Meio Ambiente e Sustentabilidade
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18 de mar. de 2023


 A reciclagem de baterias de notebooks e celulares é extremamente importante por inumeras razões:


Proteção ambiental: Esees tipos de de baterias contêm materiais perigosos, c metais pesados, ácido sulfúrico e outros produtos químicos tóxicos que podem contaminar o solo, o ar e a água se não forem descartados corretamente. A reciclagem ajuda a evitar essa poluição ambiental e ajuda a preservar os recursos naturais.


Economia de recursos: Como dito acima a reciclagem de baterias de notebooks e celulares permite a recuperação de materiais importantes, como o lítio, o cobalto, o níquel e o alumínio, que podem ser reutilizados na fabricação de novas baterias e em outros produtos.


Redução de custos: A reciclagem de baterias de notebooks e celulares pode ser mais barata do que a produção de novas baterias a partir de matérias-primas virgens, pois a recuperação de materiais pode reduzir os custos de sua produção.


Consciência ambiental: A reciclagem de baterias de notebooks e celulares é uma forma de demonstrar consciência ambiental e responsabilidade social, ao contribuir para a preservação do meio ambiente e a redução da pegada ecológica, preservando o ecossistema e tornando nossa forma de vida mais sustentável.


Em resumo, a reciclagem de baterias de notebooks e celulares é uma prática importante que contribui para a proteção ambiental, a economia de recursos, a redução de custos e a consciência ambiental. É importante que as pessoas sejam conscientes sobre o descarte correto desses materiais que podem entrar em combustão espontânea, causar lesões entre outros males, e procurem empresas e instituições que realizam a reciclagem de baterias de notebooks.




As leis sobre reciclagem de baterias variam de acordo com o país ou região em que se encontram, mas existem algumas legislações e regulamentações que podem e devem ser mencionadas:


N a União Europeia: A Diretiva de Baterias da União Europeia exige que todas as baterias portáteis, incluindo as de notebooks e celulares, sejam coletadas e recicladas separadamente, com uma meta de reciclagem de pelo menos 50% das baterias vendidas na UE. As empresas também são responsáveis pela gestão adequada das baterias no final de sua vida útil.


Estados Unidos: A Lei de Gerenciamento de Recursos Eletrônicos (Electronic Resources Recycling Act) exige que as baterias de íon-lítio e níquel-cádmio sejam coletadas e recicladas adequadamente em todos os estados americanos, além de regulamentar a forma como as baterias são transportadas e armazenadas, obrigando consumidores, fabricantes e vendedores a participar e contribuir para destinação correta desses materiais, devido seu alto risco, segundo analise do proprio documento.


Brasil: A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece diretrizes para o gerenciamento de resíduos sólidos, incluindo as baterias. A PNRS exige que as baterias portáteis sejam recicladas e estabelece metas de coleta e reciclagem para os fabricantes e importadores de baterias.


China: A Administração Estatal para Regulamentação do Mercado (State Administration for Market Regulation - SAMR) estabeleceu normas para a reciclagem de baterias de íon-lítio em 2018, incluindo a exigência de que as empresas que fabricam ou importam baterias sejam responsáveis pela gestão adequada das baterias no final de sua vida útil.


Essas são algumas das leis e regulamentações existentes em relação à reciclagem de baterias. É importante estar ciente das leis e regulamentações em sua região para garantir que as baterias sejam descartadas corretamente e recicladas adequadamente.



Nesse vídeo podemos ver o porque de as baterias necessitarem de uma empresa especializada no seu descarte, pois um simples acidente no transporte, armazenamento ou em qualquer outra etapa pode virar uma grande problema


A reciclagem de baterias de notebooks e celilares geralmente envolve as seguintes etapas:


Coleta: As baterias são coletadas em pontos específicos, como lojas de eletrônicos, postos de reciclagem ou diretamente pelas empresas que realizam o serviço de reciclagem.


Desmontagem: As baterias são desmontadas em uma instalação de reciclagem especializada, onde os componentes são separados. Isso envolve a remoção do invólucro externo, placas de circuito e outras peças para exposição das células internas.


Trituração: As células internas são trituradas em pequenos pedaços para facilitar o processamento posterior. 


Separação: Os materiais triturados são submetidos a processos químicos e físicos para separar os metais valiosos, como lítio, cobalto, níquel e alumínio, dos outros materiais não recicláveis.


Purificação: Os metais são purificados com objetivo de produzir materiais refinados e de alta qualidade para reutilização na fabricação de novas baterias.


Reutilização: Os materiais purificados são vendidos para fabricantes de baterias que os utilizam para produzir novas baterias ou outros produtos.



É importante lembrar que a reciclagem de baterias de notebooks deve ser realizada por empresas especializadas e licenciadas, que seguem as leis e regulamentações locais e possuem as tecnologias e equipamentos adequados para realizar o processo de reciclagem com segurança e eficiência. A reciclagem adequada de baterias ajuda a preservar os recursos naturais e proteger o meio ambiente, evitando a contaminação do solo e da água por materiais tóxicos.

7 de fev. de 2023

 As cooperativas de catadores desempenham um papel extremamente importante na cidade do Rio de Janeiro, contribuindo para a sustentabilidade ambiental, a geração de empregos e a inclusão social. Essas cooperativas são formadas por grupos de trabalhadores conhecidos como catadores, que coletam materiais recicláveis nas ruas, residências e estabelecimentos comerciais, eles fazem a separação e colocam no caminho do reaproveitamento dos materiais dando vários destinos a diversos alguns encaminham para os centros de reciclagem, empresas que utilizam os materiais entre outros.


Uma das cooperativas de destaque no Rio de Janeiro é a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis do Rio de Janeiro (COOPER-RIO). Fundada em 1987, a COOPER-RIO é uma das maiores cooperativas de catadores da América Latina, reunindo mais de 300 catadores associados.


Essas cooperativas atuam na coleta seletiva, separação e venda de materiais recicláveis, como papel, plástico, vidro e metal entre outros. Além disso, elas desempenham um papel importante na conscientização ambiental, educando a população sobre a importância da reciclagem e da separação adequada dos resíduos.


No Rio de Janeiro, as cooperativas de catadores recebem apoio de diferentes instituições, como a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (COMLURB), que estabelece parcerias para a coleta seletiva e destinação correta dos resíduos recicláveis.

Além disso, a prefeitura do Rio de Janeiro também promove programas e projetos de incentivo à reciclagem, como a implementação de pontos de entrega voluntária (PEVs) para coleta de resíduos recicláveis e a realização de campanhas de conscientização.

No entanto, apesar dos avanços, as cooperativas de catadores no Rio de Janeiro ainda enfrentam muitos desafios, como a falta de infraestrutura adequada, dificuldade de acesso a crédito e baixa remuneração pelos materiais recicláveis. Por isso, é importante continuar apoiando e fortalecendo essas cooperativas, visando à melhoria das condições de trabalho e à valorização dos catadores como agentes fundamentais para a sustentabilidade da cidade.

 


A cidade do Rio de Janeiro possui algumas legislações relacionadas às cooperativas de catadores. Abaixo, menciono algumas delas:

Lei Municipal nº 4.713/2008: Institui a Política Municipal de Resíduos Sólidos e estabelece diretrizes para a gestão e o gerenciamento dos resíduos sólidos na cidade do Rio de Janeiro. Essa lei reconhece a importância das cooperativas de catadores e prevê a inclusão social e produtiva dos catadores de materiais recicláveis.

Decreto Municipal nº 36.440/2013: Regulamenta a Lei nº 4.713/2008 e estabelece normas para a coleta seletiva, a destinação dos resíduos sólidos recicláveis e a integração das cooperativas de catadores no sistema de gestão de resíduos sólidos do município.

Lei Municipal nº 6.283/2017: Dispõe sobre a obrigatoriedade da contratação de cooperativas ou associações de catadores de materiais recicláveis por estabelecimentos que geram grande quantidade de resíduos sólidos. Essa lei visa promover a inclusão social e a sustentabilidade ambiental por meio da valorização do trabalho dos catadores.

Lei Municipal nº 6.491/2019: Estabelece a Política Municipal de Incentivo à Economia Solidária, que visa fortalecer as cooperativas e empreendimentos solidários na cidade do Rio de Janeiro. Essa lei busca fomentar o desenvolvimento econômico e social, incentivando a criação e o fortalecimento das cooperativas de catadores.

Essas são algumas das legislações municipais relacionadas às cooperativas de catadores na cidade do Rio de Janeiro. É importante ressaltar que outras normas e regulamentos também podem ser aplicáveis, dependendo da área específica de atuação das cooperativas e das políticas adotadas pelo município. 


O registro de uma cooperativa de catadores aqui na cidade do Rio de Janeiro segue esse passos gerais:


Reunião de interessados: O primeiro passo é realizar uma reunião com os catadores interessados em formar a cooperativa. Nessa reunião, é discutido o objetivo da cooperativa, as responsabilidades e os benefícios da associação.

Elaboração do Estatuto Social: Após a reunião, os catadores devem elaborar o Estatuto Social da cooperativa. Esse documento contém as regras de funcionamento, os direitos e deveres dos associados, a estrutura de gestão, entre outros aspectos relevantes. É importante contar com o auxílio de um advogado especializado em cooperativas para garantir que o Estatuto esteja de acordo com a legislação vigente.

Assembleia Geral de Constituição: Após a elaboração do Estatuto, é realizada uma Assembleia Geral de Constituição da cooperativa. Nessa assembleia, os catadores aprovam o Estatuto, elegem a diretoria e aprovam outros documentos necessários para o registro.

Registro na Junta Comercial: Com os documentos aprovados na Assembleia Geral, a cooperativa deve se registrar na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro. É necessário preencher os formulários adequados, apresentar os documentos solicitados e pagar as taxas exigidas.

Obtenção do CNPJ e inscrição estadual: Após o registro na Junta Comercial, a cooperativa deve obter o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) junto à Receita Federal. Além disso, é necessário fazer a inscrição estadual na Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro.

Registro na prefeitura: Para que a cooperativa possa operar na cidade do Rio de Janeiro, é importante registrar-se na prefeitura.


 


É importante ressaltar que alguns procedimentos específicos podem variar e é aconselhável buscar orientação junto a um Gestor Ambiental e um Contador ou a uma empresa especialista em cooperativas para garantir o cumprimento de todas as exigências legais e obter o registro corretamente, e não ter nenhum tipo de problema para trabalhar e ter acesso aos incetivos que são destinados a esse tipo de cooperativa.

Aqui na Futura Soluções Ambientais dispomos de uma equipe completa para fazer a assessoria tanto na criação da cooperativa como na sua manutenção, dispomos de uma equipe técnica especializada nesse tipo de serviço, nosso equipe inclui Gestores Ambientais, Contadores, Advogados, Especialistas em compra e venda de materiais recicláveis entre outros, com mais de 30 anos de funcionamento somos a parceira ideal para que sua cooperativa cresça, obtenha o máximo lucro possível e atenda todas as normas e legislações vigentes.

3 de jan. de 2023

 Tipos e características dos plásticos recicláveis

1 – PET (Tereftalato de Polietileno)

O PET é um dos plásticos recicláveis mais comuns, formado pela reação entre o ácido tereftálico e o etileno glicol. Normalmente, usado na produção de frascos e garrafas para alimentos, como é o caso das garrafas de refrigerante e água, além de embalagens de medicamentos e cosméticos. Trata-se de material transparente, inquebrável, impermeável e leve.
Sua desvantagem é ser feito a partir do petróleo, uma fonte não renovável, e quando misturado a outros tipos de materiais, como fibras de algodão, torna-se inviável para reciclagem.




2 – PEAD (Polietileno de Alta Densidade)

O PEAD é comumente utilizado para fabricação de tampas e embalagens, como é o caso dos frascos de amaciantes, alvejantes, shampoos, detergentes e óleos automotivos; bem como, sacolas de supermercados, potes e utilidades domésticas.

É muito utilizado por ser inquebrável, resistente a baixas temperaturas, leve, impermeável, rígido e com resistência química. Pode ser obtido a partir do petróleo ou de fontes vegetais. Nesse último caso, temos o chamado plástico verde.





3 – PVC (Policloreto de Vinila)

O PVC é formado por 57% de cloro e 43% de eteno (derivado do petróleo). Tem como característica ser mais rígido, transparente (quando desejável), impermeável, e inquebrável.

Popularmente conhecido por seu uso na construção civil, em tubulações de água e esgoto, é também comumente encontrado em embalagens como as de óleos comestíveis, água mineral e potes de maionese. Além disso, é bastante utilizado em produtos mais resistentes, como cones de sinalização, calhas e até mesmo brinquedos. Apesar da reciclagem do PVC ser possível quando o material é bem separado, esse tipo de plástico é um dos que apresenta maior dificuldade quando chega aos centros de triagem.






4 – PEBD (Polietileno de Baixa Densidade)

O PEBD, é um tipo de plástico muito utilizado por ser flexível, leve, transparente e impermeável. Pode ser obtido a partir do petróleo ou de fontes vegetais, neste último caso chamado de plástico verde.

Usado para fabricar sacolas para supermercados e lojas, embalagens de leite e outros alimentos, como pães, frios e embutidos, bem como sacos de lixo e materiais hospitalares.





5 – PP (Polipropileno)

O PP é um tipo de plástico reciclável produzido a partir do gás propeno. Tem como características ser inquebrável, transparente, brilhante, rígido e resistente a mudanças de temperatura, além de conservar bem aromas.

Muito utilizado em filmes para embalagens e alimentos, na fabricação de produtos industriais e da construção civil, como cordas, tubos para água quente, fios e cabos. Também tem sido utilizado em frascos, caixas de bebidas, autopeças, potes e utilidades domésticas. Possui propriedades semelhantes às do polietileno, mas com um ponto de amolecimento mais elevado.





6 – PS (Poliestireno)

O PS possui características como leveza, capacidade de isolamento térmico, baixo custo, flexibilidade e é moldável sob a ação do calor, o que o deixa em forma líquida ou pastosa.





7- Outros, engloba diversos plasticos que recebem algum tipo de tratamento, anti chamas, colocacoes especiais entre outros, sua reciclagem é bem mais complicada.

O ABS reciclado garante uma alta resistência e durabilidade; A matéria-prima promove um perfeito acabamento estético; O ABS reciclado é extremamente moldável, ou seja, se adapta a qualquer tipo de formato, o que facilita o seu manuseio e aplicação em processos diferenciados.




Usado para fabricar potes para alimentos, como iogurtes, sorvetes e doces, frascos, em partes de eletrodomésticos, como a parte interna de portas de geladeiras, em brinquedos e em alguns produtos descartáveis, como copos plásticos e aparelhos de barbear.

13 de jul. de 2022

Posted by Pedro Malta on 19:13 in , , | No comments

27 de fev. de 2022

 


No Brasil, o assunto lixo eletrônico, em geral, ainda não possui grande atenção da sociedade. Apesar de ser um assunto regulamentado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) através da Lei 12305 de 2010, pouco ou quase nada progrediu em relação ao tema. Percebe-se uma falta de interesse pelo poder público, já que ações e penalidades que deveriam ser feitas não existem ou são inócuas.


Existem pessoas que confundem “Spam” com “lixo eletrônico”. Spam é termo utilizado em referência aos e-mails não solicitados que você recebe em seu computador; já o “lixo eletrônico” são os aparelhos elétricos e/ou eletrônicos ou partes destes que deixam de ter utilidade, por defeito ou por estarem obsoletos. Agregam-se a estes também todas as fontes de energia elétrica como pilhas e baterias, bem como todos os tipos de lâmpadas”. Assim, pela definição, desde um pequeno pen drive, uma televisão de porte médio, chegando até um refrigerador, todos fazem parte deste conjunto de aparelhos que um dia serão lixo eletrônico.


Quem, entre nós, entrega um aparelho eletrodoméstico sem uso, um celular obsoleto ou uma lâmpada queimada em um posto de recolhimento? Pesquisa realizada pelo IDEC-Market Analysis, em 2013, mostra que apenas 1% dos descartes dos celulares, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos são feitos em pontos de coleta específicos. Enquanto na Europa a reciclagem destes produtos chega a 35% do total gerado; no Brasil estima-se uma geração de lixo eletrônico na faixa de 1,7 milhão de tonelada, o reaproveitamento fica em torno de 4% deste total.


E o Brasil tem papel de destaque nas estatísticas. Isso porque o País é líder na geração de lixo eletrônico na América Latina e segundo colocado nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. O dado fica ainda mais preocupante quando a ONU divulgou que em 2017 a previsão de geração de lixo eletroeletrônico no mundo atingiria a marca dos 50 milhões de toneladas. Os motivos pelos quais a geração de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) aumenta no Brasil, não diferem dos países em desenvolvimento e são:


Ciclo de vida dos eletroeletrônicos;

Dependência crescente de produtos eletrônicos;

Fluxo de resíduos eletroeletrônicos dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento:

O que acontece com fogões, geladeiras e micro-ondas, onde é comum encontrarmos estes equipamentos como sendo os primeiros a serem comprados nas residências e ainda não substituídos, não acontece com celulares, notebooks e televisores onde em 80% das residências, não são os primeiros aparelhos, já existiram outros antes destes.


Os dados traduzem-se através de uma análise do ciclo de vida do produto: o consumidor dá maior importância à durabilidade para geladeiras, máquinas de lavar, etc. e maior importância de aquisição das novas tecnologias como aparelhos digitais.


Aproximadamente, 50% das trocas efetuadas por aparelhos digitais, celulares e eletroeletrônicos não foram efetuadas por desgaste ou mau funcionamento do aparelho e sim, porque o novo era mais atual, mais moderno, melhor ou com mais funções, ou seja, não havia necessidade de troca e essas ações contribuem significativamente para o aumento do lixo eletrônico.


Para agravar o problema de geração deste tipo de lixo, além das trocas de equipamentos motivadas pela propaganda e novas tecnologias e, assim como já acontece nos países desenvolvidos como EUA, Japão e outros países, aqui no Brasil inicia-se o descarte de equipamentos em perfeito estado.


Como consequência, temos o mais grave dos problemas da geração de lixo eletroeletrônico. O “catador” sai da captação de plástico, papelão e latas de alumínio, para desmontar os equipamentos eletroeletrônicos em busca principalmente de cobre, porém sem conhecimento dos perigos inerentes a estes desmontes e sem os equipamentos de proteção individual adequados. Sendo assim, tem contato direto ou indiretamente com substâncias nocivas à sua saúde.


É normal encontrar em um celular ou computador mais de 40 elementos químicos diferentes e alguns destes apresentam-se como vetores de dermatites e outros mais nocivos à saúde, provocando cânceres, enfisemas (infecções nos pulmões) e alterações neurológicas e cromossômicas.


Como exemplos: o chumbo está presente em circuitos impressos e baterias; o cádmio em tubos catódicos, circuitos de refrigeração e circuitos impressos; o mercúrio em algumas lâmpadas e baterias; o antimônio nos circuitos impressos e tubos de raios catódicos, entre outros.


O chumbo acumula-se no organismo e mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático, causando intoxicações crônicas. Níveis elevados de chumbo podem causar vômito, diarreia, convulsão, coma ou até mesmo a morte.


O cádmio é absorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões, tem efeitos teratogênicos e cancerígenos.


O mercúrio é considerado como altamente tóxico. Tem efeito acumulativo no corpo humano e pequenas quantidades, entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem. Provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica – má formação de fetos durante a gravidez.


No caso do antimônio temos as contaminações por contato, ocasionando dermatites, já por inalação temos irritação do trato respiratório, sendo uma substância potencialmente cancerígena.

A PNRS tinha prazo inicial estipulado para implantação em 2014. Como os municípios não conseguiram cumprir o prazo foi aprovado na Câmara de Deputados mais quatro anos, através da Medida Provisória 651/14. Assim, este prazo venceu em 2018. Como quase nenhum órgão municipal avançou muito neste assunto, ainda vemos poucas medidas sendo aplicadas nesse quesito.


Resta ao corpo técnico-científico divulgar informações para a população sobre os riscos de manuseio destes resíduos eletroeletrônicos, orientando sobre os descartes corretos, na esperança que as informações se multipliquem e cheguem à população e as empresas. Especialmente, para aqueles que fazem da reciclagem destes produtos o seu sustento.



Fonte: Centro Universitário FEI


21 de set. de 2020

Posted by Pedro Malta on 14:17 in , , , | No comments
O nível de produção de lixo eletrônico global deverá alcançar 120 milhões de toneladas ao ano em 2050 se as tendências atuais permanecerem, de acordo com relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e da Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico, divulgado em Davos, Suíça, na quinta-feira (24).






No relatório, membros da PACE e da Coalizão da ONU sobre Lixo Eletrônico, incluindo a ONU Meio Ambiente, pedem uma inspeção do sistema atual de eletrônicos, enfatizando a necessidade de uma economia circular na qual recursos não sejam extraídos, usados e descartados, mas avaliados e reutilizados de maneira que minimize impactos ambientais e crie empregos decentes e sustentáveis.




O nível de produção de lixo eletrônico global deverá alcançar 120 milhões de toneladas ao ano em 2050 se as tendências atuais permanecerem, de acordo com relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e da Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico, divulgado em Davos, Suíça, na quinta-feira (24).

O relatório revela o valor anual de lixo eletrônico global como superior a 62,5 bilhões de dólares, mais que o PIB de muitos países. Mais de 44 milhões de toneladas de lixo eletrônico e elétrico foram produzidas globalmente em 2017 – equivalente a mais de 6 quilos para cada habitante do planeta. Isto é o equivalente ao peso de todos os aviões comerciais já produzidos.

Menos de 20% do lixo eletrônico é formalmente reciclado, com os 80% restantes indo para aterros ou sendo informalmente reciclados – em grande parte manualmente em países em desenvolvimento, expondo trabalhadores a substâncias perigosas e cancerígenas como mercúrio, chumbo e cádmio. A presença de lixo eletrônico em aterros contamina o solo e os lençóis freáticos, colocando em risco sistemas de fornecimento de alimentos e recursos hídricos.

De acordo com o relatório, além de impactos à saúde e poluição, gestão imprópria de lixo eletrônico está resultando em uma perda significativa de materiais brutos escassos e valiosos, como ouro, platina, cobalto e elementos terrestres raros. Até 7% do ouro do mundo podem estar atualmente em lixo eletrônico, com 100 vezes mais ouro em uma tonelada de lixo eletrônico do que em uma tonelada de minério de ouro.
No relatório, membros da PACE e da Coalizão da ONU sobre Lixo Eletrônico, incluindo a ONU Meio Ambiente, o Fundo Mundial para o Ambiente, o Fórum Econômico Mundial e o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável pedem uma inspeção do sistema atual de eletrônicos, enfatizando a necessidade de uma economia circular na qual recursos não sejam extraídos, usados e descartados, mas avaliados e reutilizados de maneira que minimize impactos ambientais e crie empregos decentes e sustentáveis.

Soluções incluem design de produtos duráveis, sistemas de compra e retorno de eletrônicos usados, “mineração urbana” para extrair metais e minérios de lixo eletrônico e a “desmaterialização” de eletrônicos ao substituir propriedade direta de aparelhos por modelos de empréstimo e aluguel para maximizar reutilização de produtos e oportunidades de reciclagem.

Para ajudar a responder ao desafio do lixo eletrônico global e alcançar a oportunidade de economia circular, o governo da Nigéria, o Fundo Mundial para o Ambiente e a ONU Meio Ambiente anunciaram na quinta-feira um investimento de 2 milhões de dólares para dar início a uma indústria formal de reciclagem de lixo eletrônico na Nigéria. O novo investimento deve alavancar mais de 13 milhões de dólares em financiamentos adicionais do setor privado.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), até 100 mil pessoas trabalham no setor informal de lixo eletrônico na Nigéria. O investimento irá ajudar a criar um sistema que formaliza estes trabalhadores, dando a eles empregos seguros e decentes, enquanto ao mesmo tempo captura o valor latente nas 500 mil toneladas de lixo eletrônico despejadas na Nigéria todos os anos.

“Uma economia circular gera benefícios econômicos e ambientais tremendos para todos nós”, disse a diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, Joyce Msuya.

“A ONU Meio Ambiente está orgulhosa em apoiar esta parceria inovadora com o governo da Nigéria e com o Fundo Mundial para o Ambiente e apoiar os esforços do país para dar início a um sistema circular de eletrônicos. A sobrevivência de nosso planeta irá depender de como retemos o valor de produtos dentro do sistema ao aumentar suas vidas úteis”.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).

8 de ago. de 2018

No Brasil, o assunto lixo eletrônico, em geral, ainda não possui grande atenção da sociedade. Apesar de ser um assunto regulamentado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) através da Lei 12305 de 2010, quase nada progrediu em relação ao tema, continuamos sem um trabalho forte envolvendo empresas e a comunidade como um todo.



Poucas são as pessoas que se preocupam em entregar um aparelho eletrodoméstico sem uso, um celular obsoleto ou uma lâmpada queimada em um posto de recolhimento, garantindo assim um destino correto para seu resíduo.

Uma pesquisa realizada pelo IDEC-Market Analysis, mostrou que apenas 1% dos descartes dos celulares, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos são feitos em pontos de coleta específicos, levando em conta que somos o País é líder na geração de lixo eletrônico na América Latina e segundo colocado nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, isso significa que muito lixo eletronico esta sendo descartado de maneira errada pela população.

Os motivos pelos quais a geração de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) aumenta no Brasil, não diferem muito das dos países em desenvolvimento e são:


  • Ciclo de vida dos eletroeletrônicos;
  • Dependência crescente de produtos eletrônicos;
  • Fluxo de resíduos eletroeletrônicos dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento




O que acontece com fogões, geladeiras e micro-ondas, eletrodomésticos que costumam ser utilizados por muitos anos, é bem diferente do que com os celulares, notebooks e televisores.,estes itens em 80% das residências são trocados com muita frequência, os dados traduzem-se através de uma análise do ciclo de vida do produto: o consumidor dá maior importância à durabilidade para geladeiras, máquinas de lavar, etc. e maior importância de aquisição das novas tecnologias como aparelhos digitais.

Aproximadamente, 50% das trocas de aparelhos digitais, celulares e eletroeletrônicos não foram efetuadas por desgaste ou mau funcionamento do aparelho e sim, porque o novo era mais atual, mais moderno, melhor ou com mais funções, ou seja, a troca não era obrigatória, esse tipo de ação contribui significativamente para o aumento do lixo eletrônico.

Para agravar o problema de geração deste tipo de lixo, além das trocas de equipamentos motivadas pela propaganda e novas tecnologias e, assim como já acontece nos países desenvolvidos como EUA, Japão e outros países, aqui no Brasil inicia-se o descarte de equipamentos em bom estado ou com condições de uso aceitaveis.

Como consequência, temos um grave dos problemas da geração de lixo eletroeletrônico. O “catador” sai da captação de plástico, papelão e latas de alumínio, para desmontar os equipamentos eletroeletrônicos em busca principalmente de cobre, porém sem conhecimento dos perigos inerentes a estes desmontes e sem os equipamentos de proteção individual adequados. Sendo assim, tem contato direto ou indiretamente com substâncias nocivas colocando em risco à sua saúde e a do meio ambiente.

Em um celular ou computador encontramos mais de 40 elementos químicos diferentes e alguns destes apresentam-se como vetores de dermatites e outros mais nocivos à saúde, provocando cânceres, enfisemas (infecções nos pulmões) e alterações neurológicas e cromossômicas.
Como exemplos: o chumbo está presente em circuitos impressos e baterias; o cádmio em tubos catódicos, circuitos de refrigeração e circuitos impressos; o mercúrio em algumas lâmpadas e baterias; o antimônio nos circuitos impressos e tubos de raios catódicos, entre outros.

O chumbo acumula-se no organismo e mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático, causando intoxicações crônicas. Níveis elevados de chumbo podem causar vômito, diarreia, convulsão, coma ou até mesmo a morte.

O cádmio é absorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões, tem efeitos teratogênicos e cancerígenos.

O mercúrio é considerado como altamente tóxico. Tem efeito acumulativo no corpo humano e pequenas quantidades, entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem. Provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica – má formação de fetos durante a gravidez.

No caso do antimônio temos as contaminações por contato, ocasionando dermatites. Por inalação temos irritação do trato respiratório, sendo uma substância potencialmente cancerígena.

Além dos malefícios à saúde, há também a contaminação do solo e das águas fluviais, que atingem diretamente e indiretamente o ser humano, através da cadeia alimentar. A solução, ou minimização, dos efeitos do lixo eletrônico vem com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), de 2010, que traz o reconhecimento do trabalho dos catadores e exige das cidades e empresas privadas, a parceira com associações e cooperativas de catadores.

Assim, surge a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e sociedade, visando o retorno dos produtos após o consumo. Um dos pontos relevantes da PNRS é a inclusão dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis no processo de logística reversa.

Como ficaria este assunto no Brasil após implantação da Lei 12.305?

  •  Através da Logística Reversa as empresas devem coletar seus produtos. Mais produtos retornarão às indústrias após seu uso pelo consumidor. As empresas devem divulgar aos consumidores onde descartar o lixo eletrônico.
  •  Através da reciclagem dos resíduos, haverá uma diminuição da extração mineral.
  •  O consumidor exercerá seus direitos junto aos governantes. Através de campanhas educativas, os consumidores farão a separação mais criteriosa nas residências.

A PNRS tinha prazo inicial estipulado para implantação em 2014 como os municípios não conseguiram cumprir o prazo foi aprovado na Câmara de Deputados mais quatro anos, através da Medida Provisória 651/14. Assim, este prazo vence em 2018. Como nenhum órgão municipal avançou neste assunto, provavelmente, nada estará implantado este ano.

Resta então a opção de divulgar informações para a população sobre os riscos de manuseio destes resíduos eletroeletrônicos, orientando sobre os descartes corretos, na esperança que as informações se multipliquem e cheguem à maior parte da população.

Fonte: Envolverde

20 de jul. de 2018

Muito se fala em "pegada de carbono" e sobre a importância de reduzir, mas afinal você sabe o que é pegada de carbono ou para que serve ?

Muitas atividades rotineiras que você faz acabam proporcionando emissões atmosféricas de gases do efeito estufa (GEEs). Para que se tenha noção das quantidades, todos esses gases podem ser convertidos em dióxido de carbono equivalente (CO2eq). Quando mensuramos a quantidade de dióxido de carbono equivalente emitida na atmosfera temos a pegada de carbono. Mas antes de sabermos para que ela serve, vamos entendê-la melhor.

O que é a pegada de carbono ?

A pegada de carbono (carbon footprint - em inglês) é uma metodologia criada para medir as emissões de GEEs - elas são convertidas em CO2eq. Os gases são emitidos na atmosfera durante o ciclo de vida de um produto, de processo ou de um serviço; exemplos de atividades que geram emissões: queima de combustíveis fósseis, cultivo de arroz, criação de pastagem para gado, desmatamento, queimadas, produção de cimento, entre outras.



A pegada de carbono também faz parte da pegada ecológica (ou ambiental), definida por Rees and Wackernagel, que é uma metodologia que mensura a quantidade de terra necessária para sustentar o nosso estilo de vida. A pegada de carbono faz parte desta metodologia, pois uma parte do dióxido de carbono é absorvida por oceanos e florestas que são áreas bio produtivas. A pegada de carbono representa, hoje em dia, mais de 50% da pegada ecológica, sendo o fator que mais cresce desde a década de 70 do século XX, quando a pegada de carbono era uma pequena fração da pegada ecológica.

Para que serve a pegada de carbono ?

Por meio da pegada de carbono podemos analisar os impactos que causamos na atmosfera e as mudanças climáticas ocasionadas pelo lançamento de GEEs a partir de cada produto, processo ou serviço que consumimos, pois emitimos muito mais gases do que a Terra é capaz de absorver. Se você come um prato de arroz e feijão, saiba que houve uma pegada de carbono para essa refeição (plantação, cultivo e transporte). Conhecer as nossas emissões de dióxido de carbono equivalente, direta ou indiretamente, é muito importante para reduzi-las com a finalidade de desacelerar o aquecimento global, melhorar a qualidade de vida do planeta, reduzir a pegada ecológica e evitar o overshoot, conhecido como a sobrecarga da Terra.

Como reduzir a pegada de carbono?

A mudança de hábitos é essencial para a redução da pegada de carbono. Escolher produtos que possuem embalagem recicláveis ou recicladas, preferir alimentos orgânicos, usar sacolas retornáveis, ser vegetariano pelo menos uma vez na semana, fazer a compostagem dos resíduos orgânicos, reduzir o consumismo e deixar o carro em casa, substituindo-o por bicicleta ou por transporte coletivo (um litro de gasolina emite 2,3 kg de CO2eq na atmosfera e a fabricação de cinco sacolas plásticas emite 1 kg de CO2eq)... Todas essas ações contribuem para a redução da pegada de carbono.

Fonte: Global Footprint NetworkEcycleWWF BrasilSGS Brasil.

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