafada, este é provavelmente o primeiro lugar a adotar tal medida que pode inclusive servir de exemplo para outros lugares.


A campanha pela proibição alega que a extração, embalagem e transporte da água engarrafada usam muitos recursos. Além disso, as garrafas plásticas vazias terminam em depósitos de lixo, afirma a campanha "Bundy on Tap", que significa "Bundy (apelido da cidade) na torneira".


John Dee, um dos líderes da campanha, , disse que a opinião mudou na cidade quando uma empresa de bebidas anunciou planos de explorar um reservatório subterrâneo em Bundanoon. "A empresa queria extrair a água localmente, levá-la para Sydney, onde seria engarrafada, e transportá-la de volta para vendê-la na cidade", disse ele. "Isso fez com que as pessoas se dessem conta do impacto ambiental da água engarrafada e levantou a discussão na cidade", completou.

9 de jul. de 2009

Posted by Pedro Malta on 13:38 in , | No comments
As empresas que fazem o processamento de imagens: Raios-x, Tomografia, Mamografia, Gráficas e até laboratórios fotográficos e utilizam o processo químico com Revelador, Fixador e água. Devem estar atentas sobre proibição do descarte destes resíduos em esgoto e conseqüentemente nas redes de coleta e escoamento pluviais da cidade, conforme a Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 e ANVISA, RDC Nº 306, de 7/12/204.

O cenário atual mostra que, apesar dos esforços em investimento para o aprimoramento de profissionais, processos e equipamentos, pouco tem sido feito para controlar o impacto ambiental causado por efluentes originados desses serviços, as soluções Revelador + Fixador apresentam: hidroquinona, quinona, metol, tiossulfato de sódio, acido bórico, sulfito de sódio, entre outros todos em concentrações que acima das permitidas pelos órgãos reguladores.

Apesar de ser clara a legislação quanto às conseqüências da infração, os efluentes e os resíduos gerados pelos serviços de diagnóstico por imagem seguem em geral os seguintes caminhos: algumas instituições lançam todos os efluentes (fixador, revelador e água de lavagem) no meio ambiente, sem nenhum tratamento adequado. Outras instalam “mini estações de tratamento que alem de não tratar não possuem nenhum tipo de licença para funcionar, Outras vendem a solução de fixador a terceiros e lançam as soluções de revelador e de água de lavagem na rede de esgotos, sem nenhum tratamento.

Em todos estes exemplos as empresas estão cometendo crime ambiental que alem de multa pode acarretar na apreensão do responsável.

Se sua empresa esta agindo conforme um dos exemplos, a Futura Soluções Ambientais se apresenta como uma opção viável para este problema, pois possui todas as licenças necessárias para esse tipo de tratamento, tem mais de 15 anos nesse serviço, e hoje possui como seus clientes cerca de 80% do mercado do estado do Rio de Janeiro.

8 de jul. de 2009

Posted by Pedro Malta on 07:51 in , , , | No comments

Aneel estuda implantar modelo semelhante ao aplicado nas faturas de telefonia, estimulando os consumidores a usar energia em horários com desconto, para aliviar a carga nos momentos de pico, das 6h às 7h e das 18h às 21h

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda mudança na cobrança da conta de luz, o que vai baixar o preço do serviço. Mas a economia vai depender do consumidor. O modelo será semelhante ao das tarifas de telefonia, que têm preços diferenciados segundo os horários. Nos momentos de pico, o valor seria maior, para que os usuários aproveitassem descontos concedidos em outros horários. A área técnica da agência iniciou o estudo há dois anos. Mas a medida, para entrar em vigor, precisa passar por consulta pública e, depois, ser aprovada pelo Conselho Diretor da Aneel. Não há prazo para a implantação, e estima-se que isso só comece em dois ou três anos. A ideia é estimular a economia, aliviando o volume de carga nos piores horários, das 6h às 7h e das 18h às 21h. Diretora da Aneel, Joísa Campanher Dutra explicou que o modelo só funciona com medidores eletrônicos. Hoje, poucas distribuidoras têm o aparelho, que ainda é caro, por não ser produzido em larga escala. No Rio, a Ampla foi a primeira a adotar e enfrentou muitos protestos. A concessionária atualmente tem 300 mil dos 400 mil instalados, enquanto a Light tem 50 mil.“Esse tipo de faturamento já é aplicado na indústria”, explica o diretor de Relações Institucionais da Ampla, André Moragas. “Fica comprovado que o medidor eletrônico é um instrumento eficiente e que beneficia o consumidor. Nós já aplicamos um regime diferenciado de tarifas. Na Copa 2006, oferecemos duas horas grátis de energia para os adimplentes. Como promoção do Dia das Mães, o horário da novela das oito não foi tarifado para as consumidoras”, acrescenta.Para o diretor-técnico regulatório da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia), Fernando Maia, a proposta é oportuna. “O atual modelo tarifário tem 25 anos. A tarifa diferenciada trará eficiência energética e racionalidade. Com essa proposta, uma dona de casa vai preferir lavar a roupa na máquina pela manhã, e não à noite, durante a novela”, exemplifica.Portaria regulamenta medidoresO uso dos medidores eletrônicos, alvo de muita polêmica, foi finalmente regulamentado pelo Instituto de Metrologia (Inmetro), na Portaria nº 213, publicada na quinta-feira. “A Ampla foi a primeira a instalar, mas o equipamento já está sendo testado por outras companhias. É eficiente e também ajuda a combater os furtos”, disse Fernando Maia.Para as padarias que trabalham em baixa tensão, a cobrança diferenciada seria lucrativa. “A padaria não para. Se nos horários da madrugada houver desconto, teremos economia”, disse a gerente de padaria Luciene de Oliveira. Outra tecnologia que também deve ser implantada para reduzir as tarifas é o chamado PLC (Power Line Communication), que é a Internet pela rede elétrica.

POR LUCIENE BRAGA, RIO DE JANEIRO

7 de jul. de 2009

Posted by Pedro Malta on 08:38 in , , , | No comments





Local: Campus da Praia Vermelha da UFRJ - Avenida Pasteur, 250, Bairro da Urca, Rio de Janeiro, RJ

Data de início: 22/07/09

Data de término: 25/07/09








O VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental é um evento em âmbito nacional, promovido pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), coletivo que reúne mais de 40 redes de educação ambiental e educadores ambientais do país.O Coordenador do VI Fórum, o educador ambiental Declev Dib-Ferreira, estima a participação de mais de 5 mil participantes inscritos. Acontecerão, durante os 4 dias, cerca de 80 minicursos e oficinas, 10 mesas-redondas, 20 Jornadas Temáticas, Encontros paralelos, lançamentos de livros, show musicais, festivais de cinemas, apresentação de pôsteres, entre outros.Responsável pela organização da programação, construída coletivamente com os membros da Rebea, a educadora Jacqueline Guerreiro informa que este fórum terá algumas atrações extras, como o Espaço Ecumênico, o Espaço Semente e a presença de todas as Redes componentes da REBEA.O Fórum também se configurará como um espaço de diálogo entre a REBEA e demais redes ambientais, como a Rede Brasileira de Agendas 21 Locais (REBAL), Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA) e a Rede de Salas Verdes.Todos os informes, inscrições, valores, inscrição de trabalhos podem ser feitos no site do evento, que será muito mais que um espaço de divulgação de informação, mas um espaço interativo, de discussões, trocas e permanente construção em prol da qualidade da educação ambiental brasileira.A Secretaria Executiva do evento está sob a responsabilidade do Instituto Baía de Guanabara (IBG):

URL do Evento: http://forumearebea.org

2 de jul. de 2009

Posted by Pedro Malta on 12:51 in , , , | No comments





Procedimentos operacionais obrigatórios a serem adotados pelos
Gerenciadores de Resíduos em Radiodiagnóstico Médico

Paulo Roberto M Coelho (SUVISA/SESDC-RJ)


INTRODUÇÃO: Sabidamente os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, em particular hospitais e clínicas, que atuam no radiodiagnóstico médico por via úmida, por essa característica são considerados potenciais poluidores do meio ambiente, podendo até mesmo causar degradação ambiental.

OBJETIVO: Conhecer os critérios de classificação e controle e as medidas a serem adotadas, localmente, pelos Gerenciadores de Resíduos envolvidos, para se adequarem aos procedimentos adotados pelo órgão ambiental responsável por essa monitoração.

MÉTODO: Realizamos uma pesquisa junto aos estabelecimentos de saúde do RJ, confrontando-os com os itens: 9, 10, 11 e 12 às folhas 11 do Roteiro de Inspeção em Radiodiagnóstico Médico, utilizado na SUVISA e que abrange o tema específico deste trabalho, para sabermos se os mesmos estavam operando de acordo com a RDC 306/04, observando também as normas ambientais estabelecidas, neste Estado, pelo INEA que substitui à anterior – FEEMA.

RESULTADO: As respostas obtidas, em sua maioria, são indicadoras de que quase a totalidade dos Estabelecimentos de Saúde não se apresenta com os conhecimentos necessários para proceder adequadamente sobre o assunto em questão, determinando que os mesmos estão funcionando sem a devida avaliação e controle adequados aos possíveis riscos ambientais, inerentes as suas atividades, junto a SUVISA e INEA.

CONCLUSÃO: Os EAS em questão, para regularizarem essa situação, devem proceder como se segue:

1) Reconhecer os parâmetros estabelecidos na RDC 306/04, no que trata de armazenamento temporário, criando suas áreas de expurgo a título de “Abrigo de Resíduos” e, observar no projeto a RDC 50/02.

2) Providenciar o cadastramento obrigatório, junto ao INEA, para todos os geradores, o qual será suficiente para quem não faz tratamento interno de seus resíduos.

3) No caso daqueles que realizam o tratamento interno, por Estações de Tratamento de qualquer magnitude, devem obter junto ao INEA a Licença Ambiental inerente a atividade realizada.

4) Preencher o formulário próprio do Sistema de Manifesto de Resíduos - INEA, um instrumento que permite ao Órgão conhecer e controlar a forma de destinação dada pelo gerador, transportador e receptor de resíduos. A partir de maio/09, totalmente informatizado, será recebido on-line, no ato da sua emissão.

O não cumprimento da legislação de Licenciamento Ambiental está sujeito às penalidades fixadas na Lei nº 3467, de 14 de setembro de 2000, que dispõe sobre as sanções administrativas derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente.


Referências

RDC 306/04
Conama 358/05
http://www.inea.rj.gov.br/index/index.asp

1 de jul. de 2009

Posted by Pedro Malta on 01:23 in | No comments
Nunca liguem o Ar Condicionado mal entre no carro!
Deve-se antes abrir as janelas, assim que entrar no carro, sem ligar o Ar Condicionado. De acordo com pesquisas, o painel de instrumentos, assentos, tubagens de refrigeração emitem Benzeno, uma toxina causadora de cancro (carcinogéneo- note o cheiro a plástico quente dentro do carro). Além de poder causar cancro, envenena os ossos,causa anemia, reduz os Glóbulos Brancos. A exposição prolongada causará Leucemia, aumenta o risco de cancro e pode provocar abortos.
O nível interior aceitável de Benzeno é de 0,05 gr por cm2. Um carro estacionado no interior com as janelas fechadas contém 0,37- 0,74 mg de Benzeno. Se estacionado no exterior sob o Sol a uma temperatura superior a 16ºC, o nível de Benzeno ascenderá a 1.843,68 mg, 40 vezes superior ao nível aceitável... e as pessoas dentro do carro inevitavelmente inalarão uma quantidade excessiva de toxinas.
Deixe sair o ar quente interior antes que entre no carro. O Benzeno é uma toxina que afecta os Rins e Fígado e um material tóxico muito difícil de ser expelido pelo organismo.

25 de jun. de 2009

Posted by Pedro Malta on 14:18 in , , , | No comments

Carlos Minc: “é preciso pensar antes de consumir”


Ministro do Meio Ambiente fala ao Instituto Akatu sobre a campanha “Saco é um saco”, que pretende mobilizar o consumidor para reduzir o uso de sacolas plásticas no Brasil.


A campanha “Saco é um saco” é a primeira que o Ministério do Meio Ambiente faz sobre sacolas plásticas?


Carlos Minc: Em 2008, o Ministério fez uma campanha, nessa mesma linha, sobre redução de embalagens de um modo geral. É um exagero a quantidade de embalagens produzidas hoje em dia em todos os setores de produção e consumo. Na maior parte dos países desenvolvidos, há políticas bem estruturadas para a chamada logística reversa, ou seja, a responsabilidade sobre o lixo gerado pós-consumo. Aqui, estamos avançando muito devagar nisso, e essa é uma agenda pela qual tenho apreço. A campanha de 2008 teve alguns apoios importantes, mas não conseguiu engajar a população como se esperava. Foi bacana, aprendemos com nossos erros e acertos e a expectativa agora é engajar os consumidores, o cidadão comum. Vamos entrar com televisão, rádio, internet, cartazes no metrô. A idéia é mobilizar a população.


O que levou à realização da campanha? Quais são os principais objetivos?


Carlos Minc: Começando pelo objetivo, queremos atingir o consumidor. O foco é cada dona de casa, cada jovem, cada pai de família comprando no supermercado, na farmácia, na quitanda, na padaria. A idéia é ajudar o indivíduo, que pega inocentemente a sacolinha - ali tão fácil, tão à vontade - a fazer uma conta que ele não faz. A sacola não é de graça. Quando descartada, gera um custo alto para a população, para o poder público e para o meio ambiente. Cada sacolinha que nós descartamos tem uma pegada ecológica oculta, tem uma conta socioambiental que não está na cabeça do consumidor. A sacolinha plástica é perfeita para os nossos objetivos. Não se trata de um produto simbólico, ela é bem real, é utilizada todos os dias pelos cidadãos brasileiros e gera um impacto acumulativo significativo. Você sabia que cada brasileiro consome 66 sacolas plásticas por mês? E que é de 135 milhões o volume descartado todo mês? Quando eu era Secretário de Meio Ambiente no Rio de Janeiro, antes de me tornar ministro, elaborei um decreto que se transformou em um projeto de lei regulando o uso das sacolinhas. Vários Estados e municípios estão preocupados com o assunto. Acho que é papel do Ministério conscientizar os consumidores e induzir as mudanças de comportamento que levem a população na direção da cidadania ambiental.


Que critério foi utilizado para que o Wal-mart fosse escolhido como parceiro dessa campanha?


Carlos Minc: Há várias grandes redes de supermercados fazendo coisas interessantes, e nosso pessoal técnico está em contato direto com a ABRAS, a Associação Brasileira de Supermercados, que deverá aderir à campanha. Mas o Wal-Mart está bem adiantado nos seus programas de sustentabilidade e nos apresentou uma experiência consistente. Em um projeto-piloto, que foi agora estendido ao sul do Brasil, em apenas três meses eles conseguiram economizar 1,5 milhão de sacolas plásticas em lojas do Nordeste com um mecanismo simples: cada pessoa que recusava a sacola na boca do caixa recebia um bônus em dinheiro. Nessa experiência, eles pagaram aos consumidores R$ 34 mil de bônus. Nós identificamos nessa experiência uma inovação concreta e replicável, porque não se trata só de pedir que os consumidores recusem, mas de oferecer alternativas, inclusive com mecanismos financeiros. Além disso, o Wal-Mart não pediu exclusividade, é nosso parceiro de primeira hora. Mas, todos serão bem-vindos, a campanha está prevista para durar seis meses. Há espaço para todos.


Por quanto tempo a campanha será veiculada e quais os resultados esperados?


Carlos Minc: Queremos reduzir o consumo de sacolas plásticas, monitorando isso com pesquisas e números. Por isso, o engajamento da ABRAS é muito importante. Nosso esforço será de seis meses, com muitas novidades, explorando a mídia da internet e o potencial de parceiros que estão percebendo o mérito desta campanha. Por exemplo, temos a oferta da CPFL, distribuidora de energia, de colocar a nossa mensagem “Saco é um saco, para você, para a cidade, para o planeta e para o futuro” em cada conta de luz de mais de 6 milhões de consumidores só no Estado de São Paulo.


Qual o uso ideal das sacolas plásticas?


Carlos Minc: O ideal é não usar, né? Vários países já baniram a sacola plástica como, por exemplo, a China, e, no Canadá, a cidade de Toronto. Até há pouco tempo, falava-se que o bom era o plástico oxi-biodegradável, que, na verdade, não biodegrada coisa nenhuma, apenas fragmenta a matéria em milhares de pedacinhos, criando um novo resíduo não biodegradável. O bioplástico, feito de amido de milho ou outras fontes, parecia uma solução ótima, mas, com o agravamento do aquecimento global, será mais uma fonte emissora de gases do efeito estufa, quando o que se deseja é diminuir as emissões dos lixões e aterros sanitários. Sendo bem realista, sem diminuir a ternura, o ideal é reduzirmos o uso da sacola plástica e caminharmos com tranqüilidade para banirmos a sacolinha em um futuro próximo. Nossa campanha pretende explorar várias alternativas, e a criatividade da moçada vai aparecer. Você lembra como era antigamente? Um mosaico de soluções: o carrinho de feira, o papel da padaria, o jornal embrulhando o peixe…. O importante é passarmos a mensagem de que é preciso pensar antes de consumir. Quando o problema do aquecimento global se agrava e o meio ambiente se degrada tão dramaticamente, não podemos alegar inocência.


(Instituto Akatu)

3 de jun. de 2009

Posted by Pedro Malta on 12:46 in , | No comments

COMPOSTAGEM

Em todo o planeta, um longo e contínuo processo natural de reciclagem acontece todos os dias. Restos de plantas e animais se decompõem com a ajuda de minhocas, fungos, bactérias e outros microorganismos. O resultado é um rico e nutritivo material chamado de adubo orgânico ou composto. A fabricação da compostagem imita o processo natural, porém com resultados mais rápidos e controlados.

Essa compostagem pode ser feita em grandes usinas ou dentro de um apartamento. Medindo corretamente as escalas, é possível reciclar o lixo orgânico em qualquer lugar. Se for feita em casa, a compostagem pode reduzir até 50% de todo o lixo doméstico, diminuindo a quantidade de lixo recolhido e enviado aos grandes aterros sanitários.

Benefícios da prática

A compostagem cria um material super nutritivo que auxilia as plantas no seu desenvolvimento e crescimento, evita o surgimento de pragas e doenças, além de fornecer nutrientes importantes para o solo. Ela aumenta também a capacidade da terra filtrar mais água, reduzindo erosões; estimula o desenvolvimento das raízes, que se tornam capazes de absorver uma quantidade maior de água e nutrientes; e equilibra a temperatura e o nível de acidez do solo.

A prática dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas) e prolonga a vida do solo, favorecendo a reprodução de microorganismos benéficos às culturas agrícolas. Em terrenos argilosos, a compostagem auxilia a sua drenagem. Já nos arenosos, ela ajuda a reter melhor a umidade. Uma pilha de material composto garante adubo de primeira qualidade para os agricultores e jardineiros.

Antes de qualquer coisa, esqueça a idéia de que fazer um composto é algo difícil e que necessita de muito espaço. Também esqueça que ele é algo sujo e que pode atrair animais indesejados. Feito da forma correta, um composto lhe trará muitos benefícios sem causar nenhuma dor de cabeça.

Comece pela escolha do local. Ele deve ser de fácil acesso; a água deve chegar fácil para molhar as pilhas; e o solo tem que ter uma boa drenagem. Também é preferível que as composteiras sejam montadas em locais com sombra e protegidas de vento intenso, pois resseca o material.

Com o local da pilha escolhido, comece a juntar pequenas folhas, gramas e lixo de cozinha - como cascas de banana, farelo de ovo, restos de verduras, legumes e frutas, borra de café e tudo mais que estiver disponível. Armazene esse material até que a pilha chegue a 15 ou 20 centímetros de altura.

Depois de montar a primeira camada, regue-a (sem encharcar) e cubra com cerca de cinco centímetros de adubo pronto ou terra. Essa material ajudará a manter o equilíbrio interno do composto, impedindo cheiros ruins e garantindo sua qualidade.

Cuidados

Alterne os materiais orgânicos com terra ou adubo pronto até que a pilha fique bem alta, com aproximadamente 1,5 metros. Regue o recipiente de compostagem regularmente para manter o composto umedecido e remexa o material todos os dias ou a cada dois dias, para assegurar o fornecimento adequado de oxigênio.

À medida que você adiciona novas matérias orgânicas e remexe o composto, você estará misturando o lixo intacto com camadas parcialmente decompostas. O material quase acabado assentará no fundo porque as partículas são menores. Dessa forma, é dali que você deverá retirar o composto pronto.

Para avaliar se já está no momento certo, verifique se a temperatura está adequada (ela deve girar em torno de 38ºC) e se ainda é possível visualizar algum material parecido com o lixo que foi depositado (nesse caso, é melhor esperar mais um pouco). O volume do material também deve estar reduzido, a cor dever ser marrom escuro ou preto, a textura macia e o cheiro deve ser de terra.

Usando o composto

Quando seu adubo orgânico estiver pronto, você já pode utilizá-lo. Misture-o com o solo antes de plantar ou aplique sobre a superfície do vegetal. O ideal é que o material seja utilizado assim que recolhido da composteira. Quanto mais rápido, mais nutrientes ele terá.

O que pode ser compostado?

Restos de legumes, verduras, frutas e alimentos, filtros e borra de café, cascas de ovos e saquinhos de chá, galhos de poda, palha, flores de galho e cascas de árvores, papel de cozinha, caixas para ovos e jornal, penas e cabelos, palhas secas e grama (somente em pequenas quantidades).


O que não pode ser compostado?

Materiais não putrescíveis ou de difícil decomposição, e outros por razões de higiene ou por conterem substâncias poluentes como carne, peixe, gordura e queijo (podem atrair roedores), plantas doentes e ervas daninhas (microrganismos doentes e ervas daninhas podem se multiplicar), vidro, metais e plásticos, couro, borracha e tecidos, verniz, restos de tinta, óleos, todo tipo de produtos químicos e restos de produtos de limpeza, cinzas de cigarro, de madeira e de carvão, inclusive de churrasco, saco e conteúdo de aspirador de pó (valores elevados de metais e poluentes orgânicos), fezes de animais domésticos, papel higiênico e fraldas (por razões de higiene).


Texto retirado do site ecodesenvolvimento.

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