Meio Ambiente e Sustentabilidade
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14 de mai. de 2008

Posted by Pedro Malta on 00:10 in | No comments













Encha o tanque com pneu velho

Químico da Universidade de Leeds, na Inglaterra, está usando uma técnica antiga para reciclar pneus.

Os 700 milhões de pneus carecas jogados fora anualmente no mundo todo não precisarão mais entulhar os depósitos de lixo. Logo eles poderão servir de combustível em postos de gasolina e indústrias. O químico Paul Williams, da Universidade de Leeds, na Inglaterra, está usando uma técnica antiga para reciclar os pneus, transformando-os em petróleo e outras substâncias úteis na indústria química. O procedimento, chamado pirólise, consiste em aquecer a borracha misturada ao elemento nitrogênio. Ela se decompõe ao reagir com o nitrogênio em alta temperatura, produzindo óleo combustível, carbono e aço. Os pneus podem render até 60% do seu peso em petróleo. Mas você ainda terá de esperar um pouco para abastecer o carro com os reciclados: por enquanto, a qualidade de óleo obtido na pirólise ainda é muito baixa para ter valor comercial.

O pneu gasto, mais conhecido como careca, parece não ter mais nenhuma utilidade. Além disso, não serve nem mesmo como matéria-prima para a produção de um novo pneu devido à vulcanização. Mas não é bem assim. Quando reciclado, pode virar muita coisa, como asfalto de borracha, sola de sapato e tapetes para carros ou mesmo combustível. Desde 1999 a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) coleta e destina os chamados itens inservíveis (sem uso), já retirou na natureza 700 mil toneladas ou 139 milhões de pneus de automóveis de passeio. O investimento está em US$ 37 milhões,

O pneu sem uso é um grande gerador de entulho. Durante as obras de rebaixamento da calha do Rio Tietê, em São Paulo, em 2005, foram retirados do 90 mil pneus das águas. Após serem coletados, são retirados os aros de metal (que também pode ser reciclado para o setor siderúrgico) e a borracha triturada. Como o poder calorífico do material obtido é alto, semelhante ao do coque de petróleo e superior ao do carvão, pode ser largamente utilizado como fonte de energia (destino de 69% do produto reciclado); geralmente é opção à substituição do combustível fóssil em fornos de cimenteiras.

Segundo Álvaro Augusto de Oliveira, gerente-geral da Reciclanip, pneus reciclados podem ser usados para fabricar asfalto de melhor qualidade. O asfalto de borracha adquire uma memória elástica que dilata e contrai enquanto os veículos circulam sobre ele, assim se adaptando melhor às variações de temperatura. Para cobrir um quilômetro de rodovia são necessários 4,6 mil pneus de passeio. Apesar de o preço ser quase 30% maior, Oliveira afirma que vale o investimento pela preservação das estradas e do próprio meio ambiente.

Outros destinos são os artefatos de borracha (24% do total), como tapetes para carros, pisos industriais, quadras poliesportivas, rodas para carrinhos de supermercados, artigos para jardinagem. Existe ainda o uso em laminação (7%), na produção de percintas (indústria de móveis), solas de sapato e dutos de águas pluviais.

Pneus usados vão virar óleo combustível

A Petrobrás desenvolveu tecnologia que permite incorporar os pneus velhos ao xisto (mineral com baixo teor de óleo) para a produção de combustível. Método já está gerando emprego para os catadores de papel de Curitiba

A Petrobrás desenvolveu um método para transformar pneus velhos, um perigo para o meio ambiente e para saúde (por causa dos mosquitos da dengue), em óleo combustível, usado principalmente nas usinas termelétricas para produção de eletricidade.

A tecnologia foi desenvolvida pela Unidade de Negócios da Industrialização do Xisto da Petrobrás instalada em São Mateus do Sul (PR), a cerca de 140 quilômetros de Curitiba. Depois de um ano de teste, a unidade desenvolveu tecnologia para usar o pneu velho, em conjunto com o xisto (mineral com baixo teor de óleo - entre 7% e 11%) , para a geração de óleo combustível e outros derivados.

Alguns catadores de papel da região metropolitana de Curitiba descobriram com essa nova tecnologia uma nova forma de ganhar dinheiro e estão juntando pneus usados. A reciclagem de pneus é estimulada pela Prefeitura de Curitiba.

A Petrobrás vem estudando o uso do xisto há mais de 30 anos. A possibilidade do uso de resíduos de pneus (pneus cortados) resultou da pesquisa em torno do processo e abriu um novo e promissor filão de negócios.

"Além de rentável é ecologicamente correto", observa o gerente-geral da unidade, Paulo Rosa de Campos.

Cerca de 30 milhões de pneus velhos são abandonados por seus donos a cada ano no Brasil, e apenas uma pequena parcela deles é reciclada. A capacidade instalada da usina do Paraná permite reciclar quase inteiramente toda a sucata de pneus de um ano do País. Segundo Campos, são 27 milhões de pneus por ano, que seriam misturados às rochas do xisto.

Mesmo tendo iniciado a operação efetiva no segundo semestre do ano passado, Campos garante que quase já não há pneu usado nas cercanias de Curitiba. "Os catadores de papel descobriram que o pneu usado é um negócio rentável", observou. Cada pneu velho rende R$ 0,30 ao catador curitibano. A opção de usar a mão-de-obra que já atuava com papel mostrou-se acertada, na avaliação do executivo. "A logística funciona de forma bastante satisfatória", observa.

A tecnologia para a reciclagem do pneu foi desenvolvida internamente pela Petrobrás e o início da operação da unidade se dá em bom momento. A partir deste ano, importadores e fabricantes de pneus novos são responsáveis pela destruição ou reciclagem do produto usado.

Em 2002, para quatro pneus importados ou fabricados, a empresa responsável terá de destruir um pneu velho (25%) e essa proporção sobe para 50% em 2003, 75% em 2004 e 100% em 2006.

A nova determinação, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), faz com que o Brasil seja o primeiro país do mundo a tornar a reciclagem de pneus obrigatória, segundo Campos.

Outro "braço" do governo fortemente interessado na destruição dos pneus velhos é o Ministério da Saúde. O governo constatou que o pneu velho é um dos principais responsáveis pela propagação da dengue, por ser foco de criação do mosquito.

A Petrobrás paga R$ 50 por tonelada de pneu já granulado, ou seja, cortado em tamanhos previamente definidos pela empresa. Com isso, além dos catadores de pneus, outras empresas se beneficiam da iniciativa, inclusive metalúrgicas próximas à Curitiba, além de empresas de transporte.

O pneu exige cortes especiais porque, além da borracha, tem em sua composição fios de arame, o que aumenta a sua resistência. Mas Campos está otimista. "A reciclagem de pneus já se mostrou tecnicamente viável e tende a se tornar um negócio promissor daqui para frente", afirma. Segundo ele, não existem experiências semelhantes em outras partes do mundo.



Pesquisador propõe substituição de combustíveis fósseis por pneus velhos

Uma pesquisa realizada na Escola Politécnica (POLI) da USP aponta um novo caminho para ampliar a geração de energia no País. Um estudo realizado no Laboratório de Análise Térmica do Departamento de Metalurgia e de Materiais da Poli propõe um método para a queima de pneus que reduz drasticamente a geração de fumaça e ainda gera excedentes de energia em relação aos processos tradicionais. A pesquisa é inédita. "Muitas pessoas trabalham com pneu, mas a utilização de filtro cerâmico com variações de temperatura na emissão de poluentes durante o processo de combustão é única no mundo", esclarece o pesquisador Jefferson Caponero, que está elaborando uma tese de doutorado sobre o tema.
O método imaginado por Caponero utiliza a pirólise, processo em que ocorre a degradação térmica do material com a ausência de oxigênio. Neste processo, enquanto a temperatura aumenta o material torna-se gasoso. Algo semelhante acontece com a água em evaporação. No caso dos pneus, a utilização de um filtro de carbonito de silício conseguiu diminuir em 99% a quantidade de fumaça gerada. O filtro retém as partículas que poderiam ficar soltas no ambiente em forma de fumaça. As partículas podem, então, ser queimadas e gerar mais energia. "Não se consegue tal resultado com filtros normais, pois queimam a altas temperaturas", afirma o pesquisador.
Caponero utilizou um sistema em dois estágios para aumentar a eficiência da queima dos pneus. Assim, os resíduos em forma de fuligem gerados no primeiro estágio podem ser quase que totalmente queimados no segundo estágio. O índice de aproveitamento é muito alto e a emissão de poluentes torna-se muito baixa. Esta foi uma das preocupações do pesquisador, que passou um período em Boston, nos EUA para complementar suas experiências. Lá, Caponero concluiu que a queima pode ser a mais completa possível. É isso que evita danos ao meio ambiente. A poluição quando se queimam pneus é resultado dos resíduos do processo, que levam muito tempo para se degradar no meio ambiente.
Segundo Caponero, o processo "poderá substituir combustíveis fósseis, que são um problema para o Brasil, país pobre nessa área. Petróleo e carvão mineral são combustíveis fósseis, substituíveis pela queima de pneus com vantagem". A comparação do pneu com o carvão pode demonstrar a viabilidade do projeto. Para o pesquisador, o carvão é caro. "Seu preço unitário é baixo mas, por ser utilizado em grande quantidade, sai quase tão caro quanto a energia elétrica". Como o pneu velho é normalmente encarado como lixo, o seu valor é baixo. "Se conseguirmos um processo de queima do pneu que se equipare em emissões ao carvão, ele ganha mercado", deduz. A vantagem é ampliada por outros resíduos gerados. O método também resulta em gás, óleo e carvão. Estes elementos aumentam as possibilidades energéticas do processo, pois podem servir como combustível para diversos tipos de indústrias.
O pneu é usado atualmente em alguns lugares do mundo para aquecer fornos em indústrias papel e celulose e cimento. Mas a fumaça preta gerada em sua queima inibe uma maior utilização. As vantagens buscadas pelo estudo de Caponero são um maior aproveitamento do poder calorífico da borracha e uma emissão de poluentes reduzida. O estudo ainda está sendo finalizado. Será concluído no início do próximo ano. Mas boa parte dos resultados já podem ser conferidos com o próprio pesquisador, que já está atendendo interessados.
Mais informações: ( (0XX11) 3091-5235 ou 3091-5243


Pneus velhos serão transformados em combustível na Paraíba

Mais de três milhões de pneus serão triturados na Paraíba e usados como combustível.

Os pneus serão transportados a partir do final de março em curso, para a fábrica de cimento Cimepar, em João Pessoa (PB), onde serão triturados e usados como combustível, em substituição ao coque de petróleo, importado dos Estados Unidos e Venezuela.

Para tanto, será lançado o programa Nordeste Rodando Limpo, próxima segunda-feira (14) às 16h, na Cimepar, do Grupo Cimpor (Cimento de Portugal), instalada na Ilha do Bispo, em João Pessoa.

O gerente de Meio Ambiente do Grupo Cimpor, Cristiano Bacin, disse que o programa Nordeste Rodando Limpo, em João Pessoa, "é uma versão do original lançado em 2003 no Paraná e se constitui em uma ação de responsabilidade social, que tem como objetivo erradicar a dengue e a febre amarela e outras doenças, além de eliminar toneladas de resíduos sólidos poluentes (pneus velhos) que contribuem para o acúmulo de água parada, principal foco de reprodução de mosquitos transmissores de doenças".

Atualmente, no Paraná, lembrou Cristiano, o Rodando Limpo congrega entidades comerciais e empresariais e conta com o apoio da Petrobrás. No ano passado, a iniciativa conseguiu a marca recorde de erradicação da dengue, com um índice de redução de 99,7%, no Paraná.

Diante do sucesso, os idealizadores pretendem expandir a área de atuação do Programa para todo o País, começando pelo Nordeste, com o apoio institucional dos governos estaduais. Pernambuco e Paraíba foram escolhidos para dar o pontapé inicial na Região.

Responsabilidade

Em julho de 1999, a Resolução nº 258 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabeleceu que as empresas, fabricantes e importadores de pneus sejam obrigados a comprovar anualmente, junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), a destinação final ambientalmente adequada das quantidades dos chamados pneus "inservíveis" produzidos ou comercializados.

De acordo com a determinação federal, as fábricas e distribuidoras de pneus tiveram o compromisso de reciclar 25% de sua produção no ano passado. Para este ano, o volume deve ser de 50%. A missão ainda é atingir 100% em 2004. No ano de 2005, a reciclagem deverá superar a produção, com cinco pneus reciclados para cada quatro fabricados.

O Conama ainda proibiu o armazenamento de pneus velhos em grandes espaços, a céu aberto. Mesmo assim, segundo levantamentos técnicos, atualmente existem cerca de 100 milhões de pneus abandonados em aterros, lixões, córregos, lagoas e rios do Brasil. A triste realidade serve apenas para oferecer mais riscos ao Meio Ambiente e à saúde pública.

O problema tende a ser ainda pior já que, no mês passado, o governo federal isentou de qualquer multa as importações de pneus "meia-vida" vindos dos países do Mercosul, principalmente da Argentina. Após a decisão, os EUA e a União Européia se mostraram interessados em exportar este material para o mercado brasileiro. Com a medida, reprovada por integrantes do próprio PT, o Brasil passará a receber mais de 40 milhões de pneus recauchutados por ano, transformando-se em um lixão mundial.








UE não poderá mais depositar pneus em aterros e quer exportá-los para o Brasil

Os aterros sanitários da União Européia (UE) recebem, em média, 80 milhões de pneus triturados anualmente. A partir de 16 de julho deste ano, os países da UE terão de encontrar outro destino para esses resíduos. A legislação da UE, por meio da norma técnica Diretiva sobre Aterros 1999/31/CE, passa a proibir o depósito de pneus triturados em aterros sanitários. Esse é um dos motivos que levou a UE a pressionar o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) para liberar a importação de pneus reformados.

Detentor da maior frota de veículos dos países em desenvolvimento, o Brasil é um destino em potencial para os pneus usados europeus. E pneus de automóveis só podem ser reformados uma única vez. Isso significa que os pneus reformados importados da Europa têm uma vida a menos do que o pneu novo e se transformarão em lixo no Brasil. Se o governo brasileiro for obrigado por decisão da OMC a permitir a entrada de pneus reformados, os europeus encontrarão no território brasileiro uma alternativa para os seus aterros sanitários.

O marcos regulatório da UE demonstra que esses países estão cientes dos problemas do acúmulo de pneus no meio ambiente e para a saúde, aspectos que são amplamente abordados na defesa brasileira. Estão crescendo cada vez mais as restrições para o tratamento desses resíduos gerados nos países desenvolvidos. Desde 2003, os países da UE não podem mais depositar pneus inteiros nos aterros sanitários e, agora, não podem mais depositar nem pneus picados. A partir de dezembro deste ano, a legislação determina que os europeus devam reutilizar e revalorizar 85% do peso de cada veículo (e nesse percentual incluem-se os pneus). Em 2008, a lei torna-se ainda mais restritiva para a emissão de gases na atmosfera, o que vai interferir na queima de pneus como combustível em fornos de cimenteiras ou fábricas de papel.

A UE se opõe explicitamente ao despejo do ônus dos resíduos de pneus sobre seus países-membros mais pobres, porém, adotou como instrumento de gestão de resíduos a exportação de resíduos de pneus para países não-membros. Em janeiro, a União Européia contestou a posição do Brasil em relação aos pneus reformados na OMC. Entre os dias 5 e 7 de julho, acontece em Genebra, Suíça, a primeira reunião da OMC para tratar do assunto. O Brasil apresentou sua primeira petição no dia 8 de junho.

A delegação brasileira que vai à Genebra defender a proibição da importação de pneus reformados terá representantes dos ministérios de Relações Exteriores, da Saúde, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Meio Ambiente, do IBAMA e da Casa Civil. A defesa do país estará baseada em aspectos ambientais e de saúde pública, conforme decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A defesa do Brasil sustenta que o resíduo de pneu é um problema crescente e grave de saúde pública, particularmente em países de climas tropicais, já que empilhados servem de criadouros para mosquitos transmissores de dengue, febre amarela e malária. A queima desse resíduo também cria uma ameaça perigosa. Ela libera óleo pirolítico, que contém produtos químicos tóxicos e metais pesados capazes de produzir efeitos adversos à saúde, como perda de memória, deficiência no aprendizado, supressão do sistema imunológico, danos nos rins e fígado. Esse óleo pode viajar longas distâncias, contaminando solo e água, além de penetrar em lençóis freáticos. Estudos demonstram que a poluição de águas causada pelo escorrimento derivado da queima de pneus pode durar até 100 anos.

A queima do pneu emite ainda fumaça tóxica e pode representar riscos de mortalidade prematura, deterioração das funções pulmonares, problemas do coração, depressão do sistema nervoso e central. A céu aberto, ela é 13.000 vezes mais mutagênica que a queima de carvão em instalações bem desenhadas e operadas apropriadamente. E a incidência de incêndios de pneus é comum. Só em Minas Gerais foram registrados 338 incêndios de pneus desde 2000, no Distrito Federal foram 64 desde 2002 e o Paraná registrou 63 somente em 2005.

Os motivos do Brasil manter a proibição da importação desse resíduo são vários. Como os próprios países da UE defendem internamente, o armazenamento de pneus em aterros não é seguro do ponto de vista ambiental: "eles tendem a voltar à superfície e quebrar as coberturas das camadas, prejudicando o assentamento da terra no longo prazo e a sua reabilitação". Os europeus ainda se preocupam com os pneus porque eles "podem lixiviar substâncias químicas orgânicas potencialmente prejudiciais" e porque o aço dentro deles "pode danificar as camadas da geomembrana".

Utilizados como combustível em fornos de cimenteiras, em função do alto conteúdo energético, os pneus não deixam de emitir poluentes para atmosfera na incineração. A diferença da queima a céu aberto é a presença de controles de emissões, que reduzem, mas não eliminam o volume de poluentes. A reciclagem também é difícil por não ser possível obter materiais, a partir do pneu, com propriedades similares às dos materiais originais usados na sua produção. O custo para o corte, a trituração e a granulação é alto. Além disso, o uso de grânulos finos no asfalto ainda não teve o impacto ambiental totalmente avaliado. A Europa utiliza apenas 1% de seus grânulos de borracha para a superfície de estradas. Há ainda outros usos dos resíduos de pneus, como a fabricação de solas de sapatos e de campos de golfe indoor, mas inda permanecem em caráter experimental.

O controle sobre o tratamento dos resíduos de pneus também é muito complexo. Em 2005, oito empresas fabricantes foram multadas pelo IBAMA por não darem destinação final ambientalmente adequada aos pneus chamados inservíveis (que não podem mais ser reformados), conforme Resolução 258/99 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), referente ao ano de 2004. O valor total das multas chegou a R$ 20.543.895,00. A Pirelli Pneus S/A e a Goodyear do Brasil Produtos de Borracha Ltda. foram as duas empresas que pagaram multas mais altas: R$ 6,5 milhões e R$ 6 milhões, respectivamente.

O IBAMA também multou importadores, que trazem pneus usados para o país por meio de liminares judiciais como matéria prima, por não cumprimento da mesma resolução. As multas também foram aplicadas pelo IBAMA ter identificado a venda direta de pneus usados importados (meia vida), o que é ilegal. Entre 2003 e 2005, cinco importadoras foram multadas por R$ 4.880.592. A BS Colway Pneus Ltda foi responsável pelo maior volume de pneus não destinados devidamente nesse período.

Vários países mantêm, como o Brasil, a proibição sobre a importação de pneus usados e reformados. Argentina, Bangladesh, Bahrén, Nigéria, Paquistão, Tailândia e Venezuela proíbem a importação desse resíduo. Marrocos, Macedônia, São Vicente e Granadinas e Jordânia exigem licença prévia para autorizar esse tipo de importação. No entanto, somente o Brasil é alvo de contestação da UE na OMC.

A discussão sobre a importação de pneus usados e reformados não se dá apenas na esfera internacional. O Brasil está debatendo o assunto internamente, por meio do projeto de lei 203/91 que tramita na Câmara dos Deputados. O projeto institui a Política Nacional de Resíduos. A votação do substitutivo do projeto realizada no último dia 21 foi anulada pela Mesa Diretora da Câmara, sob a alegação de que o relator, deputado Feu Rosa (PP-ES), já havia apresentado proposta sobre o mesmo assunto na Casa.

Fonte: ASCOM/MMA


A disputa na OMC

Em janeiro deste ano, a União Européia (UE) solicitou à Organização Mundial do Comércio (OMC) o estabelecimento de um painel arbitral para analisar a postura brasileira quanto à importação de pneus reformados daquela região. O Brasil proíbe a importação de pneus reformados e de carcaças, baseado em questões ambientais e de saúde pública. O Governo Federal mantém essa posição, pois reconhece que dar um fim adequado a esse tipo de resíduo é hoje um problema internacional.

O impasse envolvendo a UE se iniciou em novembro de 2003, quando o Bureau Internacional das Associações de Vendedores e Recapadores de Pneumáticos (Bipaver, sigla em francês) alegou que a proibição da entrada de pneus reformados pelo Brasil estaria causando prejuízos comerciais a alguns reformadores europeus. Com isso, a União Européia realizou, em janeiro e março de 2004, investigações sobre o que seriam
práticas comerciais brasileiras que impedem a importação de pneus reformados.

O Governo Brasileiro forneceu aos europeus, cópias da legislação pertinente, dados estatísticos e, principalmente, informou sobre as razões ambientais e de saúde pública que levaram o país a proibir a importação de pneus usados.

Apesar dos esforços e ao contrário das expectativas, o relatório das investigações da UE, de setembro de 2004, concluiu que as medidas brasileiras estariam contrariando regras da OMC. O documento recomendou que fosse definido prazo, até outubro daquele ano, para que o Brasil baixasse suas barreiras. O que não aconteceu.

Em junho de 2005, a União Européia solicitou ao Brasil a realização de novas consultas. Na ocasião, o Brasil, mais uma vez, forneceu todas as respostas às questões formuladas pelos europeus. Demonstrou, inclusive, que as medidas adotadas internamente estão de acordo com o sistema multilateral de comércio.

No entanto, ainda insatisfeita com o resultado de toda a série de consultas, a UE decidiu apelar à OMC e tentar forçar a entrada de milhares de pneus reformados no Brasíl. A mesma iniciativa não foi tomada contra a Argentina, que também proíbe a entrada de pneus usados, uma ação semelhante a que adotou em relação ao Brasil.

Abrir o mercado brasileiro à importação de carcaças de pneus ou de pneumáticos reformados (com vida mais curta) pode agravar os problemas do país. A capacidade nacional de dar um destino adequado a esse tipo de resíduo ficaria sobrecarregada, trazendo mais impactos ao meio ambiente e à saúde da população.

Caso o Brasil perca a disputa junto à OMC, também há o risco de, futuramente, ser obrigado a aceitar a entrada de outros bens de consumo usados, como eletro-eletrônicos. Assim, o país poderia se tornar um grande depósito de resíduos de países desenvolvidos, como já ocorre em regiões da África.

Uma derrota brasileira também enfraqueceria a posição de outros países em desenvolvimento membros da OMC, que desejam adotar medidas contra a entrada de resíduos em seus territórios.

Posted by Pedro Malta on 00:02 in | No comments

A destinação de pneus inservíveis

Principais formas de eliminar pneumáticos no Brasil são:

1. Em fornos de fábricas de cimento, onde a queima de pneus invariavelmente provoca emissões de substâncias e compostos químicos perigosos, como dioxinas e furanos. Classificadas como Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), devem ser cuidadosamente controladas, razão pela qual os países definem limites de emissões e estabelecem regras para o monitoramento desses poluentes.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) 26 das 47 cimenteiras têm licença para usar pneus. Algumas não queimam resíduos porque não contam com os equipamentos de segurança exigidos para reduzir suas emissões, ou porque a queima de pneus não se revelou economicamente viável.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a matriz energética da indústria de cimento aponta o coque como o combustível mais utilizado em seus fornos. Para justificar os investimentos necessários à substituição desse combustível (também altamente poluidor) por pneus, as indústrias necessitariam de um fluxo permanente de pneumáticos usados;

2. Na usina de xisto da Petrobrás, no Paraná, o pneu é misturado com o xisto betuminoso para extração de óleo. Do pneu usado no processo industrial é extraído cerca de 50% na forma de óleo, 10% se transformam em gases e água e o restante em resíduos perigosos (40%), que devem ser tratados para, em seguida, acabarem na mina de onde o xisto foi extraído;

3. Aplicação no asfalto-borracha. Os principais problemas do asfalto convencional são as rachaduras e o afundamento. Estudos demonstram que o asfalto-borracha possui alta resistência à deformação, menor ruído, melhor drenagem e maior aderência. Por outro lado, o uso de pneus em manta asfáltica tem apresentado problemas operacionais, pois a borracha perde suas propriedades ao ser reaquecida, dificultando a sua operação, além de exigir uma granulometria fina que encarece o processo. Outro ponto crítico é a disposição final após seu uso, pois a adição de borracha dificulta sua reciclagem. O Brasil possui em torno de 500 quilômetros de pavimentação com asfalto-borracha.

4. Na fabricação de solas de sapatos, cintas de sofás e outros. Esse reaproveitamento é artesanal e gera resíduos durante seu corte. Após o uso desses produtos, a borracha terá que ter uma destinação final;

5. E ainda para substituir uma quantidade de borracha virgem na produção de produtos como tapetes, pisos industriais, quadras esportivas, peças automotivas etc. Esses produtos também terão que ter uma destinação final após seus usos.

13 de mai. de 2008

Posted by Pedro Malta on 21:07 in | No comments

A coleta e a reforma de pneus

O Governo Federal não é contra o reaproveitamento de pneus usados, desde que sejam usadas carcaças nacionais. Reconhece que a reforma - a recapagem, a recauchutagem ou a remoldagem -aumenta a vida útil do pneu. Portanto, esses processos são benéficos do ponto de vista da minimização da geração de resíduos.

Não importa qual processo de reforma um pneu tenha sofrido, sempre será considerado pneu usado. Um pneu de passeio só pode ser reformado uma única vez. Portanto, um pneu reformado tem apenas uma “vida”, tornando-se lixo após seu uso.

É importante salientar que não é verdadeira a afirmação de empresas reformadoras, de que a maioria das carcaças nacionais não pode ser recuperada. Isso se deveria a danos causados nos pneus pelas condições das rodovias brasileiras. O Inmetro reconhece que as carcaças são plenamente passíveis de reforma.

O sistema de coleta de pneus inservíveis implantado hoje no Brasil é insuficiente. Os pontos concentram-se em cidades com menos de 100 mil habitantes, enquanto que 70% da frota de veículos está em cidades com mais de 100 mil habitantes.

Para o melhor aproveitamento das carcaças brasileiras, então, é necessário aperfeiçoar o sistema de coleta, sob responsabilidade dos geradores e com a participação dos pontos de revenda e de outros atores, e o controle do uso dos pneus no país. Esse sistema deverá:

  • assegurar a segunda vida aos pneus produzidos no país ou importados novos;
  • garantir matéria-prima em quantidade suficiente para reformadores de pneus;
  • ampliar a atividade de reforma de pneus e a geração de empregos;
  • evitar a disposição inadequada de pneus inservíveis;
  • direcionar pneus inservíveis para destinações licenciadas.

Também é preciso melhorar e ampliar a fiscalização para que os órgãos responsáveis coíbam o uso dos pneus até o fim da vida, estabelecendo um sistema de inspeção veicular. Como vantagens dessas práticas, haverá maior segurança nas estradas e menor geração de resíduos.

10 de abr. de 2008

Posted by Pedro Malta on 08:28 in | No comments
O cientista Maulori Cabral, professor de microbiologia da UFRJ, e pesquisadores da universidade e da Fiocruz descobriram que uma garrafa pet pode virar uma arma para derrotar o mosquito da dengue. A armadilha ganhou o nome de "mosquitérica".

Material
  • Garrafa pet
  • Pedaço de microtule
  • Lixa
  • Fita isolante
  • Alpiste, arroz ou ração para gato
  • Tesoura.
A garrafa é cortada, a boca coberta com o tule, dentro vai arroz triturado e depois água. Uma parte da garrafa é encaixada na outra e vedada com fita isolante. O mosquito vai colocar os ovos perto da água. As larvas nascem, passam pela tela para comer lá embaixo. Elas crescem e não conseguem voltar pela tela, ficando presas dentro da garrafa e morrem.

Mas antes de fabricar a sua própria mosquitérica, é preciso se livrar de todos os possíveis focos de mosquito em casa. Só assim a armadilha vai ser 100% eficiente para eliminar o aedes egypt..

Atenção: Não confundir o micro tule com tule, aquele usado em véu de noiva. O tule é mais aberto e pode deixar o mosquito escapar. Também é importante trocar a água uma vez por mês e antes de jogar fora, colocar detergente para matar as larvas do mosquito.



Video 1

Video 2

Video 3

Para construir sua mosquitéria siga os passoa abaixo:

1. Dobre o pedaço de tule e cubra a boca da garrafa. Use o anel do lacre como presilha. , é necessário forçar a presilha para alcançar, pelo menos, a segunda volta da rosca.

2. A próxima etapa é cortar a garrafa em duas partes.
Antes de iniciar o corte, amasse o local da garrafa até obter uma dobra. Com o plástico dobrado fica mais fácil cortá-lo. Agora, use esse corte como furo para posicionar a tesoura e cortar o restante da garrafa; Uma das partes vai servir de copo e a outra, como um funil, será a tampa;

3. Agora você vai lixar toda a superfície da tampa, que corresponde à face interna da boca do funil, até torná-la completamente áspera e fosca. Essa peça constituirá a tampa da mosquitérica;

4. Para estabelecer a altura ideal do nível da água na mosquitérica e preciso encaixar a tampa, com o bico para baixo, dentro do copo. Identifique, de cima para baixo, o intervalo de altura que vai da boca do copo até o fundo fosco da tampa. O ponto médio desse intervalo deve ser considerado como a altura do nível da água na sua mosquitérica.
Marque esse nível com um pedaço de fita isolante, bem fino, como se fosse uma linha, colada pelo lado de fora do copo. Essa marca também delimitará o espaço de ar que ficará acima da água, entre as duas peças da mosquitérica, como você viu nas fotos da mosquitérica;

5. Chegou a hora de começar a montagem da mosquitérica: encher a parte do copo com água até o nível; colocar o alimento (quatro sementes de alpiste trituradas ou a pelota de ração felina) dentro d’água; posicionar a tampa, de maneira simétrica, com o bico para baixo.

6. Use a fita isolante para fixar as duas peças da mosquitérica e, ao mesmo tempo, vedar o espaço entre a borda do copo e a face externa da tampa;

7. Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. Após uma semana, verifique a altura da coluna de água. Se estiver abaixo do nível, complete-a. Com o nível da água mais alto, os ovos que foram depositados na superfície áspera da tampa ficarão dentro d’água e, em
poucos dias, será possível visualizar larvas de mosquitos nadando na mosquitérica. De agora em diante, observe-a todos os dias, acrescentando água à medida que esta for evaporando. As larvas se alimentarão dos micróbios presentes na água, que são alimentados pelos grãos ou sementes adicionados. As larvas eclodem do ovo, no estágio 1 e crescerão passando pelos estágios 2, 3 e 4, até se transformarem em pupas. Estas, por metamorfose, se transformarão na forma alada de mosquito.

8. Você pode saber se as larvas que apareceram são da espécie Aedes aegypti. Use o foco de luz de uma lanterna. Se as larvas fugirem da luminosidade, ou seja, se demonstrarem o fotatactismo negativo, são A. aegypti. Então, você pode ter certeza, tem alguém na redondeza criando esses “bichinhos”, como animais de estimação.


Posted by Pedro Malta on 08:05 in | No comments


A dengue, ou o dengue, é uma moléstia viral transmitida por vetor conhecido como Aedes egypti.A dengue é transmitida através da picada de uma fêmea contaminada do Aedes aegypti, pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. Um único mosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até 300 pessoas. A melhor forma de prevenção é o controle do mosquito

O controle é feito principalmente na fase larval do inseto. Deve-se evitar o acúmulo de água em possíveis locais de desova dos mosquitos. Quanto à prevenção individual da doença, aconselha-se o uso de janelas teladas, além do uso de repelentes.

É importante tratar de todos os lugares onde se encontram as fases imaturas do inseto, neste caso, a água. O mosquito da dengue coloca seus ovos em lugares com água parada limpa. Embora na fase larval os insetos estejam na água, os ovos são depositados pela mãe na parede dos recipientes, aguardando a subida do nível da água para eclodirem.

Pesquisas recentes mostraram que o uso de borra de café nos locais de potencial proliferação de larvas é extremamente eficiente na aniquilação do mosquito. Cientistas da UNESP de São José do Rio Preto - Estado de São Paulo, descobriram que a larva do Mosquito da Dengue pode ser combatido através de borra de café, já utilizada. Apenas 500 microgramas são necessários para matar a larva do mosquito transmissor, sendo sugerida a utilização de 2 colheres dessa borra para cada meio copo d'água.

Os principais sintomas são:

Dor de cabeça, nos olhos, nos músculos e nas juntas.
Febre alta (passando de 40 graus).
Manchas avermelhadas por todo o corpo.
Falta de apetite e fraqueza.
Em alguns casos, sangramento de gengiva e nariz.

1 de mar. de 2008

Posted by Pedro Malta on 23:06 | No comments












Posted by Pedro Malta on 21:15 | No comments

1) O uso do ar condicionado as vezes é um vicio, muitas pessoas ligam o ar condicionado e depois acabam por se cobrir no meio da noite, utilize o ar condicionado somente quando e onde for realmente necessário, de preferência ao uso do ventilador.

2) Se tiver mais de uma geladeira ou freezer ligados, desligue-os a menos que este seja indispensável, tente trocar os modelos antigos por modelos mais recentes e de preferência aos mais econômicos verifique o selo de consumo na hora de escolher seus eletrodomésticos. [Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados)]

3) Troque as lâmpadas mais utilizadas em sua casa por modelos que gastam menos energia e você reduzirá sensivelmente suas emissões de GEE – e também a conta de luz. Uma lâmpada fluorescente consome cerca de três vezes menos energia do que uma incandescente, e ainda pode durar até 10 vezes mais.

4) Desligue luzes e equipamentos quando não estiverem sendo utilizados. Evite deixar computadores ligados 24 horas por dia e configure-os para que desliguem seus monitores quando estão em espera.

5) Utilize o mínimo necessário de papel. Quando for se comunicar com as pessoas, dê preferência ao e-mail. Use papel reciclado sempre que possível e separe papéis e papelão para reciclagem quando for descartá-los.

6) Evite deixar a torneira aberta ao fazer a barba, escovar os dentes ou lavar a louça. E nem pense em usar mangueiras para lavar calçadas, quintais e carros. Lance mão dos baldes e evite que seu dinheiro também vá por água abaixo.

7) Separe os materiais recicláveis, pois todos eles representam uma diminuição das emissões de GEE, pois, além de evitar mais exploração de matéria-prima bruta, dispensa os gastos de energia e combustíveis fósseis no processo de fabricação e transporte.

8) Não deixe seus aparelhos em standby, Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

9) Mude sua geladeira ou freezer de lugar. Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

10) Use menos água quente. Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

22 de fev. de 2008

Posted by Pedro Malta on 22:30 | No comments

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