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2 de dez. de 2010
1 de dez. de 2010
Esse tema é muito atual afinal de contas o consumo de eletrônicos só aumenta, os preços diminuiram as ofertas aumentaram, e as modas passam rapido, hoje em dia até os livros estão ficando digitais, devemos repensar esse sistema de consumo para que não acordemos sobre uma "pilha" de lixo.
18 de nov. de 2010
17 de nov. de 2010
A partir de hoje, no Riocentro, começa a Construir Rio, a maior feira da construção do Rio de Janeiro. Em sua 15ª edição e tradicional no calendário de eventos da cidade, a Feira Internacional da Construção reunirá as principais empresas de produtos e serviços do ramo.
A cerimônia oficial de abertura vai acontecer a partir das 17 horas, no Pavilhão 3 do Riocentro e contará com a presença do Governador do Estado, Sérgio Cabral, além de representantes de vários órgãos e entidades ligadas ao setor.
A Construir Rio ocupa 46 mil m² de área, espera receber um público de mais de 50 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 90 milhões em geração de negócios.
Maiores informações aqui
16 de nov. de 2010
O Espaço de Práticas em Sustentabilidade do banco Santander ira promover no dia 16 de novembro de 2010 (hoje) no Encontro de Sustentabilidade: “Como a sustentabilidade e o crédito podem trabalhar a favor do seu negócio”. Visando discutir relações entre concessão de crédito, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável. O evento acontecerá em São Paulo e você pode participar tanto do evento presencial quanto da transmissão online. O evento será das 16h as 18h.
Para assistir o evento pela internet acesse: www.santander.com.br/sustentabilidade.
Palestrantes:
- Fernando Blanco, idealizador do Instituto para o Desenvolvimento da Cultura de Crédito (IDCC);
- Aerton Paiva, sócio-diretor da APEL e Gestão Origami, consultorias que apoiam as organizações na inserção da sustentabilidade em suas estratégias e modelos de gestão;
- Antonio Carlos de Gissi Jr, empreendedor pioneiro na área de agronegócios, fundador da empresa de fertilizantes Kimberlit.
11 de nov. de 2010
As peliculas possuem um alto pode de poluição que é ainda mais potencializado devido a presença de um metal pesado, a prata.
A reciclagem deste material alem de gerar um certa quantidade de prata gera também as peliculas limpas que são utilizadas para os mais variados fins, como: embalagens, capas de caderno e muitos outros.
Algumas técnicas vêm sendo estudadas e desenvolvidas para recuperação de prata a partir de filmes,porém muitas destas técnicas, apesar de serem eficientes na recuperação do metal, criam resíduos extremamente tóxicos (como os cianetos) que não podem ser descartados no ambiente sem tratamento apresentando grande gasto no seu tratamento.
Para recuperação de prata a partir de radiografias, devem ser considerados os seguintes aspectos, em igual relevância:
. simplicidade na execução
. menor quantidade de reagentes
. baixo custo dos reagentes
. geração de menor quantidade de resíduos
. geração de resíduos menos tóxicos
. bom rendimento
. potencialidade na recuperação/tratamento dos resíduos
Este processo apresenta riscos a saúde e ao meio ambiente, não tente fazer em casa procure uma empresa especializada.
Empresas que fazem a reciclagem do filme de R-x.
São Paulo
- Refina Metalquimica
tel: (11)5588-0766
refina@refina.com.br
DPC Brasil
Tel.: 11 4449-4609
marcio@dpcbrasil.com.br
Rio de Janeiro
- Futura Soluções Ambientais
tel (21)24131599
adm@futurambiental.com
Bahia
Metaplac Ambiental
Tel.: 77 3262-2048
metaplac@gmail.com
Se sua empresa faz este tipo de serviço e não esta aqui entre em contato conosco que teremos o prazer de colocarmos aqui.
O diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente, Geraldo Abreu, deu destaque à importância da conscientização de gestores e da sociedade sobre o tema em palestra, na semana passada, no 1º Fórum sobre Resíduos Sólidos da Universidade de Brasília (UnB), na Faculdade de Educação.
O encontro marcou o início da implantação do sistema de coleta seletiva da instituição, que criou o Programa Recicla UnB. “O Brasil deve fazer a sua parte no sentido de garantir melhor qualidade de vida para as gerações futuras e dar a sua contribuição para a sobrevivência do planeta”, disse Abreu.
Ele recomenda, para que haja bons resultados numa política que trata da destinação do lixo, o compartilhamento de ações entre os gestores e a sociedade. Segundo Abreu, o governo federal vem abrindo linhas de financiamento e incentivando os estados e municípios a trabalharem de forma integrada na área da reciclagem de resíduos. Ele observou que, na construção civil, 80% das sobras podem ser recicladas, evitando que os aterros fiquem sobrecarregados recebendo apenas os rejeitos, ou seja, o que realmente for considerado inutilizável.
O diretor apontou a área de resíduos biológicos como uma das mais preocupantes, porque envolve necessidade de um tratamento mais delicado por causa do grau de toxicidade. “São resíduos perigosos, que podem contaminar lençóis freáticos e cursos d’água”.
Abreu enfatizou que, na política de resíduos sólidos, o objetivo não é “conter o consumo por parte da população, mas educar para consumir sem poluir o meio ambiente”. Segundo ele, o país passou “dezenas de anos tratando mal o meio ambiente”. O cenário mudou, na sua opinião, com a aprovação da legislação sobre a gestão de resíduos, em 2005, a aprovação da lei de saneamento, em 2007, e agora, com a lei que fixa regras para tratamento dos resíduos sólidos.
(Fonte: Agência Brasil)
10 de nov. de 2010
- Utilizar ingredientes orgânicos
- Utilizar produtos regionais para diminuir a emissão de CO2proveniente do transporte.
- Não utilizar espécies ameaçadas (vulnerável, em perigo e criticamente em perigo) e quase ameaçadas de extinção.
- Aproveitar integralmente os alimentos para evitar desperdícios.
Ficam as dicas, acesse o site da campanha para maiores informações e bom apetite.
9 de nov. de 2010
Para saber sobre o evento acesse: http://www.semanaglobal.org.br/ lá voce vai encontrar informações sobre como participar e tambem sobre a agenda do evento.
8 de nov. de 2010
1 – Espécies que NÃO PODEM E NÃO DEVEM SER CONSUMIDAS
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| Raia - Viola |
| Cação Anjo |
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| Peixe-serra |
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| badejo-tigre |
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| Mero |
Obs: Apesar de estar no Anexo II, o mero é a única espécie brasileira protegida e proibida de ser capturada.
Obs: EVITE o famoso filé de viola, pois muitas peixarias comercializam o filé do cação-anjo como se fosse o filé da raia-viola. E ambos estão seriamente ameaçados.
2 – Espécies que DEVERIAM SER EVITADAS
Entre os peixes comercais famosos, temos: atum, badejo, cherne, corvina, enchova, garoupa, merluza, namorado, pargo, pescadinha-foguete, sardinha-verdadeira, tainha e vermelho.
Com relação aos tubarões (ou cações), o ideal seria que pudéssemos evitar somente o consumo das 38 espécies que hoje estão ameaçadas de extinção, como o cação-anjo, a mangona e os tubarões-martelo, mas infelizmente isso não é possível. Não há como “carimbar” a carne de cação proveniente das espécies não ameaçadas. Assim, o correto é cessar o consumo geral de toda a carne de cação.
Obs: Fora as lagostas e camarões, 6 espécies de tubarões e 31 espécies de peixes constam no Anexo II do IBAMA como espécies sobrepescadas (cuja condição de captura é tão elevada que reduz o potencial de desova e as capturas no futuro) ou como espécie ameaçada de sobrepesca.
3 – Espécies LIBERADAS PARA O CONSUMO
Entre os peixes comerciais famosos liberados temos: abrótea, agulha, albacora, batata, baúna, bicuda, bijupirá, bonito, caranha, carapeba, castanha, cavala, cavalinha, cocoroca, congro, congro-rosa, dourado, galo, linguado, manjuba, michole, olhete, olho-de-cão, pampo, peixe-espada, pescada, piranjica, piraúna, robalo, sororoca, tira-vira, trilha, xáreu, xerelete e xixarro.
Fonte: Instituto Ecológico Aqualung
Nota: Curiosamente para montar esta postagem recorremos ao google para encontrar as imagens, na maioria das vezes quando procuramos pela imagem de algum peixe, encontramos fotos de pessoas com seus "prémios" mesmo que proibidos ou amostras de deliciosos pratos preparados com estes que estão ameaçados de extinção.
4 de nov. de 2010
Para fazer uma consulta simples, basta escolher o ano, a marca, o modelo e a versão do veículo desejado que automaticamente serão fornecidas a Nota Verde e os dados de teste do carro. A Nota Verde permitirá ainda visualização simultânea de até três marcas/modelos/versão de carro. Se preferir, informe apenas o ano e terá a lista completa de todos os veículos com as respectivas Notas Verdes em ordem decrescente.
Critérios da NOTA VERDE
Todos os modelos de veículos leves, homologados L5, foram analisados e receberam até 5 estrelas verdes concedidas conforme a soma dos seguintes critérios:
Por baixa emissão de poluentes convencionais (CO, NMHC e NOx):
Modelo atendendo entre 80% e o limite = 1 estrela
Modelo atendendo entre 60% e 80% do limite = 2 estrelas
Modelo atendendo abaixo dos 60% do limite = 3 estrelas
Nível de emissão de CO2, calculado a partir do valor de emissão homologado, descontando-se a parcela “etanol” (17,7% para E22 e 100% para E100) e, no caso dos veículos a álcool ou flex, fazendo-se uma média entre a emissão com E22 e com E100:
Abaixo de 80 g/km = 1 estrela
Combustível utilizado:
Veículo movido a combustível renovável (flex ou dedicado), híbrido ou elétrico = 1 estrela
Este sistema funciona assim como o selo procel e deve ser levado em conta na hora que formos adquirir um novo automovel.
Para acessar o site clique aqui
Em termos de esgotamento sanitário, segundo dados da PNAD/IBGE de 1997, verifica-se que 8,7 milhões de domicílios urbanos, representando cerca de 33 milhões de pessoas, não tinham acesso a um serviço adequado. Esse déficit pode ser efetivamente maior se levada em conta a precariedade de muitas redes de coleta e fossas sépticas, o que implica que 80% do esgoto coletado não tenha nenhum tipo de tratamento, sendo despejado, na sua quase totalidade, in natura nos corpos de água ou no solo, com sérios danos ao meio ambiente e às condições de saúde da população. Adicionalmente, observa-se que cerca de 10% dos domicílios não dispõem de sistema de coleta de lixo. Essa situação impõe a necessidade de pesquisas que possibilitem a implementação de políticas públicas e de ações que possam contribuir para sua erradicação.
O objetivo geral do Programa é desenvolver e aperfeiçoar tecnologias nas áreas de águas de abastecimento, águas residuárias e resíduos sólidos que sejam de fácil aplicabilidade, baixo custo de implantação, operação e manutenção e que resultem na melhoria das condições de vida da população brasileira, especialmente os estratos menos favorecidos.
São objetivos específicos do Programa, pesquisas que:
. tenham como base a revisão do padrão tecnológico atual, de forma a permitir a ampliação da cobertura dos serviços, estabelecendo normas e padrões adequados que reconheçam as particularidades regionais e locais e os diferentes níveis de atendimento à população, preservando ou recuperando o meio ambiente;
. busquem a difusão e a transferência de tecnologias para o domínio público;
. estimulem processos participativos, através da formação de redes cooperativas de pesquisas em torno de temas previamente selecionados.
Linhas de Atuação:
. Águas de Abastecimento
. Águas Residuárias
. Resíduos Sólidos
Localização:
Praia do Flamengo, 200 / 2º andar
Flamengo - Rio de Janeiro - RJ
cep: 22210-030
Para fazer download do material gratuito clique aqui
O HOSPITAL SARAH RIO, especializado em neuroreabilitação,
inaugurado no dia 01 de maio de 2009, na Barra da Tijuca, já está
cadastrando para atendimento, novos pacientes adultos e crianças com
as seguintes patologias:
· Paralisia cerebral
· Crianças com atraso do desenvolvimento motor
· Sequela de traumatismo craniano
· Sequela de AVC
· Sequelas de hipóxia cerebral
· Má-formação cerebral
· Sequela de traumatismo medular
· Doenças medulares não traumáticas como mielites e mielopatias
· Doenças neuromusculares como miopatias, neuropatias periféricas
hereditárias e adquiridas, amiotrofia espinhal
· Doença de Parkinson e Parkinsonismo
· Ataxias
· Doença de Alzeihmer e demências em estágio inicial
· Esclerose múltipla
· Esclerose lateral amiotrófica em estágio inicial
· Mielomeningocele
· Espinha bífida
· Paralisia facial
O atendimento é totalmente gratuito.
O cadastro para atendimento de novos pacientes é feito
exclusivamente pelos telefones: 21 3543-7600 e 21 3543-7601/2, das 08
às 17 horas, de segunda a sexta-feira.
ENDEREçO:
Embaixador Abelardo Bueno, nº 1.500
Barra da Tijuca
22775-040 - Rio de Janeiro - RJ
Maiores informações clique aqui
22 de out. de 2010
DILMA E SERRA: QUEREMOS COMPROMISSOS AMBIENTAIS
Os quase 20 milhões de votos verdes para Marina Silva estão fazendo a Dilma e o Serra correrem para ganhar o voto ambiental.Nós temos menos de duas semanas até o segundo turno! Vamos usar esta oportunidade para avançar em três questões ambientais urgentes: o Código Florestal, mudanças climáticas e investimento em energia solar e eólica.
Temos que ser rápidos. Vamos gerar uma petição gigante para convencer os candidatos a debaterem e se comprometerem com o meio ambiente! Assine a petição agora e depois divulgue:
Nós brasileiros queremos que o novo Presidente seja uma liderança forte na questão ambiental e nas mudanças climáticas. Queremos que faça do Brasil um líder global na luta contra as mudanças climáticas catastróficas, guiando as negociações internacionais e apoiando uma legislação que promova a produção de energia solar e eólica (PL 630/2003), e que proteja o nosso Código Florestal fortalecendo-o com um compromisso com o desmatamento zero. Nós pedimos que vocês façam estes compromissos publicamente em um debate antes das eleições.
| Dilma Rousseff (PT): Comitê Central: (61) 3217-1313/1371 São Paulo: (11) 2103-1313 Rio de Janeiro: (21) 2232-2322 Belo Horizonte: (31) 3115-7613 Salvador: (71) 3322-8500 Brasília: (61) 3225-5103 | José Serra (PSDB): Comitê Central: (11) 3188 7100 Brasilia: (61) 3424-0500 Rio de Janeiro: (21) 2262-4653 Belo Horizonte: (31) 2125-4545 Salvador: (71) 3432-0045 São Paulo: (11) 5078-4545 |
Você precisa perguntar 4 coisas (confirme primeiro que a mensagem será repassada aos candidatos):
- O/A (candidato/a) fará do Brasil uma liderança nas negociações climáticas internacionais, pressionando por um tratado global ambicioso e vinculante?
- O/A (candidato/a) irá proteger o Código Florestal contra as ameaças ruralistas de enfraquecer as proteções ambientais?
- O/A (candidato/a) irá apoiar o investimento para energia solar e eólica através do Projeto de Lei 603/2003?
- O/A (candidato/a) irá participar do debate ambiental convocado pela Avaaz e o Greenpeace?
Vamos inundar os comitês da Dilma e do Serra com telefonemas pelo meio ambiente!
Depois de ligar, escreva para portugues@avaaz.org e nos diga qual foi a resposta. Vamos insistir, com algumas centenas de telefonemas o recado irá chegar!20 de out. de 2010
16 de set. de 2010
1° Todos podem ( e são) gerados por pessoas comuns no seu dia a dia.
2° Todos esses materiais são perigosos à saúde e ao meio ambiente quando descartados incorretamente.
Esses materiais contaminam o solo, a água, os animais e as plantas se destinados sem um tratamento especifico.
O Mercúrio de uma lâmpada fluorescente pode contaminar até 20 mil litros de água e se acumula no organismo humano.
Portanto antes de colocar seu lixo no "lixo" procure saber se existe uma opção mais viavel para este residuo.
14 de set. de 2010
Existem alguns requisitos legais que devem ser cumpridos por empresas e instituções que busquem realizar atividades de recuperação de mercúrio a partir de resíduos.
Além do licenciamento ambiental, obtido junto às agências de controle dos respectivos estados, há dois outros requisitos legais importantes a serem considerados.
O Decreto Federal 97.634, de 10 de abril de 1989, (Dispõe sobre o controle da produção e da comercialização de substância que comporta risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente, e dá outras providências. ) e tambem a PORTARIA IBAMA Nº 32, de 12 de maio de 1995. dispõe sobre cadastramento no IBAMA as pessoas físicas e jurídicas que importem, produzam ou comercializem a substância mercúrio metálico
4 de set. de 2010
Este é o video da campanha da Carta da terra 2010
A missão da Iniciativa da Carta da Terra é promover a transição para formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada em um modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura de paz.
O texto da Carta da Terra
PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.
TERRA, NOSSO LAR
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A SITUAÇÃO GLOBAL
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.
DESAFIOS FUTUROS
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.
RESPONSABILIDADE UNIVERSAL
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.
PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos..
Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a
maior responsabilidade de promover o bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.
Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.
Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que
causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses
organismos prejudiciais.
Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias
ambientais seguras.
Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.
Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais
atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas
conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da
família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu
papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.
Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse..
Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
massa.
Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O CAMINHO ADIANTE
Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa.. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.
Para aderir à Carta da Terra, clique aqui
[fonte: http://www.cartadaterrabrasil.org//
25 de ago. de 2010
24 de ago. de 2010
A punição elevada já era prevista quando depois de uma vistoria na última sexta-feira foi comprovado que a embora esteja em fase de pré-operação, a CSA não comunicou ao Inea antecipadamente que enfrentava problemas com o alto-forno para que fossem adotadas providências que viessem a minimizar as emissões que só foram detectadas pelas estações de monitoramento do ar instaladas na unidade.
- Esse valor pode ser reajustado na medida em que forem identificados atenuantes ou agravantes ao acidente. Não ter comunicado o problema com a máquina de lingotamento antes é um agravante – antecipou a secretária reiterando que o alto forno não pode ser desligado, sob risco de prejuízos ainda maiores, inclusive ambientais.
O incidente resultou de problemas técnicos na máquina de lingotamento que não conseguiu processar todo o ferro fundido do alto-forno. Como o alto-forno não pode ser desligado,o excedente foi despejado num pátio de emergência que não possui equipamento de controle ambiental,permitindo, dessa forma,que o material particulado fosse lançado no ar. Quando O alto-forno precisou funcionar antes para gerar energia na térmica da Usina, indispensável ao funcionamento da aciaria. Técnicos da empresa fabricante estão na siderúrgica para identificar a origem do problema, que não tem prazo previsto para ser solucionado.
A secretária, no entanto, assegurou que o risco de emissões de material particulado estará definitivamente afastado com a entrada em produção da aciaria, que deverá ocorrer nos próximos 15 dias. A partir de então a produção de ferro-gusa poderá ser direcionada para a unidade interrompendo a operação no poço de emergência. Quanto ao erro de projeto da coifa que faz a sucção do material particulado que resulta do resfriamento do ferro líquido incandescente já foi corrigido.
De acordo com a secretária, as exigências feitas à siderúrgica para amenizar os efeitos das emissões estão mantidas: a redução da produção para a capacidade mínima, de 3,2 toneladas, o equivalente a 40% da máxima; o aumento da aspersão de água no poço de emergência para reduzir a quantidade de partículas lançadas no ar, além do fechamento e da instalação de uma coifa na área do poço de emergência, para que no caso de necessidade de uso, o material particulado não volte a poluir o ar.
O Inea também mantém uma equipe acompanhando todo o processo de produção durante 24 horas, até os problemas estejam definitivamente solucionados. A Secretaria também aguarda os relatórios das secretarias de Saúde do Estado e do Município informando se houve aumento no número de atendimentos nos hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da região em consequência da poluição do ar, o que pode ser um agravante à infração.
Os técnicos do Inea detectaram pela primeira vez um aumento na quantidade de partículas no ar no entorno da siderúrgica no último dia 6 durante vistoria, mas não foram comunicados do defeito no alto-forno. No dia 16 voltaram a identificar o problema, quando a siderúrgica foi autuada e notificada a reduzir a produção num prazo máximo de cinco dias.
Fonte: INEA
19 de ago. de 2010
17 de ago. de 2010
16 de ago. de 2010
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determina que a União, Estados e municípios elaborem planos para tratar os lixos sólidos, estabelecendo metas e programas de reciclagem, e responsabilizando as indústrias pelos produtos eletrônicos produzidos por elas. Os produtos eletroeletrônicos e seus componentes deverão retornar para as empresas, que darão a destinação ambiental adequada. Aprovada no senado no começo deste julho e sancionada pelo presidente Lula em 2 de agosto de 2010, a PNRS aborda a obrigação dos consumidores compartilharem a responsabilidade do ciclo de vida dos produtos, tendo o dever de separar, armazenar e destinar corretamente, reduzir a geração de resíduos sólidos e diminuir o desperdício de materiais.
6 de ago. de 2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Política Nacional de Resíduos Sólidos e determinou que seja regulamentada em um prazo máximo de 90 dias. A nova lei proíbe os lixões e determina que as indústrias sejam responsáveis pela destinação dos resíduos. Para isso oferece instrumentos como à possibilidade de consórcios entre municípios, estados e empresas privadas, em parcerias que podem ser inclusive de microrregiões. Serão destinados R$ 1,5 bilhão para financiamentos de soluções, em 2011. Outra ênfase da lei é a inclusão social, com a previsão de orçamento também para organizações de catadores.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comentou que hoje os municípios não têm condições de arcar com as despesas, e por isso foram previstos os consórcios. "Os financiamentos serão assegurados já em orçamento. Quinhentos milhões de reais pela Caixa Econômica Federal e R$ 1 bilhão pelo Orçamento Geral da União, por meio dos Ministérios do Meio Ambiente e das Cidades. Para prefeituras, catadores, estados e todos os que forem objeto de financiamento na lei". Ela explica que a novidade dessa legislação é que oferece instrumentos formais para tornar as soluções viáveis.
Izabella Teixeira ainda disse que no prazo de 90 dias estipulado pelo presidente Lula serão detalhadas as formas como essas soluções deverão acontecer. "Serão definidos como as cooperativas deverão funcionar, como serão os arranjos para a formulação dos planos municipais ou planos estaduais de resíduos sólidos, as penalidades que sofrerão os infratores, etc". Segundo a ministra, serão realizadas campanhas públicas para orientar a população sobre a coleta seletiva.
"A gente não existia como ator nessa política. Hoje somos participantes, somos 800 mil catadores no Brasil e é uma alegria fazer parte dessa história", afirmou Severino Lima Junior, que falou como representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis. O presidente Lula ressaltou a importância do encaminhamento da lei pelo Executivo, por motivar a articulação entre poderes e facilitar a sua tramitação. Presente na mesa do evento, o presidente do Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem, Victor Bicca, enfatizou: "Esse deve ser um dos maiores legados de sua gestão, presidente Lula."
FONTE: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=6021
2 de ago. de 2010
Mulher caminha em meio a rio poluído em Kegbara Dere, na Nigéria
Grandes vazamentos de petróleo não são novidade na Nigéria. O Delta do Níger, onde a riqueza embaixo da terra é desproporcional à pobreza na superfície, é submetido, há 50 anos, ao equivalente a um derramamento do navio Exxon Valdez (de 41 milhões de litros, ocorrido no Alasca, em 1989) ao ano, segundo estimativas. O petróleo vaza quase todas as semanas, e alguns
pântanos há muito tempo não têm mais vida.
É provável que nenhum outro lugar da Terra tenha sido tão castigado pelo petróleo, e os habitantes estão impressionados com a atenção constante que é dada ao vazamento do Golfo do México. Há poucas semanas, um duto da Royal Dutch Shell que havia estourado nos mangues foi fechado após vazar por dois meses: agora, não há um ser vivo em um mundo preto e marrom outrora povoado por camarões e caranguejos.
Não muito longe dali, há petróleo no Riacho Gio, de um vazamento de abril. Em Akwa Ibom, o vazamento de um duto da Exxon Mobil durou semanas.
Os vazamentos são causados por dutos enferrujados, nunca fiscalizados em razão de regulamentação ineficiente ou criminosa e afetados por manutenção deficiente e sabotagens. Apesar da maré negra, os protestos não são frequentes - no mês passado, os soldados que guardam um local da Exxon Mobil espancaram mulheres que realizavam uma manifestação.
"Não temos a imprensa internacional para cobrir o que acontece aqui, então ninguém se preocupa", lamenta Emman Mbong, de Eket.

Imagem mostra águas poluídas do rio Bodo
As crianças nadam no estuário poluído, os pescadores levam seus barcos cada vez mais longe e as mulheres do mercado andam com esforço entre os riachos de petróleo. "O petróleo da Shell está no meu corpo", afirmou Hannah Baage.
O fato de o desastre do golfo paralisar um país e um presidente que tanto admiram é motivo de espanto para as pessoas daqui. "O presidente Obama está preocupado com aquele vazamento!", comentou Claytus Kanyie, funcionário da prefeitura. "Ninguém está preocupado com este aqui."
Ao longe, saía fumaça de um lugar onde, segundo Kanyie, funciona uma refinaria ilegal operada por ladrões de petróleo e protegida, ao que se fala, pelas forças de segurança nigerianas. Antes dos vazamentos, disse Kanyie, as mulheres de Bodo ganhavam a vida catando moluscos e mariscos nos pântanos.
Nada menos que 2 bilhões de litros vazaram no Delta do Níger nos últimos 50 anos ou cerca de 41 milhões ao ano, concluíram especialistas em relatório de 2006. Portanto, as pessoas daqui olham com compaixão a situação no golfo. "Sentimos muito por eles, mas é o que acontece aqui há 50 anos", disse Mbong.
Embora grande parte da área tenha sido destruída, restam muitos espaços imensos de verde. Os ambientalistas afirmam que, com um programa de recuperação intensiva, o delta poderia voltar a ser o que era.

Mulheres passam por válvula de poço de petróleo que causou vazamento recente em Kegbara Dere
A Nigéria produziu mais de 2 milhões de barris de petróleo ao dia, no ano passado, e em mais de 50 anos milhares de quilômetros de dutos foram instalados nos pântanos. A Shell, principal empresa exploradora, opera em milhares de quilômetros quadrados, segundo a Anistia Internacional. Colunas envelhecidas de válvulas nos poços de petróleo se destacam entre palmeiras. Às vezes o petróleo jorra delas, mesmo que os poços estejam desativados.

Empresas petrolíferas se eximem de culpa pela maioria dos vazamentos
Caroline Wittgen, porta-voz da Shell em Lagos, disse: "Não discutimos os vazamentos", mas argumentou que a "vasta maioria" é provocada por sabotagem ou roubo, e apenas 2% por falhas dos equipamentos ou erro humano.
fontes
jornal "O Estado de São Paulo".
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